quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Peixe pulmonado, um tipo exótico, com 400 milhões de anos

Peixe pulmonado, um tipo exótico e diferente

De acordo com o aquário de Chicago Granddad, nome de batismo do peixe, chegou ao local já adulto,vindo da Austrália, e acompanhado de uma fêmea que morreu nos anos 80. Durante este período foi visitado por mais de 104 milhões de pessoas que assim puderam conhecer mais uma espécie rara. Ele era era um peixe pulmonado originário da Austrália, uma espécie com hábitos particularmente sedentários.

Onde vivia originalmente Granddad, o peixe pulmonado que tem 400 milhões de anos!

De acordo com o site da rtp,
"Os peixes pulmonados australianos são nativos dos rios Mary e Burnett, em Queensland. Esta espécie existe há mais de 400 milhões de anos e manteve-se inalterada durante mais de 100 milhões de anos. Estes peixes são conhecidos por terem um único pulmão e, além de serem uma espécie protegida, estão entre os poucos peixes que podem respirar fora de água. Ainda assim, apesar do pulmão, este ser vivo não consegue sobreviver fora de água."

Granddad, honrado com um elogio fúnebre, era uma espécie raríssima

O aquário decidiu abreviar o sofrimento de Ganddad quando o peixe deixou de se alimentar e “apresentou falência de órgãos”. Ele era dos animais mais vistos e queridos no aquário. E não era apenas o mais velho residente, mas também “o peixe mais velho em qualquer zoo ou aquário do mundo”.

O necrológio

"Hoje estamos tristes de compartilhar que a família Shedd se despediu de um de nossos membros mais queridos. O ‘peixe pulmonado australiano’, Granddad (ou Avô), que fez de Shedd sua casa desde 1933, foi humanamente eutanizado domingo devido a um rápido declínio na qualidade de vida associada à velhice.
Em sua longa vida em Shedd, ‘o avô’ ofereceu boas lembranças. E uma conexão compartilhada com o mundo vivo para gerações de visitantes. Pedimos que você mantenha a família Shedd em seus pensamentos durante este momento difícil, especialmente os cuidadores mais profundamente afetados por sua morte."
Parece incrível, mas foi assim que o Shedd Aquarium, de Chicago, se despediu de uma de um peixe pulmonado com 90 anos que morreu esta semana. Poderia ser o obituário de uma pessoa, mas era o necrológio de um peixe que estava no local desde 1933.
 
                              A foto do Granddad publicada pelo aquário de Chicago

 Mais uma imagem…

                              O peixe pulmonado, da família dos Dipnoicos
Esta é a função principal do aquários: ensinar, mostrar as espécies e seus habitats, que são reconstruídos à perfeição, prova maior é esta espécie ter vivido 90 anos em Chicago, para que possam inspirar as pessoas a protegerem os ecossistemas, e conhecerem aquilo que apenas poucos podem ver.
No Brasil o melhor exemplo é o aquário do Rio de Janeiro, recém inaugurado.

Fonte: Mar sem Fim

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Aplicativo encontra artigo científico

O físico Peter Vincent e o estudante Benjamin Kaube, ambos do Imperial College London, criaram um aplicativo para celulares e computadores chamado Canary Haz, que permite acessar com rapidez artigos em revistas científicas. Semelhante ao Spotify, aplicativo que facilita o acesso a milhões de músicas on-line, o Canary Haz conecta-se automaticamente a cerca de 5 mil publicações, a ferramentas de busca de trabalhos acadêmicos, como o Google Scholar, e a sites de bibliotecas universitárias para encontrar uma versão em PDF do artigo procurado. Se o pesquisador tiver acesso limitado a bases acadêmicas de dados, o aplicativo busca versões gratuitas do artigo em acervos de instituições ou em preprints. Kaube, um dos fundadores da startup Newsflo, que mede o impacto dos artigos científicos e foi comprada pela editora Elsevier, começou a pensar em desenvolver o aplicativo ao iniciar a redação de sua tese de doutorado e perceber a dificuldade de acesso a artigos. “Comparado ao Netflix e ao Spotify, é um processo antiquado”, ele comentou, em entrevista ao boletim do Imperial College de 30 de maio. “Os pesquisadores perdem horas pulando de um site para outro para vencer as barreiras das editoras e conseguir os artigos que desejam”, acrescentou Vincent. Os pesquisadores ressaltam que o aplicativo não promove a pirataria de artigos científicos de acesso fechado, como o site russo Scihub. Ele apenas facilita encontrar PDFs de trabalhos que estão escondidos em repositórios da internet.

Fonte: Blog da UCS via Pesquisa Fapesp

terça-feira, 19 de setembro de 2017

1° Encontro sobre Lixo Marinho do Atlântico Sul

Para maiores informações, favor entrar em contato ou acessar o site www.veleiro.eco.br


Fonte:  Secretaria do IO/FURG

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Memórias do gelo: geleira da Bolívia levada para Antártica? Entenda o que está por trás

Memórias do gelo, geleira da Bolívia agora na Antártica, mostra esforços dos cientistas para  “estudar e preservar o material antes que as geleiras desapareçam por causa das mudanças climáticas.”
O motivo? Patrick Ginot, um dos glaciólogos que trabalha no projeto, respondeu:
"Nós queremos guardar esse tipo de amostras de geleiras porque elas são uma enciclopédia sobre o clima e o meio ambiente"

De La Paz, na Bolívia, para a Antártica: 18 mil anos de história estocadas

“A amostra mais recente foi coletada por uma equipe internacional de pesquisadores na geleira Illimani,  a cerca de 80 quilômetros de La Paz, capital da Bolívia.”
                                Geleira Illimani, Bolívia. (Foto: BBC)
Porque “as geleiras acumulam camadas de neve durante milhares de anos. O Illimani, por exemplo, tinha acumulados 18 mil anos de gelo.”

Na Antártica?

“A Antártida é o lugar óbvio para acolher as amostras. Mesmo caso seja mantido o aumento das temperaturas globais, ela irá se manter fria por muito tempo.”

Geleira Illimani, quanto foi extraído?

“Para extrair o gelo, a mais de 6,2 mil metros de altura,  pesquisadores utilizaram uma broca que lhes permitiu retrirar dois cilindros, um de 137 metros e outro de 134.”

Antes que seja tarde demais, e elas desapareçam

“Segundo a equipe, as geleiras que estão a menos de 5,5 mil metros vão desaparecer completamente nos próximos 20 anos, caso isso ocorra, haveria um degelo mais pronunciado e se perderia muito da informação contida no gelo.”

Da Bolívia, França, Rússia e Nepal, para a base  franco-italiana na Antártica

“Uma biblioteca está começando a tomar forma na base franco-italiana Concordia, na Antártida. Ela não terá livros, mas amostras de gelo de todas as geleiras ameaçadas do mundo.”
 
                                Concordia, Antártica. (Foto: qbtu waitingfortwinotter3)

Kilimanjaro, a última geleira da África

Simões lembra que “os nossos colegas estarão coletando testemunhos dos Himalaias, na Ásia, e até mesmo do Kilimanjaro, que é a última geleira a sobreviver na África. Nós queremos recolher um testemunho antes que ela desapareça de vez.”

Memórias do gelo: Brasil faz parte do projeto

O site mcti.gov.br diz que “o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Criosfera integra o esforço global para salvar o registro de mudanças ambientais contido em amostras de gelo.”
O coordenador do INCT da Criosfera, Jefferson Simões, explica: “Apesar da impressão geral de que todas as geleiras do mundo estão desaparecendo, somente 1% a 2% delas sofre esse processo de fato, exatamente nas regiões tropicais e subtropicais, além de algumas na zona temperada. Ou seja, no caso da América do Sul, nos Andes peruanos e bolivianos, as geleiras guardam o registro ambiental da Amazônia. Então, a ideia básica é guardar parte desses testemunhos para serem analisados pelas gerações futuras…”

As testemunhas…

 “Os cilindros, conhecidos como testemunhos de gelo, guardam o registro preciso de como era o clima da Terra no passado.”
“Estudando-os, é possível saber exatamente qual era a composição da atmosfera séculos e milênios atrás, com precisão anual: afinal, uma geleira é formada pela lenta deposição e compactação de camadas de neve do inverno.”

Fontes: Mar sem Fim via BBC, mcti.gov.br, unisinos.br

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Ameaças às Unidades de Conservação da Amazônia: semana decisiva

As Unidades de Conservação do Brasil enfrentam uma semana decisiva.  Nesta quarta (16/8), duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs) – 4717 e 3646 – que tratam dos atos de criação, recategorização, ampliação, redução  dessas áreas protegidas serão analisadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Mas há mais. O deputado Mauro Pereira (PMDB/RS) coloca em votação na quarta-feira, 16, na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, novo parecer da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, alterada por pressões dos ruralistas no Congresso.
As duas medidas podem provocar retrocesso, intimidar a criação de novas Unidades de Conservação. Prenuncio de mau tempo?

Reação às medidas


Braulio Dias, professor de ecologia, ex-secretário executivo da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, escreveu na Folha de S. Paulo. Para ele, é “preocupante a pressão contra áreas protegidas propostas no Congresso Nacional…”
Braulio cita as ADINs “ligadas aos  quilombolas e dos povos indígenas, a ADIN 4717, que trata da alteração dos limites dos parques nacionais da Amazônia, dos Campos Amazônicos e Mapinguari, das florestas nacionais de Itaituba I, Itaituba II e do Crepori e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, trazidas pela MP 558/2012”.
E conclui: ” outra ação trata da pretensa inconstitucionalidade da criação de unidades de conservação via decreto”.
Ele se refere a ADIN 3646, de Luiz Henrique da Silveira (PMDB), cuja intenção é declarar a inconstitucionalidade do art. 22 da Lei do Sistema Nacional de Unidade de Conservação, que pretende tornar inconstitucional o artigo na lei do SNUC que permite que o Executivo crie, amplie e recategorize áreas protegidas por decreto.
“Esperamos que o STF saberá defender os interesses da coletividade e os preceitos da Constituição Federal”, disse Barulio.
O professor teme o uso das MPs “para alterar os limites e categorias de unidades de conservação. Isso coloca em xeque o conjunto dessas áreas…”
O site O Eco lembra que “a ADIN de Henrique Silveira, transfere para o poder legislativo a competência para criar Unidades de Conservação.” E lembra,  “das 328 áreas protegidas federais, apenas 5 foram criadas pelo Congresso Nacional.

Licenciamento Ambiental em xeque

A presidente do Ibama, Suely Araújo,criticou o novo parecer da Lei Geral do Licenciamento Ambiental que, segundo ela, “anula uma série de temas nos quais havia acordo firmado previamente entre o Ministério do Meio Ambiente e a bancada ruralista, podendo levar a uma guerra ambiental entre os Estados da federação”.
Suely afirmou:
"Há, ainda, pontos com problemas sérios na versão do relator datada de 08/08/2017. Há imprecisões e omissões, bem como retrocessos em relação à legislação em vigor. Se a lei for aprova da com esses problemas, consideramos que será gerada insegurança jurídica, colidindo com os objetivos da Lei Geral"

ICMBio

Suely Araújo teme outro aspecto do parecer. O texto define como “não vinculante” a manifestação do ICMBio em relação ao empreendimento situado nem florestas protegidas o que pode gerar o esvaziamento das atribuições do Instituto Chico Mendes,  que fiscaliza as unidades de conservação federais. E criticou:
"Considera-se que essa situação configura um retrocesso inaceitável em relação às regras atualmente em vigor. Não se pode pretender impor ao órgão responsável pela UC um empreendimento que colida com sua gestão"

Ameaças às Unidades de Conservação: ambientalistas reagem

Amigos da Terra, Coalizão Pró-UCs, Greenpeace Brasil, ISA, Imazon, Ipam, SOS Mata Atlântica, TNC Brasil e WWF Brasil – divulgaram nota técnico-jurídica sobre essas ações.
“O Brasil vive na atualidade uma ofensiva sem precedentes às Unidades de Conservação. São inúmeros casos com pleitos para desafetar ou reduzir o tamanho de áreas ou diminuir o ‘status’ de proteção de Unidades de Conservação, além de projetos de lei e outras proposições legislativas destinadas a desconstituir o Sistema Nacional de Unidades de Conservação”.
Para Paulo Affonso Leme Machado, especialistas em Direito Ambiental,
"Há um grave risco ambiental na utilização de medidas provisórias para alterar ou suprimir uma unidade de conservação. A medida provisória tem eficácia imediata, ainda que deva ser convertida em lei, se aprovada no Parlamento. Contudo, há de ser avaliado que há efeitos de uma medida provisória que podem ser irreversíveis para o meio ambiente que se quer proteger"

Perigo das medidas: aumento do desmatamento


Na visão dos ambientalistas as medidas favorecem o desmatamento nas UCs, que tem aumentado. Depois de uma difícil queda até 2012, as taxas tornaram a subir.

 Para a ação de Henrique Silveira os ambientalistas pedem que seja declarada  “a improcedência dos pleitos lançados pelo Governador do Estado de Santa Catarina.” E para as medidas provisórias, “que sejam declaradas inconstitucionais”.
Está nas mãos do STJ.
Fontes: Mar SEm Fim via O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Eco, socioambiental.org