Biblioteca Setorial de Pós-Graduação em Oceanografia

Biblioteca especializada em Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande - FURG

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O canto das Baleias: campanha de mídia bate recordes: tudo é possível

Tudo é possível quando a inspiração vem de algo singelo e incomum: o canto das baleias, forma de comunicação usada pelos cetáceos. Uma música, imitando estes sons, foi composta para a empresa Otpus. Em seguida, uma pequena orquestra assume seu lugar em cima de uma balsa onde havia microfones dentro d’água. O resultado emocionou os australianos que, ao assistirem o filme na TV, entravam no site da empresa e criavam suas próprias “whale songs” interagindo com as animais debaixo d’água.

 O canto das Baleias: a campanha explodiu

A campanha explodiu. Entrou para a história da publicidade daquele país. As baleias são símbolos da vida marinha, os maiores animais do planeta. Desde o século XIX passaram a ser caçadas impiedosamente, quase ao ponto de acabar com várias espécies. Mas o mundo reagiu e, no século XX, foi proibida a caça aos cetáceos. Proibição só desacatada por poucos países: Japão, Noruega, e Islândia. Aliás, o Japão não caça apenas baleias. Anualmente o país do Sol Nascente massacra centenas de golfinhos. Está na hora destas países se tocarem, você não acha?

Caça de baleias no Brasil

No Brasil a prática foi proibida nos anos 80, durante o governo Sarney. Resultado? Hoje nosso litoral é frequentemente visitado por elas.
imagem de baleia saltando na campanha O canto das Baleias
Foto: Marco Terranova

Tudo é possível: uma campanha da qual o Mar Sem Fim tem orgulho

Apesar de não ser australiano tenho orgulho da companhia Otpus. Tudo é possível neste mundo globalizado. Ela é uma empresa líder em comunicações daquele país, onde 85% da população vive no litoral. Como tantas outras a Otpus estava envolvida numa guerra de preços no varejo. Em vez de acirrar a disputa inverteram a estratégia, fortalecendo a marca para que os consumidores a vissem como mais que “preço bom”.
Nasceu “Tudo é possível”, a mais bela campanha de mídia que já vimos.

Fonte: Mar sem Fim
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A força do garimpo ilegal na Amazônia


Era para ser uma operação de rotina em Humaitá, a 675 quilômetros de Manaus. A Ouro Fino, que começou no dia 24 de outubro com  participação do Ibama, ICMBio, Força Nacional, Marinha e Exército, visava impedir o garimpo ilegal no Rio Madeira, em uma área de proteção ambiental, a Floresta Nacional de Humaitá, sul do Amazonas. A força tarefa deu resultados.  Ela destruiu  20 balsas e apreendeu várias outras, flagradas garimpando ilegalmente. E demonstrou a força do garimpo ilegal na Amazônia.

A reação dos garimpeiros

Na sexta-feira, 27 de Outubro, atearam fogo nos escritórios do Ibama, Incra e Instituto Chico Mendes (ICMBio). E ainda tentaram atacar o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que funciona no mesmo prédio do Incra.
                               Sede do ICMBio em chamas (FOTO: ICMBio)
Foi preciso reforçar a segurança em Humaitá por soldados do Exército e Policiais Federais. Segundo o 4º Batalhão de Polícia Militar, que atua no município, a situação foi controlada por volta das 23 horas de sexta. Foram usadas bombas de efeito moral, gás e spray de pimenta. Durante a ação, materiais foram arremessados contra a tropa.
 
Vandalismo em Humaitá (Foto: ICMBio)
Depois do ataque, funcionários do ICMBio e Ibama, que atuavam na cidade, deixaram o município escoltados por policiais. Mas um grupo do ICMBio dormiu no barco do Parna Humaitá, no Rio Madeira. No dia seguinte, depois de resgatados, os vândalos colocaram fogo no barco.
 
O barco do PARNA Humaitá em chamas, obra do garimpo ilegal na Amazônia (FOTO: ICMBio)

O ECO: Políticos participaram dos ataques em Humaitá

O site O ECO diz que “o procurador da República Aldo de Campos Costa diz já ter recebido evidências da participação de políticos nos tumultos ocorridos, em Humaitá.”
O procurador disse que…
"…já temos o nome inclusive de alguns agentes públicos envolvidos. São vídeos e áudios que populares enviaram tanto para a Polícia Militar quanto para o Ministério Público. Com esses elementos, nós vamos abrir uma investigação formal e, posteriormente, processar e responsabilizar os envolvidos…"

Vice- Governador culpa órgãos federais por tumulto

Ainda segundo O ECO, o vice- governador, Bosco Saraiva (PSDB), que também ocupa a Secretaria de Segurança, declarou que…
"…membros do Ibama teriam ateado fogo, portanto extrapolado aquilo que era uma fiscalização, em balsas em que teriam residências sobre elas, que afetou muitas famílias"
O procurador Aldo de Campos, rebateu irritado:
"…isso acaba configurando uma inversão de valores e, de certa forma, denota uma certa conivência por parte do poder público estadual com as atividades criminosas que estão sendo desenvolvidas na região do município de Humaitá"

Ousadia dos garimpeiros ilegais e o chororô pela RENCA

O desafio ao poder público fica claro em mais esta ação dos garimpeiros ilegais. Foi por motivos como esse, a destruição e ousadia imposta pelo garimpo ilegal, que o Governo Temer pretendeu estabelecer as áreas de mineração na Renca, Reserva Nacional de Cobre e Associados, no leste da Amazônia, confundida pelos babacas de plantão como Unidade de Conservação. E foi violentamente atacado. Até a lindíssima Gisele Bundchen veio emprestar seu chororô ‘pela destruição da Amazônia’. Gisele, linda Gisele, fique onde está, fazendo editoriais de moda. É melhor; você não se expõe ao ridículo…

Problemas do garimpo ilegal na Amazônia

“Essa atividade ilegal é altamente impactante e causa graves danos ao meio ambiente e à saúde humana, além do risco à navegação. Normalmente associado a diversos outros crimes como contrabando e sonegação fiscal, o garimpo ilegal financia a grilagem de terras e contribuiu para o aumento da violência no campo. Este cenário exige atuação firme das instituições públicas.”

E agora, por que ‘artistas’, ‘intelectuais’ e ‘militantes’ não protestam?

A pergunta que fica é: por que agora, com mais este ato de vandalismo, os ‘salvadores da floresta’ não reagiram? As redes sociais estão ocas de protestos por este desacato e consequente destruição do patrimônio público. Dois pesos, duas medidas; burrice aguda?

Fontes: Oeco.org.br; uol.com.br; icmbio.gov.br.


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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Nova espécie de golfinho é descoberto na Amazônia

Em artigo publicado na revista PLoS One, cientistas liderados por Tomas Hrbek, da Universidade Federal do Amazonas do Brasil, descrevem formalmente o ‘Inia Araguaiaensis’, uma nova espécie de golfinho que habita a bacia do Rio Araguaia. É o primeiro boto de água doce  descoberto desde 1918. 

                              A nova espécie da bacia do Araguaia (Foto: news.mongabay.com)

Nova espécie de golfinho isolado por quedas d’água

A descoberta aconteceu depois que Hrbek e seus colegas notaram que um grupo de golfinhos do rio Araguaia foi isolado de outros  por uma série de corredeiras. Análises genéticas demonstraram que o boto (Inia Araguaiaensis) é muito diferente  de outros da Amazônia. O suficiente para ser classificado como uma nova espécie . 

Nova espécie de golfinho e suas diferenças

As diferenças entre o boto do Araguaia e seus parentes mais próximos, o golfinho do rio boliviano Inia, vão além da genética. A nova espécie é menor, tem um número diferente de dentes, e o crânio é mais amplo.

Ameaças à nova espécie de golfinho

Mas não se iluda, a nova espécie já está ameaçada. Eles enfrentam riscos de projetos hidrelétricos, poluição das áreas urbanas, e as de  agricultura, tráfego de barcos e pesca acidental.  Além disso sua população é bastante baixa. Aparentemente,  o número é estimado em cerca de 1.000 indivíduos.
Segundo os responsáveis pela descoberta,
"As populações de médio e alto rio Tocantins são fragmentados por seis usinas hidrelétricas, não incluindo a barragem de Tucuruí, e é provável que tenham muito poucos indivíduos."
Para os cientistas,
"a bacia do Rio Araguaia tem  registrado forte pressão antrópica  através de atividades agrícolas e pecuárias, e a construção de hidrelétricas. E todos estes aspectos  têm tido efeitos negativos sobre a biodiversidade local"
Fonte: Mar sem Fim via news.mongabay.com

 

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Livros Novos na Biblioteca

Cousseau, Maria B., Perrotta, Ricardo G. Peces marinos de Argentina : biología, distribución, pesca 

Guerrero, Raúl A. et.al   Climatología de temperatura y salinidad en el Río de La Plata y su frente marítimo. Argentina-Uruguay

Baldoni, Ana et al.  Atlas de temperatura y salinidad de la plataforma continental del Atlântico Sudoccidental : períodos cálido y frio


Boschi, Enrique E. (Ed.) El mar argentino y sus recursos pesqueros : antecedentes históricos de las exploraciones en el mar y las características ambientales. v.1


Hanlon, Roger T., Messenger, John B.  Cephalopod behaviour 


Rocha, Roberto de Freitas, Seifert Junior, Carlos Alberto. , Krug, Luiz Carlos.  Manual do empreendedor em Ciências do Mar


Brazil.Ministry of Science, Technology and Innovation.Secretariat of Policies and Programs of Research and Development.General Coordination of Global Climate Change.  Third national communication of Brazil to the United Nations framework convention on climate change. 3v.+ executive summary


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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Peixe pulmonado, um tipo exótico, com 400 milhões de anos

Peixe pulmonado, um tipo exótico e diferente

De acordo com o aquário de Chicago Granddad, nome de batismo do peixe, chegou ao local já adulto,vindo da Austrália, e acompanhado de uma fêmea que morreu nos anos 80. Durante este período foi visitado por mais de 104 milhões de pessoas que assim puderam conhecer mais uma espécie rara. Ele era era um peixe pulmonado originário da Austrália, uma espécie com hábitos particularmente sedentários.

Onde vivia originalmente Granddad, o peixe pulmonado que tem 400 milhões de anos!

De acordo com o site da rtp,
"Os peixes pulmonados australianos são nativos dos rios Mary e Burnett, em Queensland. Esta espécie existe há mais de 400 milhões de anos e manteve-se inalterada durante mais de 100 milhões de anos. Estes peixes são conhecidos por terem um único pulmão e, além de serem uma espécie protegida, estão entre os poucos peixes que podem respirar fora de água. Ainda assim, apesar do pulmão, este ser vivo não consegue sobreviver fora de água."

Granddad, honrado com um elogio fúnebre, era uma espécie raríssima

O aquário decidiu abreviar o sofrimento de Ganddad quando o peixe deixou de se alimentar e “apresentou falência de órgãos”. Ele era dos animais mais vistos e queridos no aquário. E não era apenas o mais velho residente, mas também “o peixe mais velho em qualquer zoo ou aquário do mundo”.

O necrológio

"Hoje estamos tristes de compartilhar que a família Shedd se despediu de um de nossos membros mais queridos. O ‘peixe pulmonado australiano’, Granddad (ou Avô), que fez de Shedd sua casa desde 1933, foi humanamente eutanizado domingo devido a um rápido declínio na qualidade de vida associada à velhice.
Em sua longa vida em Shedd, ‘o avô’ ofereceu boas lembranças. E uma conexão compartilhada com o mundo vivo para gerações de visitantes. Pedimos que você mantenha a família Shedd em seus pensamentos durante este momento difícil, especialmente os cuidadores mais profundamente afetados por sua morte."
Parece incrível, mas foi assim que o Shedd Aquarium, de Chicago, se despediu de uma de um peixe pulmonado com 90 anos que morreu esta semana. Poderia ser o obituário de uma pessoa, mas era o necrológio de um peixe que estava no local desde 1933.
 
                              A foto do Granddad publicada pelo aquário de Chicago

 Mais uma imagem…

                              O peixe pulmonado, da família dos Dipnoicos
Esta é a função principal do aquários: ensinar, mostrar as espécies e seus habitats, que são reconstruídos à perfeição, prova maior é esta espécie ter vivido 90 anos em Chicago, para que possam inspirar as pessoas a protegerem os ecossistemas, e conhecerem aquilo que apenas poucos podem ver.
No Brasil o melhor exemplo é o aquário do Rio de Janeiro, recém inaugurado.

Fonte: Mar sem Fim
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Aplicativo encontra artigo científico

O físico Peter Vincent e o estudante Benjamin Kaube, ambos do Imperial College London, criaram um aplicativo para celulares e computadores chamado Canary Haz, que permite acessar com rapidez artigos em revistas científicas. Semelhante ao Spotify, aplicativo que facilita o acesso a milhões de músicas on-line, o Canary Haz conecta-se automaticamente a cerca de 5 mil publicações, a ferramentas de busca de trabalhos acadêmicos, como o Google Scholar, e a sites de bibliotecas universitárias para encontrar uma versão em PDF do artigo procurado. Se o pesquisador tiver acesso limitado a bases acadêmicas de dados, o aplicativo busca versões gratuitas do artigo em acervos de instituições ou em preprints. Kaube, um dos fundadores da startup Newsflo, que mede o impacto dos artigos científicos e foi comprada pela editora Elsevier, começou a pensar em desenvolver o aplicativo ao iniciar a redação de sua tese de doutorado e perceber a dificuldade de acesso a artigos. “Comparado ao Netflix e ao Spotify, é um processo antiquado”, ele comentou, em entrevista ao boletim do Imperial College de 30 de maio. “Os pesquisadores perdem horas pulando de um site para outro para vencer as barreiras das editoras e conseguir os artigos que desejam”, acrescentou Vincent. Os pesquisadores ressaltam que o aplicativo não promove a pirataria de artigos científicos de acesso fechado, como o site russo Scihub. Ele apenas facilita encontrar PDFs de trabalhos que estão escondidos em repositórios da internet.

Fonte: Blog da UCS via Pesquisa Fapesp
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terça-feira, 19 de setembro de 2017

1° Encontro sobre Lixo Marinho do Atlântico Sul

Para maiores informações, favor entrar em contato ou acessar o site www.veleiro.eco.br


Fonte:  Secretaria do IO/FURG
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