sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dia Mundial dos Oceanos



Dia Mundial dos Oceanos (ou em inglês: World Ocean Day) começou a ser comemorado em 8 de junho de 1992 durante a Rio-92 (em inglês: Earth Summit) na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. No momento esta data ainda não foi oficialmente estabelecida pelas Nações Unidas.

O Dia Mundial dos Oceanos tem a finalidade de, a cada ano, fazer um tributo aos oceanos e aos produtos que eles fornecem, tais como frutos do mar.

Os oceanos fornecem um meio de comunicação para o comércio global. A poluição mundial e o consumo excessivo de peixes, tem causado drásticas reduções nas populações de muitas espécies.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 6 de junho de 2013

V Semana Acadêmica de Oceanologia da FURG conta com a presença de Amyr Klink

A V Semana Acadêmica de Oceanologia (SAO) está sendo coordenada pelo Centro Acadêmico Livre de Oceanologia (CALO) e será realizada nos dias 17, 18, 19, e 20 de Junho deste ano, no CIDEC, Campus Carreiros da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

As inscrições serão realizadas na FURG, no PAV. 6 no intervalo de almoço (11:30 até 13:30) entre os dias 10 à 17 de junho de 2013. Sendo que no dia 17 as inscrições, juntamente com o credenciamento,  poderão ser realizados durante todo o período da manhã.

Os minicursos poderão ser solicitados por e-mail (oceanocalo@gmail.com) a fim de garantir a vaga, mas a confirmação de participação no minicurso só será efetuada a partir do pagamento do mesmo, que poderá ser realizada no horário estipulado para as inscrições.



Minicursos Confirmados

1) Alternativas Sustentáveis para o Cultivo de Camarões

Ministrantes:

Dr. Wilson Wasielesky Jr. (coordenador do Projeto Camarão IO/FURG)

Possui graduação em Oceanologia pela Universidade Federal do Rio Grande (1991), doutorado em Oceanografia Biológica pela Universidade Federal do Rio Grande (2000). Pós-Doutorado na Universidade da Carolina do Sul/Waddell Mariculture Center em 2005. É autor de mais de 80 trabalhos científicos em periódicos indexados. Orienta e orientou mais de 50 alunos de pós-graduação nas área de Aquacultura e Oceanografia Biológica. Atualmente é pesquisador e professor Associado do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande. No momento é presidente do Comitê de Aquicultura e Recursos Pesqueiros do CNPq. Tem experiência na área de Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, com ênfase em Carcinocultura, atuando principalmente nos seguintes temas: Reprodução de camarões, larvicultura, manejo de cultivo de camarões em viveiros e em sistemas de bioflocos.

Dr. Dariano Krummenauer

Possui graduação em Oceanologia, Mestrado e Doutorado em Aquicultura pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Atualmente é bolsista do Programa Nacional de Pós graduação (DOCFIX) atuando como professor pesquisador junto ao Programa de Pos graduação em Aquicultura da FURG. Responsável pelo setor de cultivo de camarões em sistemas de Bioflocos da FURG. Possui experiência na área de Aquicultura com ênfase em Carcinocultura, atuando principalmente nos seguintes temas: aquicultura, Cultivo de camarões em sistemas de Bioflocos, sitemas de cultivo com troca zero de água, maturação e inseminação artificial de camarões marinhos. Alem disso, trabalhou como colaborador em diversos projetos de extensão com pescadores artesanais do Estuário da Lagos dos Patos

Dr. Geraldo Foes

Possui graduação em Oceanologia pela Universidade Federal do Rio Grande (1991), mestrado em Aqüicultura pela Universidade Federal do Rio Grande, FURG (2008) e doutorado em Oceanografia Biológica pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Tem experiência na área de Oceanografia Biológica, com ênfase em Aqüicultura e principalmente Carcinicultura, atuando principalmente nos seguintes temas: manejo de sistemas de produção de crustáceos, qualidade de água e solo, estocagem intensiva, manutenção de bancos de reprodutores, Litopenaeus vannamei, Farfantepenaeus paulensis, densidade de cultivo, cultivo intensivo em meio heterotrófico, tecnologia de bioflocos, assistência técnica. Trabalhou em vários empreendimentos aquícolas, atuando como gerente técnico e também com treinamento de mão-de-obra especializada. Atualmente é bolsista PNPD junto ao Programa de Pós Graduação em Aquicultura da Universidade Federal do Rio Grande

2) Geotecnologias: Introdução ao Processamento Digital de Imagens (PDI) de Satélite

Ministrantes:

Carlos Vinicius da Cruz Weiss

Graduado em Ciências Biológicas com ênfase em Gestão Ambiental Marinha e Costeira na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em convênio com a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UFRGS / UERGS). Atualmente faz mestrado de Gerenciamento Costeiro pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG - Instituto de Oceanografia), e cursa o Técnico em Geoprocessamento no instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Tem interesse e atua nas áreas de Sensoriamento Remoto, Geoprocessamento, Ecologia de Paisagem, Gerenciamento Costeiro e Manejo Integrado da Zona Costeira. (Texto informado pelo autor)

Lucas Terres de Lima

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Católica de Pelotas (2011). Atualmente mestrando em Gerenciamento Costeiro pela Universidade Federal do Rio Grande, graduando do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal de Pelotas e colaborador do Laboratório de Análise Ambiental e Geoespacial (LAAG) da Universidade Federal de Pelotas. Tem experiência nas áreas de Ecologia e Meio Ambiente com ênfase em Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. (Texto informado pelo autor)

3) Instrumentação e aquisição de dados para Oceanografia física

Ministrantes:

Augusto Muniz Cavalcanti

Oceanólogo graduado pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (2005), possui mestrado em Bioecologia Aquática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN (2008) e atualmente é doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Oceanografia Física, Química e Geológica da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Tem experiência em aquisição e tratamento de dados obtidos por instrumentação oceanográfica, embarques, geoprocessamento, monitoramento ambiental, acompanhamento de dragagens e mergulho. Como projeto paralelo, administra o site RGsurg (www.rgsurf.com.br) com a publicação diária das condições ambientais e previsão do tempo e das ondas da Praia do Cassino, RS.

Marcos Abe

Possui graduação em Oceanologia pela Universidade Federal do Rio Grande (2003) e mestrado em Aquicultura pela Universidade Federal do Rio Grande (2006). Atuando principalmente nos seguintes temas: oceanografia física, adcp, correntes e vazão em estuário e operação de equipamentos oceanográficos. 




Palestras Confirmadas

Palestra 1: "Comitê Executivo para a Formação de Recursos Humanos em Ciências do Mar – PPG-Mar: ações e perspectivas"

 Luiz Carlos Krug

Possui graduação em Oceanologia (1975) e mestrado em Oceanografia Biológica (1984), ambos pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG. É Professor Adjunto IV do Instituto de Oceanografia. Tem larga experiência em administração acadêmica, exercendo os cargos de Chefe do Departamento de Oceanografia (1989-1996) e de Coordenador de Curso Oceanologia(1985-1988; 1997-2012). Foi membro de Conselho Diretor da Fundação Atlântica de Pesquisa Oceânica e Costeira - FAPECO (1997-2000) e Diretor Executivo da Fundação de Apoio à Universidade do Rio Grande - FAURG (2001-2005). Atuou como consultor (ad hoc) do Ministério da Educação - MEC e foi avaliador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisasn Educacionais Anísio Teixeira - INEP (2002-2011), nos dois casos como especialista em ensino de graduação em Oceanografia. Foi Vice-Presidente da Associação Brasileira de Oceanografia - AOCEANO (2007-2011). Coordena o Comitê Executivo para a Formação de Recursos Humanos em Ciências do Mar - PPG-Mar (2010-atual), no âmbito do Plano Setorial para os Recursos do Mar – PSRM.


Palestra 5: Modelagem Numérica Aplicada

Ivan Dias Soares

Graduando em Oceanologia pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (1986), mestrado em Oceanografia Física pela Universidade de São Paulo (1995) e doutorado em Meteorologia e Oceanografia Fisica pela Rosenstiel School of Marine and Atmospheric Science/University of Miami (2003). Atualmente Diretor Financeiro da Associação ATLANTIS para o Desenvolvimento da Ciência e também Professor Colaborador dos seguintes cursos de pós-graduação: Pos-Graduaçao em Oceanografia Fisica, Quimica e Geologica e Pos-Graduaçao em Modelagem Computacional, da Universidade Federal do Rio Grande, Pós-Graduação do Departamento de Ecologia e Recursos Renovaveis na Universidade Federal do Espirito Santo (UFES) de Vitoria e Pesquisador Convidado do Curso de Pos-Graduaçao do Centro de Estudos Costeiros e Oceanicos (CECO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS). 


Palestra 5: O Oceano Austral e seu papel no clima global

Mauricio Magalhães Mata 
Oceanógrafo (FURG, 1991), Mestre em Sensoriamento Remoto (UFRGS, 1996) e concluiu o Doutorado em Oceanografia (PhD) na Flinders University of South Australia em 2001. Atualmente é Professor Associado-DE junto ao Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande-FURG (Rio Grande, RS). Atua na área de Oceanografia Física de meso e grande escala e Oceanografia Antártica. Tem especial interesse no tema do papel dos oceanos no contexto das mudanças climáticas globais, tendo publicado diversos artigos em periódicos especializados e anais de eventos. Participa de diversos comitês nacionais e internacionais no tema Oceano, Antártica e Clima. É orientador permanente do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Física, Química e Geológica da FURG e co-orientador dos Programas de Pós-Graduação em Oceanografia (USP) e Geociências (UFRGS). É um dos idealizadores do Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (GOAL), participante do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). É vice-coordenador geral, membro do comitê gestor e coordena o grupo de Oceano Austral e Gelo Marinho do INCT da Criosfera e, atualmente, é membro titular do Conselho Nacional de Pesquisa Antártica (CONAPA) junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). No âmbito internacional, atualmente é membro titular dos comitês científicos do World Climate Research Programme (WCRP) e do Southern Ocean Observing System (SOOS).

Palestra 7: Gelo Marinho e Clima; Antártica e Ártico

Jefferson Cardia Simões

 C. Simões é o pioneiro da ciência glaciológica no Brasil, obteve seu PhD em Glaciologia pelo Scott Polar Research Institute, University of Cambridge, Inglaterra, em 1990. É pós-doutor pelo Laboratoire de Glaciologie et Géophysique de lEnvironnement (LGGE) du CNRS/França e pelo Climate Change Institute (CCI), University of Maine, EUA. É professor da UFRGS onde leciona e orienta alunos de graduação e pós-graduação em Geociências e Geografia (29 dissertações de mestrado e 6 teses de doutorado aprovadas). Toda sua carreira foi dedicada às Regiões Polares, tendo publicado 97 artigos, principalmente sobre processos criosféricos. Pesquisador líder do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), é o delegado nacional junto ao Scientific Committee on Antarctic Research (SCAR) do Conselho Internacional para Ciências (ICSU) e representante brasileiro na International Association of Cryospheric Sciences (IACS/IUGG/ICSU). É consultor ad-hoc do CNPq, CAPES, FAPESP e da National Science Foundation - NSF (Office of Polar Programs). Simões já participou de 21 expedições científicas às duas regiões polares, criou e dirige o Centro Polar e Climático da UFRGS, a instituição que lidera no Brasil a pesquisa sobre a neve e o gelo. Ele coordena a participação brasileira nas investigações de testemunhos de gelo antárticos e andinos e faz parte dos comitês gestores do programa International Trans-Antarctic Scientific Expedition (ITASE) e da iniciativa International Partnerships in Ice Core Sciences (IPICS). Participa do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) como revisor de capítulos sobre a criosfera e a paleoclimatologia. Em 2007 recebeu o Prêmio Pesquisador Destaque da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) por sua contribuição à pesquisa antártica. Atualmente é o coordenador-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera e professor visitante do CCI/University of Maine, Orono, EUA. No verão de 2011/2012 liderou a expedição que instalou o primeiro módulo científico brasileiro no interior da Antártica (Criosfera 1, 84 S, 79,5 W). É membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

Palestra 8: Projeto Orla em Rio Grande

Daiane Marques de Miranda (Coordenadora do Projeto Orla em Rio Grande - Secretaria Municipal do Meio Ambiente)

Possui graduação em Ciências Biológicas Licenciatura Plena e Bacharelado pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (2004). Posteriormente foi aluna especial no Programa de Pós Graduação em Neurociência e Comportamento, nível Mestrado e bolsista de apoio técnico CNPq pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005). Concluiu Mestrado em Ciências Fisiológicas - Fisiologia Animal Comparada, pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (2009) e foi nomeada Fiscal Ambiental na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (2009), onde atuou na Unidade de Licenciamento e Fiscalização da Prefeitura Municipal do Rio Grande (2010), passando a atuar na Chefia da Divisão de Prjetos e Cursos (2011), mesmo período em que concluiu a Especialização em Gestão Ambiental em Municípios pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (2011). Ingressou no Programa de Pós Graduação em Ciências Fisiológicas - Fisiologia Animal Comparada, nível Doutorado desta Universidade, onde desenvolve sua proposta de trabalho na aplicação de ferramentas de controle e monitoramento ambiental junto ao executivo municipal (2012).

Palestra 9:A Riqueza do Continente Antártico

Palestrante: Amyr Klink

Economista e Administrador, formado pela USP, iniciou suas viagens em 1984 quando realizou a primeira travessia solitária do Atlântico Sul a remo. Em 1989 iniciou sua invernagem solitária na Antártica e no verão deixou a Península Antártica seguindo até a Ilha Moffen, no Ártico, navegando 27 mil milhas e retornando ao Brasil 642 dias após sua partida. Em 1998, a bordo do veleiro Paratii navegou ao redor da Antártica completando a primeira circunavegação do continente gelado. Em 2005, a bordo do veleiro Paratii2, circunavegou a Antártica novamente, sem escalas e com tripulação. Autor dos livros "Cem Dias entre Céu e Mar", "Paratii Entre Dois Polos", "As Janelas do Paratii", "Mar Sem Fim" e “Linha D´Água”.





Fonte: O Farol



quarta-feira, 5 de junho de 2013

Revista Panorama da Aquicultura publica artigo do PPGAqui

O artigo intitulado “Sistema de Bioflocos: É possível reutilizar água por diversos ciclos” foi publicado na última edição da revista Panorama da Aquicultura, especializada em cultivos aquáticos. Esse trabalho faz parte de uma série de seis artigos publicados na revista, os quais trazem como tema a produção em sistemas de bioflocos. A publicação do tema em seis edições visa à popularização da ciência, uma demanda do Governo Federal. 

Escreveram o artigo os professores do Programa de Pós-Graduação em Aquicultura da Universidade Federal do Rio Grande (PPGAqui/FURG) Dariano Krummenauer, Geraldo Fóes, Wilson Wasielesky Jr. e Luiz H. Poersch e a acadêmica do doutorado (PPGAqui) Gabriele Lara.

O artigo, na íntegra, pode ser visualizado no arquivo abaixo:


terça-feira, 4 de junho de 2013

Japão deve rejeitar acordo que regula pesca de tubarão no mundo

O governo do Japão deverá rejeitar o acordo internacional proposto recentemente pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Flora e Fauna (CITES) para regular a pesca e o comércio de tubarões, anteciparam neste sábado (1º) fontes oficiais.

Apesar de a espécie em geral ter sido reduzida drasticamente nos últimos anos devido ao comércio de sua barbatana, Tóquio considera que não é necessário ampliar a regulação de sua pesca e que esta deve seguir vinculada aos organismos já existentes, detalharam as fontes à agência "Kyodo".

Neste sentido, espera-se que Japão rejeite o acordo decidido no último mês de março em Bangcoc durante a convenção do CITES, na qual se decidiu ampliar o número de espécies de tubarão protegidas.

Na ocasião, o acordo alcançado na Tailândia obteve apoio de mais de dois terços dos países participantes, a necessidade exigida para a criação de permissões especiais aos países que realizam exportações de tubarões para reforçar seu controle.

Durante essa convenção, o bloco de países asiáticos, liderado por China e Japão, antecipou que considerava "inaceitável" a inclusão de novas espécies de tubarão na lei de proteção, entre as quais se encontram o oceânico, o martelo comum e o gigante, entre outros.

Anteriormente, o Japão já rejeitou outras decisões da CITES, como a proibição de comercializar diversas espécies de baleias e tubarões, como o branco e o baleia, e inclusive a relativa à pesca de cavalos marinhos, utilizados na Ásia para elaborar remédios contra a asma e disfunção erétil.


Foto mostra pescador secando partes de tubarões no Japão em março de 2013 (Foto: Toshifumi Kitamura / AFP)

Segundo organizações de defesa dos animais, entre 26 e 73 milhões de barbatanas de tubarão passam a cada ano pelo mercado de Hong Kong, o primeiro destino mundial deste produto, para elaborar a popular sopa de barbatana. Além disso, os dados publicados em março pela CITES situaram a Espanha como o maior exportador de barbatana de tubarão a Hong Kong, seguido de Cingapura, Taiwan, Indonésia, Emirados Árabes e Iêmen.

Neste sentido, uma das principais ameaças dos tubarões é a prática do corte de suas barbatanas, já que depois o animal é lançado novamente ao mar.

O CITES é um acordo adotado por 177 países sob o que se catalogaram até o momento aproximadamente 35 mil espécies de animais e plantas para regular seu comércio internacional e evitar que tal atividade afete em sua existência.

Fonte: G1 Natureza

FURG recebe comitiva da Universidade da Carolina do Sul - EUA

Uma comitiva de docentes e pesquisadores da universidade norte-americana da Carolina do Sul – USC está visitando Rio Grande nesta semana, para intercâmbio universitário com colegas da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. As duas instituições mantêm parcerias em pesquisas na área de Oceanografia.

Nesta terça-feira, às 9h, o reitor em exercício da FURG, prof. Danilo Giroldo, receberá a comitiva, acompanhada dos professores e pesquisadores da FURG Carlos Alberto Eiras Garcia (diretor do Instituto de Oceanografia), Milton Asmus, Lauro Calliari, entre outros. Após, serão realizadas duas reuniões de trabalho no Cidec-Sul. Os professores Garcia (FURG) e Claudia Benitez-Nelson (USC) farão apresentações sobre o desenvolvimento de pesquisas em Ciências do Mar nas respectivas instituições.

À tarde, serão feitas visitas ao Instituto de Oceanografia e à Estação Marinha de Aquacultura – EMA, no Cassino. A comitiva norte-americana ficará em Rio Grande até o dia 7. Até lá, conhecerá os laboratórios da FURG, o Museu Oceanográfico, o Porto do Rio Grande, o estuário da Lagoa dos Patos, o balneário Cassino e São José do Norte, entre outros locais.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Acidificação do mar afeta desenvolvimento das lulas

Em simulação de laboratório, animais ficam menores na água mais ácida.
Aumento da concentração de CO2 provoca esse efeito na natureza.

Ovas de lula (Foto: Reinhard Dirscherl / Bilderberg / AFP / Arquivo)

Um estudo publicado nesta semana nos Estados Unidos mostra que o desenvolvimento das lulas pode ser afetado pelo processo de acidificação dos oceanos – que é uma tendência para o próximo século, já que é provocado pelo excesso de CO2 na atmosfera.

Segundo os pesquisadores, tudo que afetar as lulas tem grande potencial de afetar todos os outros seres vivos do oceano. Isso acontece porque a lula é um animal que se posiciona no centro da cadeia alimentar. Em outras palavras, praticamente todos os animais ou são comidos por lulas, ou as comem.

Além desse claro e importante impacto ambiental, os problemas de desenvolvimento das lulas também teriam impacto comercial, pois o animal é consumido por humanos e a economia de algumas regiões costeiras depende, em parte, dessa pesca.

A equipe do Instituto Oceanográfico Woods Hole, no estado americano de Massachusetts, ovas de lulas em dois tanques de água diferentes. Um deles simulava o mar como ele é hoje, e o outro recebeu mais CO2, aumentando a acidez da água, em processo semelhante ao que tem, de fato, acontecido na natureza.

Na água mais ácida, as ovas levaram mais tempo para se desenvolver e formar as lulas. Além disso, quando adultas, essas lulas foram, em média, 5% menores que as que cresceram na água normal. Por último, os cientistas identificaram ainda que elas tiveram má formação do estatólito, órgão que orienta o animal enquanto ele nada.

Fonte: G1 Natureza

Fóssil pode ajudar a explicar como surgiu o casco de tartaruga



Um fóssil encontrado na África do Sul apresenta um animal que deve servir como um elo para explicar o surgimento do casco de tartaruga. O animal, que recebeu o nome de Eunotosaurus africanus, viveu há cerca de 250 milhões de anos.

O casco de tartaruga mais antigo já encontrado data de 210 milhões de anos atrás e tem todas as características dos cascos modernos. Isso, na verdade, deixava os cientistas um pouco frustrados, porque não revelava os passos evolutivos que levaram à formação desse tipo de estrutura nos animais.

O Eunotosaurus ainda não tinha um casco propriamente dito, mas seu tronco tem muitas características típicas da ordem dos quelônios, à qual pertencem as tartarugas modernas. Essas características dizem respeito principalmente à formação das costelas, que são bem largas e não possuem músculos entre os ossos.

“Há vários traços anatômicos e evolutivos que indicam que o Eunotosaurus é um representante antigo da linhagem da tartaruga. No entanto, sua morfologia é intermediária entre o casco especializado encontrado nas tartarugas modernas e traços primitivos encontrados em outros vertebrados. Assim, o Eunotosaurus ajuda a ligar a lacuna entre as tartarugas e os demais répteis”, afirmou o autor do estudo, Tyler Lyson, em material divulgado pelo Museu Smithsoniano de História Natural, nos EUA, onde ele conduziu a pesquisa, publicada pela revista "Current Biology".

O próximo passo dos cientistas é entender como a respiração das tartarugas se adaptou à estrutura óssea. Em geral, as costelas têm certa mobilidade para ajudar os pulmões no processo, mas isso não acontece nesses animais.

Fonte: G1 Natureza