Biblioteca especializada em Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande - FURG
quinta-feira, 26 de abril de 2018
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Mergulhadores, Povo de Bajau, grupo semi- anfíbio
Mergulhadores, Povo de Bajau, de um grupo que, literalmente, nasceu para isso
O povo de Bajau, mergulhadores do arquipélago malaio,
passa quase toda a sua vida no mar. Eles vivem em barcos ou em cabanas
empoleiradas em palafitas em recifes rasos. E migram de um lugar para
outro em flotilhas que carregam clãs inteiros. Eles sobrevivem com uma
dieta composta quase inteiramente de frutos do mar. E para coletar, gastam 60% do seu dia de trabalho embaixo d’água. Fonte básica, The Economist.
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| Povo de Bajau. Eles nasceram para mergulhar. |
Povo de Bajau, mergulhadores: habilidades prodigiosas
O wikipedia informa que “os Sama-Bajau
são tradicionalmente das muitas ilhas do Arquipélago de Sulu nas
Filipinas, áreas costeiras de Mindanao, norte e leste de Bornéu, no mar
de Celebes, e ao longo das ilhas indonésias orientais.”
Não é novidade que suas habilidades de mergulho são prodigiosas. Eles às vezes descem mais de 70 metros e podem permanecer submersos por até cinco minutos. Usam
nada mais do que um conjunto de pesos para reduzir a flutuabilidade. E
um par de óculos de madeira com lentes feitas de sucata resistentes à
distorção pela pressão.
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| Os ‘ciganos do mar’. (Foto:Picture Media) |
Características genéticas que os adaptam ao seu estilo de vida
Como os Bajau têm vivido assim por muito tempo (evidências históricas sugerem pelo menos 1.000 anos), pesquisadores especularam que eles carregam características genéticas que os adaptam ao seu estilo de vida. Agora Melissa Ilardo e Rasmus Nielsen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, mostraram que isso é verdade.
Site news.com.au/: “crianças de até quatro anos pescam peixes, polvos e lagostas de barcos artesanais na costa leste de Sabah, na Malásia.
Junto com suas famílias, moram em cabanas de madeira sobre palafitas e
trocam seus frutos do mar por necessidades com ilhéus na cidade de
Semporna.
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| Foto: jamesmorgan.co.uk/ |
O povo Bajau é refugiado das Filipinas. E escolheu viver no mar por
toda a vida. Todos os dias as crianças pegam suas pirogas artesanais e,
equipadas com uma rede e lança, partem em busca de comida. As crianças
não têm oportunidade de ir à escola, portanto sem perspectivas futuras.”
A resposta do mergulho
Imergir o rosto em água fria e exigir que prenda a respiração, diz a Economist, aciona o que é conhecido como a resposta do mergulho. Isso envolve redução da frequência cardíaca para economizar oxigênio.
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| Foto: pinterest |
O redirecionamento do sangue dos tecidos superficiais para os órgãos mais sensíveis ao oxigênio, como o cérebro, coração e os pulmões; e contração do baço,
um órgão que atua como uma reserva de emergência de glóbulos vermelhos
oxigenados, de modo que um suprimento aumentado dessas células é
liberado na corrente sanguínea.
A prova das mudanças genéticas
Melissa Ilardo, pesquisadora, viajou
para a Indonésia. Recrutou 59 bajaus dispostos a dar amostras de saliva
para análise de DNA. E também para medir os baços. Para
agir como controle, ela também recrutou 34 membros do Saluan, um grupo
de moradores de terra, mas vizinhos próximos dos bajaus. As varreduras do baço mostraram que os Bajau são 50% maiores que os do Saluan. Esta
diferença, entretanto, não está relacionada ao indivíduo mergulhador,
ou um outro que passasse a maior parte do tempo trabalhando acima das
ondas em um barco. Isso sugere que é a linhagem de Bajau, e não a atividade real do mergulho, que é responsável por um baço maior.
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| Foto: www.thetalkingdemocrat.com |
Juntando esses resultados, Ms Ilardo e Dr Nielsen argumentam que a necessidade de coletar alimentos por meio do mergulho realmente levou à evolução, no caso do Bajau, de um grupo que literalmente nasceu para mergulhar.
Fonte: Mar Sem Fim em 24/04/2018
segunda-feira, 23 de abril de 2018
3rd Aquaculture Conference 2018 - Recent Advances in Aquaculture Research
Maiores informações em https://www.elsevier.com/events/conferences/aquaculturehttps://www.elsevier.com/events/conferences/aquaculture
Fonte: Internet acesso em 23/04/2018
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Baleias e funções no ecossistema marinho, você conhece?
Baleias e funções no ecossistema marinho. São muitas. Venha conhecê-las
Em recentes artigos e estudos acadêmicos, elas estão sendo chamadas de ‘engenheiras do ecossistema‘, tal a importância das baleias para o ecossistema marinho. O pesquisador Joe Roman, da Universidade de Vermont, disse que “durante muito tempo, as baleias foram consideradas muito raras para fazer uma grande diferença nos oceanos. Isso foi um erro.”
Nesta matéria você vai conhecer o outro lado dos cetáceos, os maiores
animais da Terra. Vamos mostrar as baleias e funções no ecossistema
marinho.
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| O cocô das baleias, estas manchas que vc vê, são alimento para certos tipos de algas do fitoplâncton, base da cadeia alimentar dos oceanos. (Foto: www.uvm.edu) |
Baleias e funções no ecossistema marinho
Em novo artigo, Roman e uma equipe de
biólogos registraram várias décadas de pesquisas sobre baleias. Isso
mostra que elas fazem uma grande diferença. Baleias têm uma influência poderosa e positiva no armazenamento global de carbono, e na saúde da pesca comercial.
Armazenamento global de carbono
Quando elas morrem, seus enormes corpos vão para o fundo. Suas carcaças armazenam uma quantidade notável de carbono no mar profundo, além de fornecerem habitat e alimento para uma incrível variedade de criaturas que vivem apenas nessas carcaças. “Dezenas, possivelmente centenas, de espécies dependem de suas mortes”, observa Roman.
Assista ao vídeo que mostra o habitat formado pela morte de uma baleia:Proteção aos ecossistemas
A recuperação contínua das grandes
baleias pode ajudar a proteger os ecossistemas marinhos de tensões
desestabilizadoras”, escrevem os cientistas. Este papel pode ser especialmente importante porque as alterações climáticas ameaçam os ecossistemas oceânicos com o aumento das temperaturas e a acidificação. “Como espécies de vida longa, as baleias aumentam a previsibilidade e estabilidade dos ecossistemas marinhos.”
Baleias ajudam as algas do fitoplâncton, o primeiro elo da cadeia de vida marinha
Alguns tipos de algas, base da cadeia
alimentar, usam uma espécie de proteção, um tipo de ‘casca’, feito de
cálcio. Mas o aumento da acidificação dissolve, ou dificulta a criação
desta casca protetora. Estudos demonstram que as algas do fitoplâncton
estão em franca diminuição. Saiba que o cocô das baleias ajuda muito a proliferação do fitoplâncton. Como? O Biólogo Joe Roman explica:
“Entre seus muitos papéis ecológicos, as baleias reciclam nutrientes e aumentam a produtividade primária em áreas onde se alimentam.” Eles fazem isso alimentando-se em profundidade e liberando plumas fecais perto da superfície – o que suporta o crescimento de plâncton – um processo notável.
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| A bomba biológica transporta os nutrientes para longe da superfície enquanto a bomba de baleia os traz de volta. (Ilustração: www.zmescience.com) |
Essas nuvens maciças de cocô fornecem um grande impulso de ferro e nitrogênio ao ecossistema,
e como o excremento de baleia é principalmente líquido, esses
nutrientes são mais propensos a permanecer em suspensão do que afundar.
Ajuda na pesca comercial, transportando nutrientes
Às vezes, pescadores comerciais vêm as
baleias como concorrentes. Mas este novo artigo resum forte conjunto de
evidências que indicam que o oposto pode ser verdade: a
recuperação das baleias “poderia levar a taxas mais altas de
produtividade em locais onde as elas se agregam para alimentar e dar à
luz”, apoiando pescarias mais robustas.
Baleias comem muitos peixes e invertebrados, são vítimas de outros predadores como orcas, e distribuem nutrientes pela água. Durante seu ciclo de vida, as baleias se alimentam no polo sul (verão) cujas águas frias são ricas em nutrientes. No inverno, sobem para latitudes mais baixas, se aproximando dos trópicos, locais de águas quentes, pobres em nutrientes. Durante
estas migrações as baleias também movimentam nutrientes a milhares de
quilômetros de áreas de alimentação produtivas em altas latitudes, para
áreas de parto em latitudes mais baixas.
Entendendo o ecossistema
Entendendo com funcionam os ecossistemas você pode ajudar. A maioria das pessoas faz coisas erradas por ignorância, não ma fé. Neste sentido, é importante saber que todos os organismos vivos desempenham papel fundamental, independente de tamanho, ou quantidade. Tudo está interligado. A falta de qualquer um dos elos desta imensa e ainda pouco conhecida cadeia de vida marinha, pode ser extremamente prejudicial.Assista ao vídeo que resume baleias e funções no ecossistema marinho:
Fonte : Mar Sem Fim em 19 de abril de 2018
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Foto submarina, as premiadas em concurso internacional
Foto submarina: conheça as premiadas, antes que seja tarde demais
Para uma excursão sob o mar, mergulhe no Underwater Photography Awards, uma premiação anual baseada no Reino Unido que anunciou seus vencedores da edição 2017. Os jurados escolheram 100 finalistas de 4.500 inscritos em oito categorias. O
painel estava à procura de composição e clareza, diz o juiz Peter
Rowlands. Os planos de fundo não poderiam estar vazios demais, e os
olhos das criaturas tinham que estar em foco – bem como aquele elusivo
“fator surpresa”. Você nunca viu foto submarina? Pois agora é a hora. A
matéria é do Wall Street Journal.
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| O polvo, de GABRIEL BARATHIEU/UPY 2017 |
Vida, e cenários marinhos, por um fio
Os problemas são inúmeros. Vão da poluição à sobrepesca, passando pela extração mineral e aquecimento global.
Este caldo mortal pode mudar para sempre o cenário submarino. Por isso é
bom prestar atenção às lindas fotos, e lutar para que o exuberante
cenário não seja destruído pela nossa geração.
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| Sardinha: alimentação de golfinhos, de GREG LECOEUR/UPY 2017 |
Mudando o foco
Parece incrível mas até os naufrágios
estão em perigo. Muitos mergulhadores, sem noção, saqueiam estes
túmulos que o mar abriga. Por isso, chamamos a atenção para a beleza do
cenário. Mergulhe, conheça, mas não tire mais que fotos ou filmes.
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| O submarino alemão U- 352, relíquia da Segunda Grande Guerra, naufragado no litoral da Carolina do Norte em 1942. Foto de TANYA HOUPPERMANS/UPY 2017 |
Yucatan, península do México
Cavernas são outro tesouro submarino. Esta, fica no mar mexicano, na península de Yucatan.![]() |
| Foto de NICK BLAKE/UPY 2017 |
De volta à vida marinha
Desta vez vamos mergulhar na Ilha de Tenerife…![]() |
| Foto de GREG LECOEUR/UPY 2017 |
De Yucatan, para os mares das Filipinas…
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| A larva de um camarão, do fotógrafo de Hong Kong, SO YAT WAI/UPY 2017 |
Peixe morcego
Esta é bizarra, e deu muito trabalho ao fotógrafo húngaro. Parece um rosto humano…![]() |
| Peixe morcego, de LORINCZ FERENC/UPY2017 |
Predadores e suas presas
É a leia da vida. Alguns nasceram para serem predadores, outros, para serem predados…![]() |
| Leão marinho e estrela do mar, de FRANCIS PÉREZ/UPY 2017 |
Animais marinhos estranhos
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| Iguana fotografada por DAMIEN MAURIC/UPY 2017 |
Peixe palhaço se alimentando
E com mais esta bela imagem vamos encerrando esta pequena amostra da vida, e cenários, submarinos.![]() |
| Peixes palhaços com parasitas em suas bocas, de QING LIN/UPY 2017 |
Fonte: Mar Sem Fim 17 de abril de 2018
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Gale Virtual Reference Library disponibiliza diversos livros eletrônicos em português
O acesso a livros eletrônicos é tão importante quanto a outros conteúdos digitais, como as revistas científicas. A cultura de ler e-books está crescendo no país: segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope sob encomenda do Instituto Pró-Livro, quase 30% dos entrevistados já leram livros online. O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) atende esses usuários com diversas obras online, incluindo as disponíveis na plataforma Gale Virtual Reference Library (GVRL).
A coleção contém centenas de títulos em diversas áreas do conhecimento, contemplando desde a educação básica a cursos técnicos, pós-graduação e profissionais inseridos no mercado de trabalho. Para ver todas as obras, basta clicar, já dentro da base, na opção “mais” e selecionar “lista de títulos” (como mostram as figuras abaixo).
Os usuários da biblioteca virtual da CAPES têm à disposição, inclusive, e-books de autores brasileiros. É possível encontrar também obras em português sobre educação, negócios e temas voltados às Ciências Sociais. Os livros estão divididos nas seguintes categorias:
- Artes
- Biografia
- Negócios
- Educação
- Meio ambiente
- Referência geral
- História
- Informações e Publicações
- Lei
- Literatura
- Medicina
- Estudos multiculturais
- Nação e mundo
- Religião
- Ciência
- Ciências Sociais
- Tecnologia
Entre os títulos em português, estão obras como: Administração de Recursos Humanos em Hospitalidade (2005); Confiança e Liderança nas Organizações (2007); Empreendedorismo: Uma Visão do Processo (2007); Cultura Organizacional: Evolução e Crítica (2009); Estratégia Competitiva (2010); Pesquisa Qualitativa em Psicologia: Caminhos e Desafios (2002); As Novas Tecnologias da Informação e a Educação a Distância (2007); e Psicologia e Trabalho: Apropriações e Significados (2010).
Para ver todos os livros eletrônicos disponíveis na coleção GVLR, o acesso à plataforma pode ser feito por meio do link buscar base, com o termo de pesquisa “Gale Virtual Reference Library”.
*Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição
Fonte: Portal de Periódicos da Capes
A coleção contém centenas de títulos em diversas áreas do conhecimento, contemplando desde a educação básica a cursos técnicos, pós-graduação e profissionais inseridos no mercado de trabalho. Para ver todas as obras, basta clicar, já dentro da base, na opção “mais” e selecionar “lista de títulos” (como mostram as figuras abaixo).
Os usuários da biblioteca virtual da CAPES têm à disposição, inclusive, e-books de autores brasileiros. É possível encontrar também obras em português sobre educação, negócios e temas voltados às Ciências Sociais. Os livros estão divididos nas seguintes categorias:
- Artes
- Biografia
- Negócios
- Educação
- Meio ambiente
- Referência geral
- História
- Informações e Publicações
- Lei
- Literatura
- Medicina
- Estudos multiculturais
- Nação e mundo
- Religião
- Ciência
- Ciências Sociais
- Tecnologia
Entre os títulos em português, estão obras como: Administração de Recursos Humanos em Hospitalidade (2005); Confiança e Liderança nas Organizações (2007); Empreendedorismo: Uma Visão do Processo (2007); Cultura Organizacional: Evolução e Crítica (2009); Estratégia Competitiva (2010); Pesquisa Qualitativa em Psicologia: Caminhos e Desafios (2002); As Novas Tecnologias da Informação e a Educação a Distância (2007); e Psicologia e Trabalho: Apropriações e Significados (2010).
Para ver todos os livros eletrônicos disponíveis na coleção GVLR, o acesso à plataforma pode ser feito por meio do link buscar base, com o termo de pesquisa “Gale Virtual Reference Library”.
*Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição
Fonte: Portal de Periódicos da Capes
terça-feira, 17 de abril de 2018
Cientistas desenvolvem por acaso enzima devoradora de plástico
Mais de oito milhões de toneladas do material são descartadas nos oceanos por ano.
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| Mais de 8 milhões de plásitcos são descartados todos os anos nos oceanos (Foto: H. Hach/Pixabay) |
Cientistas britânicos e americanos produziram acidentalmente uma enzima
devoradora de plástico que poderia, eventualmente, ajudar a resolver o
problema crescente da poluição gerada por este material, revelou um
estudo publicado na segunda-feira (16), do qual participaram
pesquisadores da Unicamp.
Mais de oito milhões de toneladas de plásticos são descartadas nos
oceanos do mundo todos os anos e há uma preocupação crescente com as
consequências contaminantes deste produto derivado do petróleo para a
saúde humana e o meio ambiente.
Pesquisadores da Universidade de Portsmouth e do Laboratório de
Energias Renováveis do Departamento de Energia dos Estados Unidos
decidiram se concentrar em uma bactéria encontrada na natureza,
descoberta no Japão há alguns anos.
Cientistas japoneses acreditam que a bactéria tenha evoluído
recentemente em um centro de reciclagem de rejeitos, uma vez que o
plástico não existia até os anos 1940.
Conhecida como Ideonella sakaiensis, ela parece se alimentar
exclusivamente de um tipo de plástico conhecido como polietileno
tereftalato (PET), usado amplamente em garrafas plásticas.
Uma mutação útil
O objetivo dos cientistas era compreender o funcionamento de uma destas
enzimas - denominada PETase ao compreender sua estrutura.
"Mas eles acabaram dando um passo à frente e desenvolveram acidentalmente uma enzima ainda mais eficiente em decompor plásticos PET", destacou o estudo, publicado no periódico científico americano Proceedings of the National Academy of Sciences."
Usando um raio-X superpotente, eles conseguiram produzir um modelo tridimensional em altíssima resolução da enzima.
Empregando a modelagem de computador, cientistas da Unicamp e da
Universidade da Flórida descobriram que a PETase era similar a outra
enzima, a cutinase, encontrada em fungos e bactérias.
Uma parte da PETase, no entanto, era um pouco diferente e cientistas
supuseram que esta era a parte que permitia a degradação do plástico.
Eles, então, submeteram à mutação o local ativo da PETase para fazê-la
se parecer mais com a cutinase e descobriram de forma inesperada que a
enzima mutante era mais eficiente do que a PETase natural em decompor o
PET.
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| Plásticos ficam por centenas de anos no ambiente sem desintegrar (Foto: Andrew Martin/Pixabay) |
Os pesquisadores afirmam estar trabalhando agora em melhorias desta
enzima, na esperança de eventualmente permitir seu uso industrial na
decomposição de plásticos.
"A sorte frequentemente desempenha um papel significativo na pesquisa científica de base, e nossa descoberta não é uma exceção", afirmou um dos autores do estudo, John McGeehan, professor da escola de Ciências Biológicas de Portsmouth.
Fonte: G1 Natureza em 16/04/2018
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