Biblioteca especializada em Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande - FURG
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Livros doados e incorporados ao acervo da biblioteca em julho
Princípios de Oceanografia Física de Estuários - 2.ed. 2012
Taxonomy of economic seaweeds: with reference to some Pacific and Caribean species
Aquaculture for the developing countries : a feasibility study
Management of artificial lakes and ponds
Coastal ecosystems : ecological considerations for management of the costal zone
Reproduction of marine invertebrates
Penaeid shrimps : their biology and management
Mass cultivation of invertebrates : biology and methods
Modern methods of aquaculture in Japan
Prawn culture : scientific and practical approach
Marine ecology : a comprehensive, integrated treatise on life in
oceans and coastal waters v.3pt.1
Ecology : the experimental analysis of distribution and abundance
Marine fisheries ecosystem : its quantitative evaluation and management
Principles and practices of pond aquaculture
Macmillan dictionary of life sciences
Fish and shellfish farming in coastal waters
Fishes of the world
The biology of estuaries and coastal waters
Biological oceanographic processes
Ecology, utilization and management of marine fisheries
Dicionário etimológico e circunstanciado de biologia
Fish and invertebrate culture : water management in closed systems
Aquaculture economics : basic concepts and methods of analysis
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Bactéria que come plástico dos oceanos é desenvolvida por estudante
Agora saiu uma nova pesquisa, não exatamente sobre bactéria que come plástico. Mas sobre uma larva. Foi o megacurioso.com.br que
publicou em 25 de abril, 2017: a poluição decorrente do desperdício de
sacolas plásticas tem causado um grande estrago na natureza.
Larvas capazes de digerir produtos baseados em polietileno.
Eles demoram mais de 100 anos para se
decompor na natureza. E a produção anual chega a cerca de 80 milhões de
toneladas de polímeros sintéticos produzidos em todo o mundo. Muita
gente vem procurando uma solução para esse problema. Uma cientista do
Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha pode ter
encontrado uma boa alternativa: larvas capazes de digerir produtos
baseados em polietileno.
Descoberta por acaso
A descoberta, registrada em um estudo no periódico Current Biology,
aconteceu por acaso: a pesquisadora Federica Bertocchini é uma
apicultora amadora e, enquanto removia pragas de favos de mel das
colmeias, notou que as embalagens usadas para conter as minhocas da
mariposa Galleria Mellonella estavam cheias de buracos em menos de uma
hora. Ela decidiu, então, convocar o colega bioquímico Paolo Bombelli,
da Universidade de Cambridge, para realizar alguns experimentos e
entender como isso aconteceu.
Sacola plástica devorada em 12 horas
Federica e Paolo colocaram 100 larvas e
uma sacola plástica obtida em um supermercado britânico e vários buracos
começaram a aparecer em menos de 40 minutos. Depois de 12 horas, tudo
havia sido reduzido a pouco mais de 92 miligramas — uma incrível taxa de
capacidade biodegradável, de 0.13 mg por dia.
Segue matéria original:
Cientistas estudam larvas que podem “comer” sacolas plásticas
Caso você precise mais evidências sobre a
extraordinária capacidade do ser humano em destruir o planeta,
considere isso: se continuarmos na mesma toada, em 2050 os oceanos
conterão mais plástico do que peixes. Recentemente Mar Sem Fim publicou
justamente um artigo explicando onde vamos parar se continuarmos com esta toada. Bactéria que come plástico dos oceanos é desenvolvida por estudantes. Este nosso tema.
O bom é que muitos jovens cientistas se
preocupam com o futuro de nosso planeta. E foi com este propósito que as
estudantes chinesas Miranda Wang e Jeanny Yao desenvolveram uma bactéria que promete ser a novidade do momento.
Transformando plástico em CO2
A bactéria desenvolvida por Miranda e
Jeanny é capaz de transformar plástico em CO2 e água. A tecnologia está
sendo utilizada de duas formas: para limpar as praias e também para
produzir matéria-prima para confecção de tecidos.
Miranda Wang. explicou:
"É praticamente impossível fazer com que as pessoas parem de usar plástico. Nós precisamos de tecnologia capaz de quebrar o material. Tudo deveria ser biodegradável"
A tecnologia em desenvolvimento é
composta por duas partes. Primeiro o plástico é dissolvido e depois as
enzimas de catalização quebram os componentes em pedaços mais maleáveis.
Esses componentes são colocados em uma estação biodigestora, em que
tudo será compostado. O processo leva, no máximo, 24 horas para
acontecer.
A poluição provocada por nossa geração é tremenda. Ela chega até os locais mais ermos dos oceanos.
Fonte: João Lara Mesquita via Mar sem fim
O que é a estranha criatura em forma de pepino invadindo as praias dos EUA e do Canadá
Presença
de Pyrosoma - que parecem pequenas águas-vivas tubulares mas são
colônias de centenas de milhares de microrganismos - em águas tropicais e
longe da costa intriga cientistas.
As colônias podem medir até 60 cm de comprimento (Foto: NOAA Fisheries)
A costa oeste da América do Norte foi invadida nos últimos meses por estranhas criaturas marinhas.
Milhões delas apareceram desde o norte da Califórnia até o sul do
Alasca, provocando danos às redes de pescadores e intrigando os
cientistas.
Ainda que pareça um único animal, os Pyrosoma são colônias de forma
tubular e consistência gelatinosa, formadas por centenas de milhares de
pequenos organismos que se reproduzem de forma assexuada, clonando-se a
si mesmos e conectados por tecidos.
Um Pyrosoma pode medir até 60 cm de comprimento, e seu corpo brilha no escuro.
Águas quentes
O mistério para os cientistas é que os Pyrosoma são normalmente
encontrados em águas tropicais e longe da costa, condições bem
diferentes das encontradas nos locais em que estão surgindo nos EUA e no
Canadá.
Ric Brodeur, biólogo da NOAA, a agência de oceanografia do governo
americano, diz que a abundância de Pyrosoma está vinculada às condições
climáticas ao longo da costa oeste nos últimos anos, que estão mais
quentes que o normal.
Pirossomas são normalmente encontrados em águas mais quentes (Foto: NOAA FISHERIES)
A primeira colônia foi vista em 2012, na Califórnia. E desde então, têm
se multiplicado gradualmente e se expandido até o norte. Segundo a
NOAA, sua população disparou nos últimos meses.
Os Pyrosoma se parecem com medusas, mas não picam ou queimam. Mas
causam grandes dores de cabeça para os pescadores, que não conseguem
trabalhar em um mar repleto com as criaturas.
Os cientistas não sabem se os animais permanecerão tempo suficiente nas
águas para causar alterações significativas na cadeia alimentar. E
ainda que se reproduzem rapidamente, uma mudança de condições climáticas
pode reduzir drasticamente sua população.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a bióloga-marinha
Lisa-Ann Gershwin explicou que explosões populacionais semelhantes
tinham sido registradas anteriormente em outras regiões pouco
imagináveis, como águas subantárticas.
Fonte: G1
terça-feira, 4 de julho de 2017
Como encontrar artigos em acesso aberto
A publicação dos resultados de estudos acadêmicos em acesso aberto é cada vez mais frequente e estima-se que atualmente estão disponíveis milhões de documentos online. Por esta razão, é importante ter ferramentas eficientes para encontrar as versões livres dos artigos que precisamos. Como a necessidade vai criando a oferta, nos dois ou três últimos anos vem surgindo aplicativos gratuitos para atender aos requerimentos dos acadêmicos, bibliotecários, pesquisadores, e estudantes em geral.
A tabela a seguir apresenta os diferentes serviços analisados por Aaron Tay em vários posts (os links estão relacionados no final do post) com alguns comentários e avaliações minhas (que me considero um pouco velho para ser um nerd!). Mais abaixo neste post mostraremos exemplos dos dois plugins que nos parecem mais eficientes – ou seja: são os que eu uso – porém seria um bom exercício que você mesmo faça seus testes.
BASE: Este serviço criado pela Bielefeld University Library na Alemanha é, provavelmente, um dos maiores e mais avançados agregadores do mundo, superando em novembro de 2016 os 100 milhões de documentos . O serviço BASE assegura que pelo menos 40% dos textos identificados estão em acesso aberto, não sendo possível assegurá-lo ao restante por falta de metadados nos repositórios. Através do serviço de oadoi.org, tem acesso a mais de 5.000 repositórios.
CORE: O CORE afirma ter cerca de 70 milhões de documentos que, assim como o BASE, são recuperados através do protocolo OAI-PMH. Por esta razão, também têm o mesmo problema de vincular com certeza os textos completos devido ala falta de normalização dos metadados nos repositórios institucionais, em particular os “Green OA” (ver nota no final da tabela). Em contrapartida, o CORE indexa o conteúdo destes textos completos.
Dissemin: Está em versão beta, têm indexados cerca de 100 milhões de documentos. É uma versão simples, por enquanto limitada a buscar apenas pelo nome do autor. Entrega os resultados rapidamente indicando quais deles estão disponíveis em acesso aberto.
Lazy Scholar Buton: Lançado em 2014, é um plugin que, até o momento, funciona apenas no navegador Google Chrome. É a extensão mais complexa (algo complicado também) e, entre vários serviços, pode verificar se sua instituição possui assinaturas ao texto completo, apresentar varias métricas de citação, obter comentários de sistemas como PubMed Commons, oferece funções que lhe permite criar citações, e recuperar documentos relacionados com sua consulta que podem ser de interesse, também em acesso aberto.
OAlters: Propriedade de OCLC, esse é um catálogo coletivo que declara possuir mais de 50 milhões de registros de recursos em acesso aberto, provenientes da coleta por OAI-PMH de mais de 2.000 fontes que contribuem ao catálogo. Os registros também estão disponíveis na interface do WorldCat. Tem as mesmas limitações que foram indicadas para o BASE, CORE e coleções baseadas no protocolo OAI-PMH, limitações que são explicadas ao final desta tabela.
Open Acess Button: É um plugin criado em 2013 por dois estudantes e deve ser instalado em um navegador que não seja Internet Explorer, mas é instalado facilmente no Google Chrome. Têm alguns milhares de usuários registrados. Em meus experimentos, no entanto, não tive muito êxito.
Google Scholar Button: É um plugin lançado em 2015 que pode ser instalado de forma simples e direta. Como funciona? Suponhamos que você está em uma página a qual não teve acesso através do Google Scholar e queira saber se existe uma versão de acesso livre deste documento. O que deve fazer, então, é marcar o título do artigo com o mouse e clicar no ícone na barra de ferramentas (o de número 2 na figura de nossa barra de ferramentas). O Google Scholar buscará em background e abrirá em uma janela secundária à direita apresentando todas as versões de acesso livre que têm indexadas.
Unpaywall Button: Uma vez que a extensão é instalada, quando chega a uma página de um documento qualquer, aparecerá na margem direita de sua tela o ícone de um cadeado, que pode estar em diferentes cores, eles têm os seguintes significados:
- Verde: o texto completo está em um repositório institucional ou servidor de preprints
- Dourado: trata-se de um artigo de um periódico que tem licença de acesso aberto
- Azul: está em um periódico que não tem licença de acesso aberto
- Negro: não encontrou outras versões em seu índice.
São de fato efetivas estas ferramentas para encontrar textos livres?
Em termos de eficiência, podemos dividir estas ferramentas em dois níveis:
- No primeiro nível estão aquelas que se baseiam na busca direta pelo Google Scholar, comoLazy Scholar button, também o Google Scholar button e Unpaywallbutton.
- Em segundo nível estariam todas as outras ferramentas analisadas neste post.
O motivo é que o Google Scholar é o maior índice de material académico disponível, apesar de ter limitações ao indexar os repositórios. Todas as outras iniciativas, no momento, são muito menores em termos de cobertura, incluindo os agregadores como o BASE e o CORE pelos motivos explicados acima. Por outro lado, o Google Scholar desenvolveu algoritmos muito eficientes que permitem distinguir as diferentes manifestações de um mesmo artigo (preprints, versões, postprints, etc.).
Além disso, o Google Scholar não apenas indexa repositórios, com também toda classe de sites, incluindo as páginas web das universidades. Estes documentos são invisíveis à maioria dos pluginsanalisados, que se restringem principalmente a repositórios, ao passo que o Google Scholar indexa todos os documentos que parecem ser acadêmicos, incluídos em sites com extensão: .edu.
Também é necessário ressaltar que os serviços do tipo Open Access button e aqueles que usamOadoi.org e similares, não indexam artigos disponíveis no ResearchGate ou Academia.edu, devido às fortes suspeitas de que muitos destes documentos depositados pelos autores violam os acordos de direitos com os periódicos, porém são indexados pelo Google Scholar. Segundo um recente artigo4 do Scientometrics, estima-se que cerca de 40% dos PDF depositados no ResearchGateviolam os acordos de copyright.
Fonte: Blog da UCS via artigo SPINAK, E. Como encontrar artigos em acesso aberto – dicas do meu nerd favorito [online]. SciELO em Perspectiva, 2017 [viewed 03 July 2017]. Available from:http://blog.scielo.org/blog/2017/05/26/como-encontrar-artigos-em-acesso-aberto-dicas-do-meu-nerd-favorito/
segunda-feira, 3 de julho de 2017
18º Simpósio Científico da "Comissão Técnica Mista do Frente Marítimo (Argentina-Uruguay)
Será realizado o 18º Simpósio Científico da
"Comissão Técnica Mista do Frente Marítimo
(Argentina-Uruguay)", no Hotel Wyndham, NordeltaTigre (NE de
Buenos Aires), Argentina, entre os dias 21-23 Novembro desde
ano. Abaixo informações sobre o evento.
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