sexta-feira, 28 de junho de 2013


A Biblioteca Setorial em Oceanografia acaba de receber a obra completa "Treatise on Estuarine and Coastal Science", contendo 12 volumes.

Veja abaixo o conteúdo da obra completa:
  • v.1. Classification on estuarine and nearshore coastal ecosystemas / volume editors C. Simenstad, T. Yanagi.  
  • v.2. Water and fine- sediment circulation / volume editors RJ Uncles, SG Monismith.  
  • v.3. Estuarine and coastal geology and geomorphology / volume editors BW Flemming, JD Hanson. 
  • v.4. Geochemistry of estuaries and coasts / volume editor G Shimmield.  
  • v.5. Biogeochemistry / volume editors RWPM Laane, JJ Middelburg. 
  • v.6. Trophic relationships of coastal and estuarine ecosystems / volume editors JG Wilson, JJ Luczkovich. 
  • v.7. Functioning of ecosystems at the land-ocean interface / volume editors CHR Heip, JJ Middelburg, CJM Philippart.  
  • v.8. Human-induced problems (uses and abuses) / volume editors MJ Kennish, M Elliott. 
  • v.9. Estuarine and coastal ecosystems modeling / volume editors D Baird, A Mehta. 
  • v.10. Ecohydrology and restoration / volume editors L Chícaro, M Zalewski.  
  • v.11. Management of estuaries and coasts / volume editors HH Kremer, JL Pinckney.  
  • v.12. Ecological economics of estuaries and coasts / volume editors M van den Belt, R Costanza.
Veja a descrição da obra feita pela Amazon.com:

"The study of estuaries and coasts has seen enormous growth in recent years, since changes in these areas have a large effect on the food chain, as well as on the physics and chemistry of the ocean. As the coasts and river banks around the world become more densely populated, the pressure on these ecosystems intensifies, putting a new focus on environmental, socio-economic and policy issues.

Written by a team of international expert scientists, under the guidance of Chief Editors Eric Wolanski and Donald McClusky, the Treatise on Estuarine and Coastal Science examines topics in depth, and aims to provide a comprehensive scientific resource for all professionals and students in the area of estuarine and coastal science.

Most up-to-date reference for system-based coastal and estuarine science and management, from the inland watershed to the ocean shelf
Chief editors have assembled a world-class team of volume editors and contributing authors
Approach focuses on the physical, biological, chemistry, ecosystem, human, ecological and economics processes, to show how to best use multidisciplinary science to ensure earth's sustainability
Provides a comprehensive scientific resource for all professionals and students in the area of estuarine and coastal science
Features up-to-date chapters covering a full range of topics"

Golfo do México pode ter área tóxica do tamanho de Sergipe, diz NOAA

Zonas são geradas pela contaminação da água por nutrientes agrícolas.
Segundo a NOAA, fenômeno pode impactar negativamente a economia.

Na imagem, a área em vermelho representa a previsão de "zona morta" no Golfo do México. Ausência de oxigênio reduz a biodiversidade na região (Foto: Divulgação/NOAA)

A zona morta do Golfo do México pode alcançar este ano uma extensão recorde de águas sem oxigênio devido à contaminação, advertiram cientistas nesta semana, com base em dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês).

As zonas mortas, tóxicas para a vida marinha, são geradas pela contaminação excessiva da água com o transporte de nutrientes usados na agricultura. Estas áreas também são influenciadas pelo clima, as chuvas, os ventos e a temperatura. Quando há pouco oxigênio na água, a maior parte da vida marinha que permanece perto do fundo do mar não consegue sobreviver.

De acordo com o órgão americano, a zona morta do Golfo do México pode alcançar 22.171 km², área pouco maior que o tamanho do estado do Sergipe, no nordeste brasileiro.

"A previsão deste ano para o Golfo reflete que as inundações no meio-oeste provocaram o transporte de grandes quantidades de nutrientes da bacia do Rio Misisippi até a região", informou a NOAA em um comunicado. "No ano passado, a zona morta do Golfo do México foi a quarta menor nos registros devido à seca, cobrindo uma área de 7.482,5 km²", acrescenta.

Impacto para a pesca

Os resultados finais só serão conhecidos em agosto. Se a região for varrida por uma grande tempestade tropical, entre o começo de julho e o começo de agosto, a estimativa cairá para 13.841 km².

Nos últimos cinco anos, a zona morta do Golfo ocupou, em média, 14.504 km². A NOAA informou que a zona morta do Golfo do México afeta a pesca "comercial e recreativa, importante em nível nacional, e põe em risco a economia da região".

Fonte: G1 Natureza

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Ártico pode socorro



O rápido desaparecimento do mar congelado no Ártico: modificações ambientais e implicações políticas


Jefferson Cardia Simões
Diretor, Centro Polar e Climático
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

O mar congelado do Ártico é somente uma parte da Criosfera

Atualmente dez por cento da superfície da Terra é coberta por neve e gelo, formando a Criosfera* que se forma basicamente por duas maneiras: (1) Pela precipitação e acumulação de neve sobre continentes ou ilhas, constituindo as geleiras e os dois grandes mantos de gelo** (da Antártica e da Groenlândia); (2) Pelo congelamento da água do mar, formando uma fina capa de gelo marinho sobre o Oceano Ártico e o Oceano Austral (aquele que rodeia o continente Antártico).


*Termo usado para se referir coletivamente a todo o gelo e neve existente na superfície terrestre. Os principais componentes são a cobertura de neve, o gelo de água doce em lagos e rios, o gelo marinho, as geleiras de montanha (ou altitude), os mantos de gelo e o gelo no subsolo (permafrost).


**Uma massa de neve e gelo com grande espessura e área maior do que 50.000 km2. Os mantos de gelo podem estar apoiados sobre o embasamento rochoso ou flutuando (plataforma de gelo). O manto de gelo da Antártica atinge quase 5 km de espessura.

Solo congelado do Ártico pode derreter em até 30 anos, diz estudo

Imagem do satélite do Ártico com seu maior volume de gelo no ano (Foto: Nasa/Goddard)

O permafrost, solo permanentemente congelado do Ártico, pode começar a derreter entre 10 e 30 anos, liberando gases de efeito estufa na atmosfera e agravando o aquecimento global, indicou um estudo divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Departamento de Ciências da Terra na Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

O permafrost poderia começar a derreter a partir de uma elevação das temperaturas globais de 1,5 °C, em comparação com níveis pré-industriais, antecipa este estudo realizado a partir de estalagmites antigas e que será publicado em 27 de junho na revista "Geological Society".

A temperatura global média já aumentou 0,8 ºC após a Revolução Industrial e se a tendência atual se mantiver, limite poderá ser alcançando de "10 a 30 anos", calcula a equipe chefiada por Gideon Henderson.
"É necessário fazer um esforço urgente para reduzir os gases de efeito estufa", alertaram os cientistas, que realizaram o estudo sobre estalagmites e estalagmites encontradas em uma gruta perto de Lensk, no leste da Sibéria.

Estes espeleotemas se formam quando a água da superfície se infiltra no teto da gruta, onde a temperatura ambiente é a mesma da superfície. Por isso, são testemunhos preciosos de uma época em que a região não era congelada.

Graças a vestígios de urânio e isótopos de chumbo, foi possível estabelecer que eles se formaram, em média, há 945 mil anos, depois novamente há 400 mil anos. Estes períodos de degelo do permafrost coincidem com os períodos em que a superfície da Terra era 1,5 ºC mais quente do que a era pré-industrial, com uma margem de erro de 0,5 ºC.

Estoque de carbono

Também chamado de "pergelissolo", o permafrost representa, em média, um quarto da superfície das terras no hemisfério norte. Em nível mundial, encerra 1,7 trilhão de toneladas de carbono, ou seja, cerca do dobro do CO2 já presente na atmosfera.

Se esta matéria orgânica congelada derreter, ela liberará lentamente todo o carbono acumulado e "neutralizado" com o passar dos séculos. Este excesso de devolvido à atmosfera não foi até agora levado em conta nas projeções sobre o aquecimento global que são objeto de negociações em nível mundial.

A comunidade internacional se colocou como meta limitar o aquecimento a 2 °C e conseguir alcançar um acordo global e ambicioso de limitação dos gases-estufa em 2015 durante a conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) prevista para ser celebrada em Paris. De outra forma, as ações realizadas até o presente colocam o planeta numa trajetória de 3 ºC a 5 ºC.

Fonte: G1 Natureza

Cientistas implantam microchips em tubarões das Ilhas Galápagos

Objetivo é monitorar espécies e evitar extinção de populações ameaçadas.
Presença de tubarões em área é sinal de que biodiversidade é saudável.
 
Pesquisadores realizam pesagem e implantam microchip em tubarão que vive nas Ilhas Galápagos, no Equador. Objetivo dos cientistas é investigar habitat de animais e monitorar espécies ameaçadas (Foto: Rodrigo Buendia/AFP)

Pesquisadores do Parque Nacional Galápagos, responsáveis por estudar a biodiversidade do arquipélago localizado no Equador, trabalham na marcação de tubarões com microchips, que ajudarão a identificar seus habitats dentro da reserva marinha e a proteger populações.

Os cientistas querem monitorar esses animais e evitar que a pesca predatória ameace as 33 espécies que vivem sob a proteção da reserva, algumas delas já com risco de desaparecer da natureza.

Microchips estão sendo implantados nos animais para que eles possam ser monitorados em uma região de 138 mil km² com a ajuda de satélites. A equipe sai de barco pelas ilhas, recolhem os animais e realizam procedimentos como a pesagem e a determinação do sexo do tubarão.

Estudos realizados há sete anos revelaram que há abundância de populações de tubarões em Galápagos, onde vivem espécies como o tubarão-baleia. Isto representa que a biodiversidade local ainda permanece rica e longe de perigos provocados por humanos.

Uma das ameaças é o “finning”, quando o animal é descartado ainda vivo no mar após ter sua barbatana retirada por pescadores. A peça é utilizada na elaboração de pratos, como a sopa de barbatana de tubarão, muito consumida na China, onde acredita-se que a iguaria fortalece a saúde e os ossos.

O sucesso desta sopa entre os chineses provoca a drástica redução da população de tubarões, predadores que desempenham papel chave na cadeia alimentar submarina, reclamam os ambientalistas, que criticam o "finning" por fazer com que o peixe morra lentamente por não poder mais nadar.


Momento em que microchip é implantado em tubarão que vive na região das Ilhas Galápagos, no Equador (Foto: Rodrigo Buendia/AFP)
Pesquisador segura exemplar de tubarão, capturado para pesquisa nas águas das Ilhas Galápagos, no Equador (Foto: Rodrigo Buendia/AFP)

Fonte: G1 Natureza

Biólogos avistam no Canadá a primeira baleia negra em 60 anos

Espécie é uma das mais ameaçadas de extinção do mundo.
Alvo de forte captura no século 19, animal foi visto só 6 vezes no século 20.

Foto divulgada pela guarda-costeira canadense mostra a baleia negra (Foto: AFP/Fisheries and Oceans Canada)


Uma baleia negra do Pacífico Norte, um dos animais mais ameaçados de extinção do mundo, foi avistada nos últimos dias pela primeira vez em mais de 60 anos na costa ocidental do Canadá, anunciou nesta quinta-feira (20) o ministério de Pesca e Oceanos.

Um navio da guarda-costeira canadense que cruzava as Ilhas da Rainha Carlota, na fronteira com o estado americano do Alasca, pôde observar o animal em várias ocasiões.

"Quando percebemos o que estávamos vendo, não podíamos acredita"', declarou em um comunicado James Pilkington, biólogo do ministério a bordo do navio.

A baleia negra foi vista em águas canadenses apenas seis vezes durante o século 20, a última há 60 anos.
A espécie é considerada uma das mais ameaçadas do planeta.

Esta baleia de pele negra e mandíbula curva pode medir até 17 metros e pesar 90 toneladas.

Durante o século 19, foi capturada intensivamente, até que nos anos 1960 sua pesca foi declarada ilegal. Calcula-se que restem entre 300 e 400 espécimes no Canadá, Alasca e Mar de Behring.

Fonte: G1 Natureza

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Neto de Jacques Cousteau vai explorar vida submarina na Flórida

Oceanógrafo seguirá passos do avô explorador para estudar contaminação.
Ele ficará 31 dias no fundo do mar realizando experiências ambientais.

O oceanógrafo Fabien Cousteau, neto do explorador Jacques Cousteau, em um evento (Foto: Brad Barket/Getty Images North America/Getty Images/AFP)

O oceanógrafo Fabien Cousteau seguirá o legado do avô, o explorador francês Jacques Cousteau, e explorará durante 31 dias o fundo do mar da Flórida (sudeste dos Estados Unidos) com o objetivo de fazer uma série de experiências ambientais.

"Cousteau mergulhará no final de setembro na chamada Mission 31 (Missão 31), um projeto destinado a passar 31 dias debaixo d'água" para testar novas experiências científicas e uma tecnologia com robôs submarinos autônomos, explicou à AFP Amy Summers, relações-públicas da iniciativa liderada pelo explorador.

"Mission 31" é o nome de uma equipe de pesquisas que mergulhará até 20 metros em 30 de setembro com o propósito de chegar à Aquarius, uma estação submarina da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), administrada pela Universidade Federal da Flórida no litoral de Long Key, extremo sul do estado.

O objetivo desta missão é estudar o impacto das mudanças climáticas e da contaminação nas águas do sul da Flórida e provar o impacto psicológico da vida nas profundezas do oceano.

Aquarius se situa no coração de um santuário marinho -- a nove milhas de Long Key -- e é o único habitat que serve como laboratório submarino no mundo.

"Graças à última tecnologia em câmeras, poderemos mostrar ao mundo cada segundo de Mission 31, em tempo real, sem editar. E acho que isso vai deixar as pessoas perplexas", disse Cousteau, de 45 anos, em um comunicado.

A aventura da Mission 31 será transmitida na íntegra para cientistas e estudantes durante 24 horas com algumas retransmissões ocasionais nos cortes informativos do canal americano especializado em clima, Weather Channel.

"Exploramos menos de 5% dos nossos oceanos. Há muito mais a descobrir", apontou.

Os pesquisadores vão experimentar alguns escafandros especialmente desenhados para tirar fotos e registrar vídeos através de comandos de voz, que podem ser postados na internet instantaneamente.

Fonte: G1 Natureza