quinta-feira, 10 de março de 2016

Cientistas encontram pistas para explicar extinção de 'dragões do mar'

Ictiossauro, réptil marinho que dominou os oceanos durante milhões de anos, foi extinto subitamente de forma misteriosa.
Cientistas afirmam que o ictiossauro evoluiu muito lentamente e, quando o ambiente mudou, ele não conseguiu acompanhar (Foto: Ilustração Andrey Atuchin/ Oxford University )

Um novo estudo de cientistas britânicos, belgas, franceses e russos sugere que uma mudança dramática no clima da Terra foi responsável pela extinção de um réptil marinho que viveu na época dos dinossauros.
Há cerca de 100 milhões de anos os oceanos esquentaram, o gelo polar derreteu e o nível dos mares aumentou de forma inédita.
Segundo os cientistas, o ictiossauro, também conhecido como "peixe lagarto" ou "dragão dos mares", não conseguiu se adaptar às novas condições nos mares.
A pesquisa adiciona um último dado surpreendente para desvendar o mistério de como e por que este predador desapareceu.
"Nossos resultados fortalecem as evidências de que o aumento no nível dos mares e na temperatura dos mares reorganizou profundamente os ecossistemas marinhos há cerca de 100 milhões de anos", disse Valentin Fischer, da Universidade de Liège, na Bélgica, e também da Universidade de Oxford, que liderou a pesquisa.
"O ictiossauro não conseguiu se adaptar. Eles evoluíram muito lentamente nos últimos 50 milhões de anos de sua existência. Quando o ambiente mudou rapidamente, eles não conseguiram acompanhar", acrescentou.
Família
Na época em que os dinossauros viviam na Terra, os oceanos eram o lar de vários tipos de ictiossauro.
Estes predadores marinhos tinham um corpo parecido com o do golfinho, o que dava ao ictiossauro velocidade e permitia que ele se alimentasse de peixes e lulas.
O ictiossauro viveu durante milhões de anos. Eles apareceram no período Triássico, chegaram ao auge no Jurássico e então desapareceram no Cretáceo, vários milhões de anos antes da morte dos últimos dinossauros.
Teorias anteriores sobre o desaparecimento do ictiossauro se concentraram mais nos alimentos preferidos da criatura, que podem ter desaparecido dos oceanos à medida que outros animais, como tubarões e outros peixes vertebrados, começaram a surgir.
Mas depois de elaborar uma árvore genealógica complexa traçando a evolução dos ictiossauros, os cientistas desta última pesquisa concluíram que a falta de alimento teria sido apenas um entre vários fatores ligados à extinção do animal.
"Embora o aumento nas temperaturas e no nível dos mares demonstrado em registros geológicos no mundo todo pode não ter afetado diretamente os ictiossauros, fatores relacionados como mudanças na disponibilidade de comida, rotas migratórias, animais rivais e locais de nascimento são fatores potenciais, provavelmente ocorrendo juntos, que levaram à extinção do ictiossauro", disse Fischer.
Efeito estufa
David Martill, pesquisador da Universidade de Portsmouth, na Grã-Bretanha, não participou do estudo, mas ao analisar a pesquisa disse concordar que a mudança para um mundo mais quente - como uma "superestufa" - pode ter tido um impacto enorme nos habitats de animais terrestres e aquáticos.
O ictiossauro dividia os oceanos com outros grupos numerosos de répteis marinhos de grande porte como plesiossauro e mosassauro. Mas o ictiossauro conseguiu viver mais tempo do que estes dois últimos.
"Eles (os ictiossauros) só desapareceram junto com muitos outros animais. Há um mistério nisto. Acho que ainda é um enigma", afirmou Martill à BBC.
A famosa caçadora britânica de fósseis do século 19 Mary Anning descobriu o primeiro fóssil completo do ictiossauro na região de Dorset em 1810.
A descoberta de Anning causou grande surpresa no mundo científico da época e forneceu provas para novas ideias a respeito da história da Terra.

Fonte:   G1 Ciência e Saúde, via Helen Briggs da BBC




 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Ifremer. Oferta de 5 bolsas estudo - Taxonomia - 'workshop' 2016. Inscrições até 15MAR

De ordem do Coordenador para o Mar e Antártica, Andrei
Polejack, segue informações abaixo sobre a "Oferta de
5 bolsas estudo - Taxonomia - 'workshop' 2016. 
Inscrições até 15MAR." . 
 
Cléa J. Ferreira
Secretária Executiva
Coordenação para Mar e Antártica-CMA
Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovação-MCTI
Esplanada dos Ministérios, Bloco E sala 231
CEP: 70067-900 Brasília - DF
Contato: 55+(61) 2033-7612 /2033-7854
Brasília - DF 

Prezados(as) Senhores (as),

Transmito a Vossa Senhoria folheto informativo sobre
5 bolsas de estudo para candidatos de países em 
desenvolvimento participarem de workshop' sobre 
taxonomia a realizar-se em Brest, na França, entre
os dias 27 de junho e 1º de julho de 2016. Trata-se
de iniciativa de capacitação de pessoal promovida 
pelo Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração
do Mar (Ifremer), por meio da Autoridade Internacional
dos Fundos Marinhos.

Os formulários para inscrição e detalhes sobre o curso
estão disponíveis em
 <https://www.isa.org.jm/training/ifremer-contractor-tra
    ining-programme >.

A proposta de inscrição deve ser encaminhada para
training@isa.org.jm
>training@isa.org.jm, com cópia para dmae@itamaraty.gov.br dmae@itamaraty.gov.br>e costalunga@secirm.mar.mil.br costalunga@secirm.mar.mil.br>, de forma a permitir o acompanhamento do processo. O prazo de inscrições encerra-se no dia 15 de março. 
 
 Fonte: Secretaria do IO/FURG, em 08/03/2016

terça-feira, 8 de março de 2016

Treinamentos do Portal de Periódicos serão online em 2016

 
 
 
 
 Os treinamentos do Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes),  serão via web em 2016. A novidade tem como objetivo atender cada vez mais usuários da biblioteca virtual, uma vez que o meio digital permite o acesso rápido e fácil às informações, sem limitação do tempo dos instrutores ou da logística necessária para se colocar usuários e multiplicadores em um mesmo local e hora. 
A agenda do ano iniciou em 15 de fevereiro e as as inscrições são feitas da mesma forma, na área de Treinamentos do Portal, acesso em 
http://www-periodicos-capes-gov-br.ez40.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_ptreinaments&Itemid=108
 
 
 
Para treinamentos ou dúvidas sobre o Portal Periódicos Capes, o contato pode ser feito pelo (53) 3233-6707, pelo e-mail sib.portal@furg.br ou diretamente na biblioteca central, com a bibliotecária Simone.  
Maiores informações no link
http://www-periodicos-capes-gov-br.ez40.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_pnews&component=NewsShow&view=pnewsnewsshow&cid=355&mn=71&Itemid=&

Fonte: página da FURG, publicação de 08/03/2016

Nova forma de acesso ao Portal de Periódicos da Capes é divulgada

 
 
 
 
 
 
Em busca de uma melhor qualidade dos serviços oferecidos à comunidade acadêmica, o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), juntamente com o Sistema de Bibliotecas (Sib), da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), disponibiliza uma nova forma de acesso ao Portal Periódicos Capes.
 
Com o novo modelo não é mais necessário configurar o proxy, basta acessar http://www.periodicos.capes.gov.br e clicar no link "Meu espaço", localizado na barra superior. Após, é necessário utilizar o acesso remoto via Comunidade Acadêmica Federada (Cafe), a partir da informação do usuário e senha do sistemas.furg.br.
 
Interessados em treinamentos para turmas na FURG ou em tirar dúvidas sobre a plataforma podem entrar em contato com a bibliotecária Simone, pelo telefone (53) 3233-6707, pelo e-mail sib.portal@furg.br ou diretamente na biblioteca central. 
Mais informações sobre a utilização do novo acesso ao Portal Periódicos Capes estão disponíveis 
no tutorial
 http://www.periodicos.capes.gov.br/images/documents/Orientacoes_para_o_acesso_remoto_via_CAFe.pdf

Fonte: Página da FURG, publicação de 07/03/2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Pescadores têm papel fundamental na pesquisa sobre a tartaruga-verde

                               Seu Inglês e a tartaruga verde
Uma recaptura de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) em 2015 chamou atenção do TAMAR Ubatuba/SP. A tartaruga havia sido capturada em 2003 na Praia do Camburi pela mesma rede de cerco flutuante, um tipo de pescaria tradicional da região, um recorde para o cerco monitorado há 23 anos com a ajuda do mesmo pescador, Seu Inglês. Até então, em poucas ocasiões as recapturas tinham acontecido em intervalos maiores que 2 ou 3 anos.
A base do TAMAR Ubatuba, em 25 anos de existência, já marcou e devolveu ao mar mais de 11.000 tartarugas trabalhando na pesquisa e no monitoramento das pescarias costeiras no litoral norte do estado de São Paulo. Os cercos flutuantes são armadilhas feitas de redes, utilizadas há quase um século por pescadores da região e do sul fluminense. São instalados em pontos fixos e inalterados, escolhidos e mantidos pelos pescadores ao longo de gerações da família. Esses pontos são registrados e referenciados pela Marinha do Brasil. Como conta a coordenadora do TAMAR Ubatuba, Berenice Gallo, o cerco do Seu Inglês começou a ser monitorado em 1992 e desde então já contribuiu com o resgate de mais de 1.000 tartarugas. “Felizmente, são raros os registros de mortes acidentais de tartarugas neste tipo de pescaria”, diz a coordenadora.
Em uma das visitas periódicas que os pesquisadores fazem ao seu cerco, o pescador Seu Inglês conversou com o biólogo do TAMAR Fernando Alvarenga, que contou a ele sobre a tartaruga de volta após 12 anos.
Seu Inglês: "E essazinha então? Será que ela ficou todo esse tempo aqui? Ou foi e voltou? Mas ela foi e voltou no mesmo lugar? Porque o cerco sempre foi ali. Dá pra saber se ela ficou aqui esse tempo todo?!?”, perguntou o pescador. O biólogo respondeu que provavelmente a tartaruga não teria ficado todo o tempo por ali, mas que somente através desta parceria e do monitoramento no seu cerco poderíamos cada vez mais ter respostas para essas perguntas, e que seria importante continuar o monitoramento. “Tudo bem!”, respondeu Seu Inglês, “mas tô ficando velho e quando eu parar você vai ter que falar com as crianças pra saber quem vai tomar conta do cerco, mas eu vou continuar trazendo as tartarugas, é importante".
Com a ajuda dos pescadores, comunidade e turistas, as tartarugas doentes, feridas e debilitadas que precisam de cuidados especiais são encaminhadas ao centro de reabilitação da base de Ubatuba, onde são tratadas, recuperadas e liberadas de volta ao mar.
Indivíduos de tartaruga-verde passam períodos curtos de vida em Ubatuba e em seguida migram para outras áreas de alimentação no norte e nordeste do país. Algumas retornam com incrível precisão aos mesmos locais onde foram encontradas inicialmente. Estudos com essa espécie realizados na América do Norte evidenciaram deslocamentos de tartarugas relacionados às estações do ano: durante meses frios migravam para regiões mais quentes e com a chegada do verão retornavam às áreas anteriores. Ainda não é comprovado que o mesmo comportamento seja praticado pelas tartarugas dessa espécie na costa brasileira.
A notícia de uma recaptura 12 anos depois de uma tartaruga na Praia do Camburi, ao mesmo tempo em que inspira novas perguntas aos pescadores e aos pesquisadores, reforça a importância da continuidade dos programas de pesquisas de longo prazo. Demonstra a possibilidade do uso do monitoramento de pescarias costeiras como método de estudo para obter informações sobre populações de tartarugas marinhas no Brasil.

Fonte: Projeto TAMAR

Aberta seleção de Pós-Doutorado para atuar no PPGOFQG (2 vagas)

O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Física, Química e Geológica da Universidade Federal do Rio Grande - FURG faz saber que estão abertas as inscrições para o processo de seleção e admissão de Doutores para o Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) MEC/CAPES, conforme instituído pela Portaria nº 86, de 3 de julho de 2013.
INFORMAÇÕES DETALHADAS NO EDITAL DE SELEÇÃO, disponível na página do Instituto de Oceanografia
em http://www.io.furg.br/index.php/noticias/41-top-headlines/698-2016-01-26-11-03-45.html
As inscrições deverão ser realizadas no período de 26 de Janeiro a 26 de Fevereiro de 2016.

Fonte: página do IO/FURG