segunda-feira, 17 de junho de 2013

Cientistas descobrem nova espécie de peixe em mar de ilha do Caribe

Animal foi descoberto próximo à ilha de Curaçao, a 160 m de profundidade.
'Haptoclinus dropi' mede cerca de 2,5 centímetros.

Peixe da espécie recém-descoberta 'Haptoclinus dropi' (Foto: Instituto Smithsonian/AP)


Cientistas do Instituto Smithsonian, dos EUA, descobriram uma nova espécie de peixe nos corais próximos à ilha de Curaçao, no Caribe, enquanto realizavam um projeto para colher dados para uma pesquisa sobre os efeitos das mudanças climáticas na região, informam jornais e sites de notícias internacionais.

Batizado de Haptoclinus dropi, o peixe é pequeno e colorido, segundo a agência de notícias Associated Press. O animal foi descoberto a aproximadamente 160 metros de profundidade enquanto cientistas usavam equipamento submarino para explorar o mar.

O peixe mede cerca de 2,5 centímetros e tem barbatanas iridescentes. Seu corpo tem tons alaranjados e brancos, de acordo com o site canadense de notícias "Global News".

"[A descoberta] é apenas a ponta do iceberg. Essa exploração que estamos fazendo é fundamental", disse a pesquisadora Carole Balwdin ao site de notícias, referindo-se à possibilidade de haver novas espécies na região.

Carole ressaltou que a equipe de pesquisa coletou de 25 a 30 peixes e invertebrados que podem ser novas espécies. A previsão é de voltar à Curaçao em agosto para coletar mais espécimes, mês em que também será completado um ano do início do monitoramento dos efeitos das mudanças climáticas na região, diz a Associated Press.

O projeto sobre mudanças climáticas está coletando dados sobre temperatura e biodiversidade marinha próximo à ilha caribenha e começou em agosto de 2012, segundo a agência.

Fonte: G1 Natureza

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Cientistas decifram código genético de alga 'especialista' em adaptação

Estudo publicado nesta quarta-feira (12) na revista "Nature" apresenta o código genético de uma alga marinha denominada Emiliania huxleyi, considerada uma das formas de vida mais bem sucedidas do planeta e com capacidade de adaptação em qualquer ambiente.

Segundo os cientistas, a alga conhecida com o nome de cocolitoforídeo consegue florescer tanto em regiões quentes como em áreas frias. A pesquisa levou mais de dez anos para ser concluída. A descrição feita na revista "Nature" mostra que a alga tem uma concha fina e dura de carbonato de cálcio.

Considerada um ser unicelular, esta microalga pode atingir um diâmetro que é oito vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo humano e ocorre em todos os oceanos do mundo, com exceção de mares polares muito frios.

A alga surge em grandes quantidades durante a primavera e verão. Cientistas estão interessados na Emiliana Huxleyi porque esta alga absorve grandes quantidades de dióxido de carbono na superfície do oceano, auxiliando na atenuação do efeito estufa.

Quando ela morre, seus restos mortais são transportados para o fundo do mar, armazenando o carbono nas profundezas por milhares de anos.

Imagem da agência espacial americana, Nasa, mostra formação massiva de algas Emiliania huxleyi na costa da Inglaterra (Foto: Nasa)


Essencial na cadeia alimentar marinha

Assim como o fitoplâncton, o cocolitoforídeo é um elo básico na cadeia alimentar dos oceanos. Originalmente, pensava-se que seu genoma tivesse apenas 30 bilhões de bases ou "cadeias" na escala de DNA.

No entanto, foi revelado que se trata de um emaranhado de 141 milhões de bases, com pelo menos 30 mil genes, um terço a mais do que a quantidade de genes humanos, embora nosso genoma seja muitas vezes maior.

Descobrir como funciona esta microalga poderá, algum dia, ajudar na pesquisa médica e a compreender melhor o impacto dos gases de efeito estufa neste organismo vital.

Identificar os genes e as proteínas que a ajudam a construir sua pequena concha poderia levar ao desenvolvimento de novos materiais compostos para próteses ósseas. "O genoma, por assim dizer, é o 'disco rígido' de um organismo", afirmou Klaus Valentin, do Instituto Alfred Wegener de Pesquisa Polar e Marinha.

"Todas as propriedades estão codificadas ali, sua aparência, como se adapta, como compete com os outros. Se soubermos os dados deste disco rígido, podemos aprender muito sobre o que este organismo pode fazer e como reage às alterações resultantes, por exemplo, das mudanças climáticas", acrescentou.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Museu Oceanográfico Univali


O acervo do Museu Oceanográfico Univali reúne coleções excepcionais em diversos grupos de grande importância científica, destacando a maior coleção de conchas da América Latina, com 88.813 amostras que incluem as duas conchas mais procuradas por colecionadores no mundo; a maior coleção de mamíferos marinhos do Brasil, com 708 lotes que incluem baleias, golfinhos, focas, lobos e leões marinhos de diversas espécies; a maior coleção da América Latina de tartarugas marinhas, com 644 lotes; a maior coleção de elasmobrânquios (tubarões e raias) da América Latina e a quarta maior do mundo, com 5017 espécimes que incluem exemplares raríssimos e únicos em nosso continente.

Atualmente, este acervo é referência para diversas atividades de cunho didático e de pesquisa, incluindo trabalhos de graduação, mestrado e doutorado, além de artigos científicos publicados em periódicos especializados nacionais e estrangeiros. Um dos objetivos do museu é desenvolver coleções de referência que representem o maior número possível de táxons e que possibilitem pesquisas taxonômicas modernas sobre a fauna marinha. A maior parte do acervo do MOVI é composta por animais marinhos da fauna Brasileira, especialmente aqueles do sul do Brasil.

O Museu Oceonográfico Univali, ganhou novas instalações no Campus Univali de Piçarras em um prédio amplo e moderno que permite excelentes condições de curadoria. Além disso está montando uma exposição oceanográfica que terá 1000m2, uma das maiores do Brasil, o que somado a todas as demais áreas do museu atinge aproximadamente 4000m2 de área construída, um dos maiores museus de história natural da América Latina e o terceiro maior museu oceanográfico do mundo.

A temática da exposição abrangerá a formação dos oceanos, a evolução dos seres vivos, a história da oceanografia, os recursos vivos e minerais dos oceanos, a preservação do meio ambiente marinho e uma ampla exposição sobre os seres vivos marinhos. Serão expostas espécies raríssimas que incluem raríssimos tubarões e raias de profundidade, peixes exóticos abissais, lulas gigantes, nossas espécies de tartarugas marinhas, grandes animais conservados inteiros em tanques de vidro como golfinhos, peixe-lua, raias manta, entre muitos outros. Todo este acervo será exposto em praticáveis e módulos auto-explicativos com percurso obrigatório que propiciará ao visitante a oportunidade de não perder nenhuma das atrações.

Coleções

As coleções do Museu Oceanográfico Univali são compostas essencialmente por espécies marinhas, incluindo as de ambientes costeiros, pelágicos, de oceano profundo e ilhas oceânicas. A maior parte do material colecionado é representativo da fauna brasileira, especialmente da Região Sul. Alguns lotes coletados fora do Brasil foram permutados ou doados por outras instituições.

As coleções estão abertas a especialistas que queiram examinar espécimes diretamente no museu ou em suas respectivas instituições, através de empréstimos (exceto holótipos). Estamos também abertos a propostas de permutas ou doações de material.

Até o momento, o acervo do MOVI está dividido em 6 principais coleções, sendo que a coleção de Invertebrados está subdividida de acordo com seus respectivos filos.


A Coleção de Invertebrados Marinhos do MOVI é composta por aproximadamente 3200 lotes, com média de 15 espécimes por lote. A coleção está subdividida de acordo com seus respectivos filos: Annelida, Ascidiacea, Brachiopoda, Bryozoa, Coelenterata, Crustacea, Echinodermata, Mollusca, Nematoda, Platyhelminthes e Porifera. Solicitações de empréstimos e permutas devem ser encaminhadas para Jules M. R. Soto


 A Coleção de Peixes é composta por aproximadamente 4.000 lotes, com média de 6 espécimes por lote, incluindo 9 holótipos e 64 parátipos.
A coleção contém espécimes que variam em tamanho, de pequenos peixes ósseos (de alguns milímetros) a grandes tubarões (de aproximadamente 4 metros). Espécimes pequenos são armazenados em frascos de vidro (até 5 litros) ou em recipientes plásticos (até 200 litros). Os espécimes maiores são armazenados em grandes tanques de fibra de vidro com até 3,5 metros de comprimento (3.000 litros aproximadamente).
Solicitações de empréstimos e permutas devem ser encaminhadas Jules M. R. Soto.




A Coleção de Répteis Marinhos do MOVI é composta por aproximadamente 640 lotes, com média de 3 espécimes por lote. Quase todos os lotes são de tartarugas marinhas, sendo que na maioria dos casos apenas os esqueletos encontram-se preservados, embora uma parte considerável da coleção esteja preservada em álcool.
A coleção contém espécimes que variam em tamanho, de pequenos embriões (de alguns centímetros) a indivíduos adultos (de aproximadamente 2 metros). Espécimes pequenos são armazenados em frascos de vidro (até 5 litros), e os espécimes adultos em tanques plásticos de 1.000 litros.
Solicitações de empréstimos e permutas devem ser encaminhadas para Jules M. R. Soto.



A Coleção de Aves Marinhas do MOVI é composta por aproximadamente 700 lotes, incluindo taxidermias, esqueletos, e espécimes conservados em álcool. A coleção ainda conta com um banco de imagens em papel, cromo e vídeo.
Solicitações de empréstimos e permutas devem ser encaminhadas para Jules M. R. Soto.



A Coleção de Mamíferos Aquáticos do MOVI é composta por aproximadamente 700 lotes. Na maioria dos casos, apenas os esqueletos encontram-se preservados, embora uma parte considerável da coleção esteja preservada em álcool.
A coleção contém espécimes que variam em tamanho, de pequenos embriões (de alguns centímetros) a cetáceos adultos (de aproximadamente 3 metros). Espécimes pequenos são armazenados em frascos de vidro (até 5 litros) ou em recipientes plásticos (até 200 litros). Os espécimes maiores são armazenados em grandes tanques de fibra de vidro com até 3,5 metros de comprimento (3.000 litros aproximadamente).
Solicitações de empréstimos e permutas devem ser encaminhadas para Jules M. R. Soto.







'Serpente das profundezas' é clicada no Golfo do México por cientistas

Peixe-remo ou regaleco é uma espécie de peixe que pode medir 17 metros.
Imagens ajudaram pesquisadores a estudar melhor o animal.

Exemplar de peixe-remo, também chamado de regaleco, que foi encontrado no Golfo do México (Foto: Mark Benfield/Louisiana State University)


Pesquisadores da Universidade Estadual da Louisiana, nos Estados Unidos, conseguiram captar imagens inéditas de um peixe-remo (Regalecus glesne), também chamado de regaleco, que vive nas profundezas do mar.

De acordo com Mark Benfield, pesquisador e responsável por realizar as imagens na região do Golfo do México com um veículo operado remotamente, as imagens ajudaram a dar mais detalhes sobre esta espécie no estudo publicado no início de junho no “Journal of Fish Biology”. Foi a primeira vez que o animal foi perfeitamente visualizado.

O regaleco é um dos maiores peixes do mundo. Segundo Benfield, essa espécie pode atingir entre 8 metros e até 17 metros de comprimento e vive em águas temperadas e tropicais, a uma profundidade de até 3 mil metros. Alguns pesquisadores gostam de se referir a este animal como serpente marinha.

Essa espécie de peixe pode medir até 17 metros de comprimento, afirma pesquisador (Foto: Mark Benfield/Louisiana State University)

Fonte: G1 Natureza

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Área no Litoral do Piauí apresenta baixo impacto ao peixe-boi marinho

Pesquisa está sendo realizada no estuário dos rios Timonha e Ubatuba.
Já há informações que população da espécie é maior que antigamente.

Mamífero aquático é uma espécie considerada em extinção no Brasil pelo Ibama (Foto: Chico Rasta)

Uma pesquisa realizada na região que vai de Cajueiro da Praia, cidade localizada no Litoral do Piauí, até Chaval, no Ceará, aponta que a área é apresentada como baixo impacto ambiental ao peixe-boi marinho, mamífero aquático ameaçado de extinção no Brasil. De acordo com a bióloga Katherine Fiedler Choi-Lima, informações levantadas junto às comunidades levam a crer que a o número de peixes-boi avistados no estuário é maior do que antigamente.

 O estuário dos rios Timonha e Ubatuba, na divisa dos estados do Piauí e Ceará, abriga uma população de peixes-boi marinhos ainda pouco estudada. O uso do sonar de varredura lateral (sidescan) de alta definição, que possui GPS acoplado, permitirá determinar as áreas de ocorrência de peixes-boi marinhos e possivelmente o número de animais que habitam o estuário, respondendo às questões sobre estimativa de abundância, densidade e área de vida.

“Nós estamos realizando os estudos para estimar a população de peixes-boi do estuário (através de metodologias de sonar, bioacústica e visualizações diretas) e também estamos estudando a ecologia alimentar da espécie na região (o que ele come)”, explicou a bióloga.

Pesquisadores estão atrás de informações sobre a população da espécie na região (Foto: Chico Rasta)

Os resultados da pesquisa, que teve início em agosto do ano passado terá a duração de dois anos e meio, subsidiarão a elaboração do plano de manejo do Refúgio de Vida Silvestre do Peixe-boi Marinho (RVS Peixeboi Marinho) que se encontra em processo de criação na região e do Plano de Manejo da APA Delta do Parnaíba, além de ajudarem na identificação de áreas de Proteção Integral dentro da APA.

Segundo Katherine Fiedler, os estudos sobre a estimativa populacional do peixe-boi marinho no Brasil são antigos e escassos. As informações que serão coletadas no litoral do Piauí serão as primeiras sobre a população da espécie nessa região.

“Para a região que estamos estudando, não há nenhuma informação publicada sobre a estimativa populacional da espécie”, disse Katherine.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renovavéis (Ibama), o peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção, com uma estimativa populacional de menos de 500 indivíduos ao longo do litoral norte e nordeste. O levantamento aponta que a espécie já desapareceu dos estados do Espírito Santo, Bahia e Sergipe e é classificada como ‘criticamente em perigo’ de extinção.

A pesquisa está sendo desenvolvida pela Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) Apa Delta do Parnaíba/ICMBio, Comissão Ilha Ativa (CIA) e CARE, patrocinado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Rufford Small Grants e Idea Wild.

O projeto também conta com o apoio das instituições Instituto Mamirauá, Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Universidade Federal do Ceará e pesquisadores especialistas como Renata Sousa Lima e Leonardo Wedekin.

Fonte: G1 Piauí

Exposição em Mônaco permite tocar em tubarões vivos


Visitante toca em tubarão durante pré-estréia de exposição em Mônaco (Foto: Valery Hache/AFP)

Uma exposição no Museu Oceanográfico de Mônaco dedicada aos tubarões permite que o público toque em espécimes vivos, informa a agência de notícias AFP. Chamada de "Requins" ("Tubarões", em francês), a exibição começou neste sábado (8), considerado o Dia Mundial dos Oceanos. A data foi estabelecida durante a Rio 92.

O objetivo da mostra é "reabilitar" a imagem dos tubarões no imaginário das pessoas, informar mais sobre estes animais e mostrar quais são os tipos existentes.

"Nosso ponto de partida é a ideia do tubarão sedento de sangue. Nossa missão é explicar que a realidade é diferente", disse o diretor do museu, Robert Calcagno, em entrevista à edição francesa do jornal Metronews. A exposição vai durar dois anos, de acordo com o diretor do museu.


Garota olha para mandíbula de tubarão durante visita à exibição (Foto: Valery Hache/AFP)


Tubarão-mako capturado nos arredores do litoral de Mônaco em 2000 é exibido no Museu Oceanográfico (Foto: Valery Hache/AFP)


Tubarão exibido no Museu Oceanográfico de Mônaco (Foto: Valery Hache/AFP)

Fonte: G1 Natureza

Oceanos & Sociedade



Neste ano o evento Oceanos & Sociedade 2013 terá como tema os 25 anos do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC), buscando discutir os avanços na gestão marinha e costeira no país.

A fim de agregar diferentes opiniões para embasar as discussões, estamos realizando uma consulta prévia com os diversos atores envolvidos e interessados pelos temas que serão abordados no evento:

Marco legal e arranjos institucionais;
Instrumentos de gestão e processo de implementação e avaliação;
O planejamento da ocupação do espaço costeiro e marinho.

Para participar dessa consulta, basta acessar a página do evento e responder às perguntas orientadoras de cada tema - http://www.oceanosesociedade.io.usp.br/index.php/manifeste-se.

As diversas contribuições serão reunidas e enviadas aos participantes de cada Painel (veja aqui - http://www.oceanosesociedade.io.usp.br/index.php/programacao), que irão conduzir as discussões considerando as criticas e sugestões enviadas por cada um.

Contamos com sua colaboração.
Manifeste-se!

Maiores informações no site: http://www.oceanosesociedade.io.usp.br/

Fonte: IO/USP