terça-feira, 6 de março de 2018

Acolhida Cidadã - SiB 2018



Fonte: SiB/FURG

Ferramenta auxilia a identificar revistas para publicação de artigos

Daniel McGowan, diretor científico da Edanz, apresentou sistema que aponta melhores opções de periódicos para publicação de um trabalho científico com base no resumo ou em amostra do texto (E.Cesar)

A escolha de um periódico para publicar um trabalho representa a maior dificuldade enfrentada hoje por pesquisadores da China – país que registra uma das maiores taxas de crescimento de produção científica no mundo – durante o processo de preparação de artigos científicos.
A constatação é de uma pesquisa realizada com 333 cientistas chineses que publicam regularmente pela Edanz Group – consultoria que auxilia pesquisadores de países não falantes de língua inglesa a obter a aceitação de publicação de seus textos em revistas internacionais.
Ao serem questionados sobre qual o principal obstáculo que identificam durante a redação de um artigo científico para publicação, 118 pesquisadores chineses responderam que era escolher uma revista científica.
Outros 70 participantes da pesquisa afirmaram ter dificuldade de expressar claramente suas ideias em inglês – a língua “oficial” da ciência. Já 73 pesquisadores chineses indicaram ter problemas para compreender a orientação do periódico para os autores. E 63 disseram ter dificuldade para formatar seus artigos de acordo com as diretrizes para os autores.
“Identificar um periódico para publicar seus artigos ainda representa um problema para pesquisadores não só da China, mas também de outros países”, disse Daniel McGowan, diretor científico da Edanz Group.
McGowan participou, no dia 21 de março, do workshop “How to Write for and Get Published in Scientific Journals – Conselhos práticos de como publicar exitosamente seguindo normas internacionais na área de comunicação científica”, realizado pela FAPESP e pela Springer Brasil.
A fim de facilitar esse processo de identificação de periódicos, a empresa lançou uma ferramenta gratuita, disponível na internet, que identifica boas opções de revistas para publicação de artigos científicos específicos.
Ao digitar o resumo, ou frases-chave (ou amostra do texto no campo principal do programa), ela fornece uma lista de periódicos que publicam em áreas relacionadas ao tema da pesquisa relatada no artigo.
Os usuários do serviço podem refinar os resultados da busca com base em critérios que julgam ser importantes para publicações nas quais gostariam de publicar seu artigo, como frequência de publicação, fator de impacto e modelo de publicação e até acesso aberto.
O programa também fornece informações básicas sobre as publicações indicadas e uma lista de artigos relacionados ao tema pesquisado que a revista científica tenha publicado recentemente.
Com base nesse conjunto de informações, resta ao usuário visitar o site das publicações pelas quais se interessou para sacramentar a decisão de onde apresentar seu artigo.
“Muitos pesquisadores não levam em conta o perfil de leitor de uma determinada publicação ao submeter um artigo, por exemplo, o que é uma questão importante, que pode determinar a aceitação ou rejeição do artigo”, disse McGowan.
Avaliação
Uma das dicas dadas pelo especialista à plateia que lotou o auditório do Espaço Apas, foi basear a seleção de um periódico para publicar em uma avaliação honesta de seu artigo – incluindo aspectos relacionados à novidade apresentada pela pesquisa, à sua relevância e aos possíveis impactos na área.
“É preciso avaliar os reais avanços apresentados por suas pesquisas em comparação com o que já foi publicado”, disse McGowan. Para estimar o apelo da pesquisa, devem ser questionadas quais as reais aplicações da descoberta e se elas se estendem a outras áreas.
“Na área médica, por exemplo, algumas das questões possíveis para avaliar a relevância de um estudo científico são: quão comum é o problema ou a doença pesquisada? Ela atinge uma população específica ou é restrita a uma determinada região geográfica?”, afirmou McGowan.
De acordo com o especialista, parte das razões para a rejeição de um artigo pelas revistas científicas está relacionada a requisitos desconhecidos do periódico, problemas com as citações, fundamentação, objetivo e apresentação de dados da pesquisa, além de gramática e estilo de redação pobre e escolha inapropriada do periódico.

Fonte: Agência FAPESP por Elton Alisson


segunda-feira, 5 de março de 2018

Periódico "Desenvolvimento e Meio Ambiente" lança edição especial sobre X ENCOGERCO


A Desenvolvimento e Meio Ambiente é editada pelo Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento (PPGMADE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Os principais objetivos da revista são publicar artigos de qualidade sobre temas socioambientais nos âmbitos local, nacional e internacional e divulgá-los amplamente em vários circuitos acadêmicos. O foco central da revista é a discussão interdisciplinar de problemáticas que se inscrevam na intersecção entre sociedade e natureza. A revista está disponível para consulta e submissão no endereço www.ser.ufpr.br/made. Recebe os trabalhos em fluxo contínuo e eventualmente organiza dossiês temáticos publicados junto aos volumes regulares ou em volumes especiais. São aceitos: (i) artigos originais e de revisão; (ii) ensaios; (iii) resenhas de livros publicados recentemente; e (iv) conferências.
Com a recente publicação dovVolume 44,  está dispónível uma edição especial do X Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro, organizada por Marinez E. G. Scherer e Milton L. Asmus. Todos os artigos estão disponíveis para download no link http://revistas.ufpr.br/made/index

Fonte: Secretaria do IO/FURG

sexta-feira, 2 de março de 2018

Por que um dos maiores lagos do mundo já perdeu 90% de sua água em 4 décadas

Lago Chade era a principal fonte de água de uma área de 5 mil km que corta toda a África e seu desaparecimento afeta 40 milhões de pessoas 

Antes de começar a secar, o lago Chade era como uma espécie de mar interno na ÁfricaBBC BRASIL / Getty Images 

Tratava-se do sexto lago maior do mundo e, nas fotos de satélite, chamava a atenção a intensidade da cor azul que o identificava.
Essa é descrição feita por Mary Harper, editora da BBC África, do passado do hoje agonizante lago Chade, que até o início dos anos 70 era como um mar dentro do continente.
Hoje, o lago compartilhado por Níger, Nigéria, Chade e Camarões é como uma imensa colagem de grandes poças em meio a grandes extensões de terra.
"Os povoados e cidades que antes contornavam a margem agora estão separados por hectares de desertos", diz Harper.
A razão dessas mudanças geográficas é que o lago Chade perdeu entre 80% e 90% de sua superfície nas últimas quatro décadas.
A essa crise se soma a violência do grupo radical islâmico Boko Haram, que atinge os quatro países que rodeiam o lago.
Nesta semana, representantes dos governos de 12 países e organizações como o Banco Mundial estão reunidos na Conferência Internacional do Lago Chade (ICLC), em Abuja, na Nigéria, para discutir formas de salvá-lo.
Sem água e sem pesca
O lago era a principal fonte de água do Cinturão do Sahel, uma área de 5 mil km que corta toda a África, indo do oceano Atlântico ao mar Vermelho e que serve de transição entre o deserto do Saara e a savana africana.

Mapa mostra a mudança no lago Chade entre 1972 e 2001- BBC BRASIL

Nos anos 60, o lago ocupava uma área de 25 mil km² e tinha 135 espécies de peixes, segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Ciência, a Educação e a Cultura). Mas, nos anos 80, sua superfície foi reduzida a 2,5 mil Km², 10% de seu tamanho original.
Mesmo que em 2013 as chuvas na região tenham registrado um aumento excepcional, sua superfície aumentou apenas 5 mil km², 20% do que já foi, segundo a ICLC.
Um estudo publicado na revista científica Environmental Research Letters em 2011 e entidades como a ONU assinalam que a perda de volume é superior a 90%.
Essa situação afeta cerca de 40 milhões de pessoas que dependem do lago para obter água potável, pescar e cultivar as terras a seu redor.
A seca, dizem os organizadores da ICLC, provocou a perda de pastagens e o início da migração para a savana da Guiné.
Mas quais são as causas dessa situação tão dramática?

Lago chegou a ter mais de 130 espécies de peixes; a pescaria é uma das únicas fontes de renda e de alimentação para muitos que vivem perto dele Uma pergunta, algumas respostas- BBC BRASIL / Getty Images 

Não há uma só causa para o desaparecimento do lago.
Ele está sumindo devido ao manejo insustentável da água para o consumo humano e animal e também pela mudança climática.
Um estudo publicado na Environmental Research Letters atribui o desastre à tendência do lago em se dividir em outros menores em certas épocas e à extração de água para a irrigação, o que impede que ele volte a encher totalmente novamente. A construção de represas para projetos hidrelétricos nos rios que o alimentam também teve efeito devastador. Além disso, a população local diz que a quantidade de chuvas diminuiu muito desde os anos 1970.
Outra das razões da tragédia é uma má aplicação da legislação ambiental, segundo o Banco Mundial.
A Conferência do Chade acrescenta que "os mais de dois milhões de deslocados por causa da insurgência do Boko Haram, que estão reunidos nas margens, aumentam a pressão sobre o lago".
O extremismo e o deslocamento massivo de gente ali têm sido qualificados como a "crise mais ignorada do mundo". A ONU estima que quase 11 milhões de pessoas necessitem de ajuda humanitária por causa desse conflito.
Alertas

Lago Chade era a principal fonte de água do Cinturão do Sahel, uma área de extensão de 5 mil Km² - BBC BRASIL / Getty Images 

Há pelo menos 15 anos as autoridades estão falando sobre a crise do lago Chade.
"É um fato que o lago está em perigo. É verdade que, se não fizermos nada a respeito, ele se transformará em história", disse em 2004 o então presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo.
A Unesco informou que apresentará na ICLC um projeto para "preservar os oásis que restaram e evitar que eles sequem" e para impulsionar atividades econômicas ali, como a produção de uma alga chamada spirulina.
As pessoas que moram ao redor do lago Chade esperam que não seja tarde demais.

Fonte: R7 Notícias

 


 

 


 


 


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Pesquisadores e sociedades científicas encaminham ao CGen recomendações para a regulamentação da Lei da Biodiversidade

Manifesto encaminhado aos Ministros de Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia e Inovação sobre  a nova Lei da Biodiversidade (Lei No 13.123/2015, Decreto No 8772/2016), em que são  apontados problemas decorrentes da mesma em relação às pesquisas em Taxonomia, Sistemática Biológica e áreas correlatas.
Com um total de 1231 assinaturas, foi entregue ontem o manifesto aos Ministros Sarney Filho e Kassab . Cópias aos demais destinatários  também foram encaminhadas.A entrega da carta é apenas o primeiro passo. A partir de agora, seria importantíssimo que fossem feitas moções de apoio ao manifesto. Essas moções podem partir de Sociedades, Universidades, Institutos, etc.

A SBPC afirma que endossa a manifestação e encaminhará uma solicitação à representante da entidade no CGen para que dê ciência ao órgão sobre as preocupações e demandas expressas pela comunidade científica da área, e solicite a discussão cuidadosa do documento
Cientistas e sociedades científicas enviaram uma carta à SBPC ressaltando suas preocupações em torno da regulamentação da nova Lei da Biodiversidade. No documento, eles informam que enviaram o manifesto ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) e ressaltam suas preocupações com aspectos da regulamentação “que podem levar ao colapso das as pesquisas brasileiras em Taxonomia, Sistemática Biológica e áreas correlatas”. O documento traz os pontos mais críticos da proposta e suas possíveis soluções.
A diretoria da SBPC informa que compartilha inteiramente das preocupações expressas na manifestação assinada por mais de 1200 pesquisadores e diversas sociedades científicas. “Além de divulgá-la amplamente, a SBPC está encaminhando esta manifestação para a Mercedes Bustamante, nossa representante no CGen, para que ela dê ciência àquele órgão sobre as preocupações e demandas expressas pela comunidade científica da área, e solicite a discussão cuidadosa do documento para que sejam buscadas soluções adequadas e rápidas para os sérios problemas ali apontados, que atingem profundamente a pesquisa científica no País”, afirma.
Leia aqui o manifesto na íntegra

Fonte: Secretaia IO/FURG, Jornal da Ciência

Curso de Perícia Ambiental - RS

                  

                                             Fonte: Secretaria IO/FURG

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

16 sites de pesquisa acadêmica que farão você esquecer do Google

O Google é o líder de pesquisas em todo o mundo, mas os seus  resultados apresentam um problema: nem sempre a informação é confiável. O Google indexa uma infinidade de sites sem levar em conta a veracidade dos conteúdos e os resultados das buscas sofrem interferência da publicidade. É essencial estar atento e separar as informações relevantes na hora utilizar o mecanismo de busca para trabalhos acadêmicos.
Entretanto, há outros buscadores que apresentam conteúdos confiáveis e úteis para a sua pesquisa. Muitas bibliotecas disponibilizam a informação que você precisa sem qualquer tipo de interesse econômico. Há também uma infinidade de sites de busca acadêmica, bancos de dados científicos, portais científicos e publicações eletrônicas disponíveis livremente. Conheça algumas:
Google é o líder de pesquisas em todo o mundo, mas os seus  resultados apresentam um problema: nem sempre a informação é confiável. O Google indexa uma infinidade de sites sem levar em conta a veracidade dos conteúdos e os resultados das buscas sofrem interferência da publicidade. É essencial estar atento e separar as informações relevantes na hora utilizar o mecanismo de busca para trabalhos acadêmicos.
Entretanto, há outros buscadores que apresentam conteúdos confiáveis e úteis para a sua pesquisa. Muitas bibliotecas disponibilizam a informação que você precisa sem qualquer tipo de interesse econômico. Há também uma infinidade de sites de busca acadêmica, bancos de dados científicos, portais científicos e publicações eletrônicas disponíveis livremente. Conheça algumas:
Scielo – Scientific Electronic Library Online.  É uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos.
Dialnet – é uma das maiores bases de dados com conteúdos científicos nas línguas ibero-americanas e conta com vários recursos: artigos de revistas, revisões bibliográficas, livros, anais de congressos, teses de doutorado. O objetivo é integrar o maior número possível de conteúdos, fornecendo, na medida do possível, acesso a textos completos.
WorldWideScience – é um porta para a ciência global, composto por bases de dados nacionais e internacionais e portais científicos. É multilíngue e fornece em tempo real os resultados da pesquisa e a tradução do conteúdo.
Google Acadêmico – fornece de uma maneira simples acesso à conteúdos acadêmicos.  É uma ferramenta de pesquisa do Google que permite pesquisar em trabalhos acadêmicos, literatura escolar, jornais de universidades e artigos variados.
Scholarpedia – é uma enciclopédia de acesso gratuito a textos revisados ​​e mantidos por especialistas acadêmicos de todo o mundo. Scholarpedia se inspira na Wikipédia e tem como objetivo fornecer um tratamento aprofundado aos conteúdos acadêmicos.
Academia.edu  é uma plataforma para que os acadêmicos possam compartilhar seus trabalhos de pesquisa. São mais de 33 milhões de acadêmicos inscritos, 10 milhões de artigos e aproximadamente 2 milhões de pesquisas adicionadas.
Springer Link – proporciona aos pesquisadores acesso a milhões de documentos científicos de revistas, livros, séries, protocolos e trabalhos de referência.
RefSeek – é um mecanismo de busca na web para estudantes e pesquisadores que visa tornar a informação acadêmica acessível a todos. RefSeek busca em milhões de documentos, incluindo páginas da web, livros, enciclopédias, revistas e jornais. Oferece aos estudantes uma ampla cobertura de assuntos sem sobrecarregar o mecanismo de busca, aumentando assim a visibilidade de informações acadêmicas, muitas vezes perdidas em links patrocinados e resultados comerciais.
CERN Document Server – acesso a artigos, relatórios e conteúdos multimídia sobre física de partículas.
Microsoft Academic – é um mecanismo de busca gratuito para publicações e conteúdos acadêmicos. A pesquisa é semântica, fornecendo resultados relevantes e atualizados.
JURN – é uma ferramenta de busca única para encontrar artigos acadêmicos e livros gratuitos. Oferece um ampla cobertura de revistas eletrônicas nas áreas de artes e humanidades e do mundo natural e ecologia. JURN aproveita ao máximo o Google, mas concentra sua pesquisa através de um índice desenvolvido e aperfeiçoado por seis anos pela equipe do site.
Ciencia.Science.gov – busca em mais de 60 bases de dados e em mais de 2.200 sites de 15 agências federais, oferecendo 200 milhões de páginas de informação científica dos Estados Unidos, incluindo resultados de pesquisa e desenvolvimento.
BASE – Bielefeld Academic Search Engine. É um dos buscadores com mais quantidade de informação do mundo, especialmente para recursos acadêmicos de acesso aberto, desenvolvido pela Biblioteca da Universidade de Bielefeld na Alemanha. BASE oferece mais de 80 milhões de documentos de mais de 4.000 fontes, com acesso a textos completos de aproximadamente 60-70% dos conteúdos indexados.
ERIC – disponibiliza recursos relacionados à educação atual para a pesquisa e a prática.
ScienceResearch.com – coloca à disposição do público a sua tecnologia capaz de pesquisar na “deep web” e fornecer resultados de qualidade, apresentando conteúdos de outros sites de pesquisa. Os resultados são obtidos nas 300 coleções de ciência e tecnologia, eliminando os conteúdos duplicados e mostrando por relevância as informações, conforme a pesquisa.
iSEEK Education – é um buscador específico que reúne diversos recursos de universidades, do governo e dos provedores não comerciais estabelecidos. Proporciona uma pesquisa inteligente e uma biblioteca pessoal baseada na web para ajudar a localizar rapidamente os resultados mais relevantes.