sexta-feira, 17 de maio de 2013

Aparição de água-viva rara no litoral norte de SP preocupa ambientalistas


Espécie é considerada invasiva, já que vive no Oceano Pacífico ocidental.
Segundo especialista, último aparecimento na costa brasileira foi em 2006.



A presença de uma espécie exótica de água-viva em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, preocupa pesquisadores da cidade. A medusa, nativa do Oceano Pacífico, tem sido encontrada em diversos lugares do mundo e pode causar problemas no ecossistema da região, já que é considerada invasiva na costa brasileira.

A aparição da espécie Phyllorhiza punctata, conhecida como água-viva australiana manchada, foi constatada no início do mês na praia do Itaguá. “Pescadores e pessoas nos acionaram falando do aumento de águas-vivas. No local, constatamos e identificamos essa espécie. Posteriormente também confirmamos com outros pesquisadores”, disse o oceanógrafo Hugo Gallo, ao G1.


O pesquisador afirmou que a espécie possivelmente tenha aparecido no litoral norte de São Paulo trazida pela água de lastro dos navios, que é a água captada para garantir a segurança operacional e estabilidade da embarcação durante as operações portuárias. “É importante abrirmos uma discussão nesse sentido com os órgãos ambientais, visto que o porto de São Sebastião pode passar por ampliação e o movimento desses navios deve aumentar consideravelmente”.

Ainda de acordo com o oceanógrafo, a aparição da medusa no litoral norte preocupa os ambientalistas. “Toda espécie exótica causa preocupação. A introdução da espécie inspira cuidados e pode causar problemas ao ecossistema. Ela se alimenta de zooplâncton, ovos e larvas de espécies de peixes nativos, e é considerada invasiva na costa brasileira. O problema é a proliferação massiva”, explicou ao G1.

Além dos problemas ambientais, as águas-vivas podem causar queimaduras em banhistas. Nesses casos, é importante que o banhista não esfregue o local para não espalhar o veneno na pele, enxague com água salgada ou soro fisiológico e procure rapidamente o atendimento médico.

O pesquisador disse ainda que o último registro da espécie na costa brasileira aconteceu em 2006. Em 2000, a ocorrência desta água-viva causou problemas no ecossistema do Golfo do México. Três espécies foram levadas ao Aquário de Ubatuba e estão em exposição ao público. “O objetivo é a gente acompanhar a espécie e analisar também o desenvolvimento em cativeiro”.



Austrália quer proibir fertilização do oceano com sulfato de ferro




A Austrália quer proibir a fertilização do oceano com sulfato de ferro, um método controverso para combater as mudanças climáticas, anunciou nesta quinta-feira (16) o governo do país.

A técnica tem como objetivo combater a acidificação do oceano derramando sulfato de ferro para "fertilizar" o fitoplâncton, uma microalga marinha que absorve o dióxido de carbono (CO2) na água e na atmosfera.

Após uma vida muito curta, os restos de fitoplâncton são depositados sobre o fundo do mar, em forma de sedimentos. Mas a eficácia do método e seus efeitos no ambiente são desconhecidos, de modo que a Austrália quer proibir a sua utilização no Protocolo de Londres, que em 1996 alterou e substituiu a Convenção de Londres de 1972.

Austrália, Nigéria e Coreia do Sul querem apresentar uma emenda para proibir a fertilização comercial sem justificativa científica em uma reunião dos signatários do protocolo, prevista para outubro. "A emenda pretende estabelecer regras vinculativas para a fertilização do oceano", explicou o ministro do Meio Ambiente australiano, Tony Burke.

"Proibir as atividades comerciais da fertilização oceânica e autorizar as investigações científicas legítimas visando identificar os possíveis benefícios desta prática", acrescentou.


Riscos

Em 2012, os signatários do protocolo lamentaram o uso desta técnica na costa do Pacífico do Canadá, por uma empresa que queria reconstruir a população de salmão -- que se alimenta com fitoplâncton.

A revista "Nature" revelou em 2007 as conclusões de um grande programa nas Ilhas Kerguelen, no sul do Oceano Índico, segundo o qual derramar ferro no oceano seria entre dez e cem vezes menos eficaz do que o processo natural, já que 90% do ferro se perderia e seu efeito seria de curta duração.

Alguns cientistas temem ainda uma possível reação química resultando em óxido nitroso (N2O), mais devastador do que o CO2. O ministro do Meio Ambiente também citou a proliferação de algas tóxicas e a eutrofização do leito como riscos potenciais.

Fonte: G1 Natureza

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cientistas encontram comunidade de animais no fundo do mar nos EUA


Mexilhões ficam a 1,6 mil metros de profundidade, aonde não chega luz.
Bactérias produzem energia a partir de metano.



Uma expedição científica ao fundo do mar dos Estados Unidos encontrou uma nova comunidade de animais que sobrevivem longe da luz do sol graças à capacidade de gerar energia a partir de substâncias químicas.

A Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) enviou um submarino operado remotamente para investigar uma área do fundo do mar de onde saíam bolhas – os cientistas já desconfiavam que as bolhas pudessem sinalizar a produção de energia por meio de elementos químicos.

A operação foi feita a 1,6 mil metros de profundidade, na região do Cânion Norfolk, perto da costa do estado da Virgínia.

O submarino encontrou mexilhões vivos, que comprovaram a existência de uma cadeia alimentar longe da luz do sol. Dentro das conchas dos mexilhões vivem bactérias capazes de fazer a chamada quimiossíntese. Essas bactérias produzem energia a partir de moléculas de metano.

Com equipamentos feitos especificamente para revelar imagens apesar da escuridão do local, os cientistas puderam ver comunidades de mexilhões que se espalhavam por uma área com mais de 10 metros de raio. Além disso, também foram encontrados no local espécies de peixes e de animais invertebrados, como o pepino-do-mar.

O submarino coletou ainda lama do fundo do mar para análise em laboratório, para conhecer mais sobre a fauna da área, e os resultados ainda vão ser divulgados.


Fonte: G1 Natureza

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Museus


 


A Universidade Federal do Rio Grande tem por regimento uma opção prioritária pelo mar. Nesse sentido, tem sido particularmente significativa a contribuição de seu complexo de museus e centros associados, tanto por meio de exposições permanentes e itinerantes quando pela sua capacidade de dialogar com a comunidade, acrescendo-lhe a vontade de descobrir o mundo oceânico e mobilizando-a para a defesa do patrimônio marítimo costeiro nacional.

O Complexo de Museus e Centros Associados, formado pelo Museu Oceanográfico “Eliézer de C. Rios”, Museu Antártico, Eco-Museu da Ilha da Pólvora, Museu Náutico, Centro de Recuperação de Animais Marinhos – CRAM e Centro de Convívio dos Meninos do Mar – CCMar, complementam a missão da Universidade, tanto no que se refere a formação de professores e estudantes quanto a extensão, a pesquisa e a divulgação.

O complexo de Museus da FURG é constituído por todos os museus da Universidade e tem por missão o desenvolvimento da ação museológica, educativa, social, cultural, científica e ambiental, com atribuições de: registrar e preservar os testemunhos da cultura e da natureza de acordo com a filosofia e política da FURG; propor, desenvolver e coordenar ações de ensino, pesquisa e extensão nas unidades que constituem o Complexo; e, promover intercâmbio e parcerias para a realização de convênios de cooperação para a realização de ações conjuntas vinculadas ao Complexo.


MUSEU OCEANOGRÁFICO PROF. ELIÉZER DE CARVALHO RIOS


Fundado a 8 de setembro de 1953, o Museu Oceanográfico Prof. Eliézer de Carvalho Rios foi doado à FURG pela Fundação Cidade do Rio Grande, no ano de 1975. Localizado à margem do canal do estuário da Laguna dos Patos, o Museu Oceanográfico apresenta uma exposição pública e permanente da vida e da dinâmica dos oceanos, onde são mostrados exemplares de animais marinhos de todos os oceanos. Destacamos no acervo do Museu Oceanográfico a maior e mais completa coleção de moluscos marinhos da América do Sul que foi criada pelo Professor Eliézer de C. Rios - Diretor Fundador do Museu Oceanográfico.

Os resultados das pesquisas oceanográficas realizadas pela equipe do Museu, envolvendo moluscos, aves, crustáceos, mamíferos marinhos, tartarugas, pesca oceânica e estuarina, contribuem para a exposição pública e permanente do museu.

De acordo com a concepção de um museu dinâmico, além da exposição e da pesquisa, o Museu Oceanográfico participa na formação dos alunos de graduação, voluntários, mestrado e doutorado na área de Oceanografia, disponibilizando uma infra-estrutura (quatro laboratórios, coleções e biblioteca) para a preparação de monografias e teses e também para o desenvolvimento de projetos especiais.

Nessa mesma área estão localizados ainda o Museu Antártico o Eco - Museu da Ilha da Pólvora e o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos - CRAM, onde anualmente desde 1974, são reabilitados e reconduzidos ao oceano aproximadamente 400 animais que são resgatados enfermos e debilitados no litoral oceânico do Rio Grande do Sul.




ECO-MUSEU DA ILHA DA PÓLVORA


Inaugurado em 22 de abril de 1999, o Eco-Museu da Ilha da Pólvora. faz uma leitura e apresenta uma exposição sobre a história natural do estuário do Rio Grande.

A Ilha da Pólvora, patrimônio do Exército Brasileiro localiza-se no estuário da Laguna dos Patos e possui 42 hectares de marismas, que são áreas periodicamente alagadas pela maré e servem de habitat para várias espécies de aves, roedores, moluscos, crustáceos, larvas e juvenis de peixes.

Essas marismas estão bem preservadas e, por isso, são utilizadas com objetivos educacionais e científicos.
Neste museu também são desenvolvidos diversos trabalhos científicos de graduação e pós-graduação, dentre os quais se destacam estudos sobre a vegetação, crustáceos, aves e roedores.


MUSEU ANTÁRTICO


Inaugurado em 7 de janeiro de 1997, o Museu Antártico mostra um pouco da vida no continente gelado e a significativa presença do Brasil na Antártica.

Anexo ao Museu Oceanográfico, o prédio do Museu Antártico constitui-se de uma reprodução das primeiras instalações da Estação Antártica "Comandante Ferraz".

Seu acervo conta com diversos painéis, otimizados por fotos que detalham a história da conquista daquele continente, a dinâmica dos mares e vida no Pólo Sul, bem como o esforço brasileiro em manter uma base num ambiente tão inóspito.

Estão incluídas na sua exposição, alguns objetos utilizados pelos brasileiros e amostras geológicas e biológicas da Antártica.


MUSEU NÁUTICO


O Museu Náutico, inaugurado em 9 de abril de 2003 e revitalizado em 13 de junho de 2007, sua exposição destaca o Rio Grande como uma cidade histórica e marítima, realçando sua íntima relação com o mar e com o estuário da Laguna dos Patos.

Tem como objetivo resgatar, preservar e divulgar a cultura e o conhecimento náutico local, valorizando o trabalho humano vinculado a esta cultura e dignificar a atividade daqueles que vivem do mar.

Seu acervo se constitui de embarcações, equipamentos de navegação, pesca e sinalização náutica, mapas e maquetes, que atendem aos modernos princípios da museologia.



Fonte: IO/FURG





Conheça o Centro de Recuperação de Animais Marinhos




Em 1974, o ocenólogo Lauro Barcellos deu início a um trabalho institucional de reabilitação dos animais marinhos enfermos e debilitados, os quais encontrava e resgatava ao longo da praia arenosa do Rio Grande do Sul.

Neste mesmo ano, começava a estudar Oceanografia na Fundação Universidade Federal do Rio Grande e paralelamente trabalhava como voluntário no Museu Oceanográfico, do qual hoje é o Diretor.
Desde o início deste trabalho, contou sempre com o apoio do Professor Eliézer Rios - Diretor Fundador do Museu Oceanográfico - de seu colega de trabalho Sr. Rodiney Nascimento e de médicos amigos que ofereciam ajuda e conhecimentos para tratar os animais marinhos que resgatava no litoral do Rio Grande do Sul.

“Eu ficava muito chocado ao encontrar os animais morrendo na praia, sendo que na sua maioria por situações criadas pelo homem – emalhados em redes e em pedaços de plásticos, cobertos de óleo, baleados, fisgados por anzóis e ainda vivos, enrolados em fios de monofilamento de nylon, etc. Muitas pessoas naquela época não entendiam minha atitude, várias vezes me falavam que eu deveria deixar os animais morrerem na praia, pois eles eram seres que viviam naquele ambiente; era muito difícil ouvir estas considerações", afirma Lauro Barcellos.

O oceanólogo não concordava com o pensamento daquelas pessoas, achava sempre um absurdo não tomar alguma atitude perante uma barbaridade daquele tamanho. Seus deslocamentos por esta praia começaram desde a infância e até hoje lhe causam grande alegria e uma imensa satisfação de poder estar perto deste mar repleto de paisagens e vida.

Eram e ainda são, focas, lobos e leões marinhos, pingüins, albatrozes, petréis e gaivotas, tartarugas, orcas, golfinhos e toninhas, às vezes animais dos banhados, tais como: flamingos, lontras, capivaras, ratões e várias espécies de aves continentais que foram encontrados pelo ocenólogo e sua equipe, enfermos ou debilitados, necessitando de ajuda para sobreviverem.

Esta grande variedade de animais, na maior parte das vezes são vítimas da ação covarde e irresponsável do homem.

Baleados por armas de fogo, contaminados por óleo e outros produtos químicos jogados na natureza, ingestão de plástico sob diferentes formas, mutilados e emaranhados em redes de pesca, mutilados também pelos hélices dos barcos, alguns inclusive presos em embalagens de madeira ou plástico.
"Esta situação sempre me causa grande indignação e por conta disso, mantenho esta atitude em favor destes animais", afirma mais uma vez Lauro Barcellos.

Em 1995, o veterinário Rodolfo Pinho da Silva e a oceanógrafa Andréa Adornes, começaram a se interessar pela proposta do oceanólogo e foram fazer parte da equipe do CRAM, que naquele momento estava recebendo o apoio do Ministério do Meio Ambiente através do Fundo Nacional do Meio Ambiente que ajudaram a construir instalações adequadas aos trabalhos de reabilitação de animais marinhos. Assim, hoje é possível trabalhar em ótimas condições: com áreas para despetrolização de fauna, tanques para reabilitação de animais, sistemas hidráulicos adequados, água quente em abundância, medicamentos, materiais para resgate e imobilização de animais.

Este local adequado, bem equipado e todo o trabalho foi denominado de Centro de Recuperação de Animais Marinhos – conhecido por CRAM – infelizmente as ocorrências não diminuíram ao longo deste tempo de 34 anos.

É certo que hoje há muito mais interação com a comunidade, que nos avisa sobre as ocorrências, também os meios de comunicação e os jornalistas fazem um trabalho fundamental de divulgação e monitoramento, mas também é certo que hoje os impactos ao meio ambiente são maiores, acarretando cada vez mais problemas para os animais de vida livre.

"Acreditamos que além de salvar os animais, estamos educando as pessoas para uma convivência mais equilibrada com a natureza."

O CRAM, anexo ao Museu Oceanográfico, pertence também a Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG - no Rio Grande do Sul, desde o ano 2000, recebe um apoio muito importante da PETROBRAS.

Esta parceria é fundamental e viabiliza a ação nacional e internacional das equipes do CRAM. Para tanto, são mantidas equipes em prontidão para entrarem em ação em qualquer momento que se faça necessário e também são oferecidos vários cursos de capacitação de pessoal, para atuarem em acidentes que envolvam derramamentos de óleo e contaminação de fauna. Desta maneira, é possível habilitar um contingente significativo que está devidamente preparado para atuar em emergências ambientais, em vários estados do Brasil.

Também foi concebido para a PETROBRAS, um projeto que viabilizou a construção de Unidades Móveis de Despetrolização de Fauna. Estas unidades, compostas cada uma por dois contêineres equipados, apóiam os serviços de despetrolização de animais em qualquer lugar que o acidente venha a ocorrer, permitindo assim, uma ação precisa e eficiente.

Salvar animais marinhos é uma missão que também é assumida por outras pessoas em vários lugares do mundo. Aqui no Rio Grande do Sul foi muito difícil começar este trabalho, porque aqui é também um lugar onde existem muitos caçadores, tanto que, há 20 anos, ainda se viam pelas rodovias, carros carregando e exibindo fieiras de aves mortas como troféus em suas laterais.

Hoje, temos leis, que protegem a vida e o meio ambiente, porém ainda é preciso educar muitas pessoas que vivem fora da realidade. Precisamos fortalecer os sistemas de fiscalização que impedem a dizimação da vida e precisamos investir mais na educação das futuras gerações", finaliza o oceanólogo Lauro Barcellos.


Fonte: IO/FURG


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Grupo de orcas acompanha lancha e faz saltos espetaculares - veja vídeo


Cetáceos, conhecidos como baleias-assassinas, foram flagrados no México.
Casal de americanos registrou salto de orcas no litoral.



Dois norte-americanos que comemoravam o aniversário de casamento no litoral do México tiveram uma surpresa quando o barco onde estavam passou a ser acompanhado por, pelo menos, 20 orcas, animal também conhecido como baleia-assassina.

Segundo o jornal britânico "Daily Mail", a embarcação com Richard e Laura Howard seguia em alta velocidade quando ambos perceberam que as orcas estavam logo atrás. Elas começaram a saltar muito perto da lancha, segundo o casal. Veja o vídeo aqui.

Fonte: G1 Natureza

Oceanos sob vigilância


Três projetos buscam acompanhar as mudanças na re-circulação do Atlântico. 


Uma 'célula de recirculação global' mistura os oceanos de cima para baixo, com correntes superficiais transportando águas mornas para os pólos enquanto a água fria nas profundezas flui de volta para o trópicos. Mas, o funcionamento ocorre em solavancos, com a força de as correntes variando amplamente. Anciosos por uma melhor compreensão de como os desta célula transportadora modula o clima, oceanógrafos planejam novos projetos de grande escala para assistir a ao longo correntes de Atlântico. 

Um destes projetos esta voltado para o Atlantico Sul. O South Atlantic Meridional Overturning Circulation (SAMOC) é uma ação que envolve a África do Sul, Brasil, França, Argentina e os Estados Unidos, que contribuindo para uma matriz de monitoramento que está sendo construído em 34,5 ° sul, entre a África do Sul e Argentina. 

Mais informações em:
http://www.nature.com/news/oceans-under-surveillance-1.12949

Fonte: Instituto de Oceanografia da FURG