quarta-feira, 4 de julho de 2018

Agrotóxicos: Projeto Veneno passa na Câmara!

Agrotóxicos: Brasil abusa no uso de agrotóxicos, vem aí o Projeto Veneno

Se somos ou não, campeões mundiais no uso de agrotóxicos, pouco importa. Diversas, das mais confiáveis fontes citadas neste post dizem que somos dos ‘maiores consumidores’. Para estas fontes, o Brasil é destaque, independe de ser, ou não, número UM. Isso é irrelevante. O que é incontestável, é que  “a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão “contaminados” por agrotóxicos.” Curiosamente, todos que comentaram este post procuram ridicularizá-lo. Põem a culpa no clima tropical, ou no tamanho da aérea cultivada. Alegam que o país usa agrotóxicos ‘normalmente’, sem excessos. Mas nenhum contesta a afirmação que agora repetimos: a “Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão “contaminados” por agrotóxicos.” Leia, em comentários, e confirme.

Aspirina e agrotóxicos

Como disse um dos leitores do post (ver em comentários) “se você tomar aspirinas em dosagens acima das recomendadas também se tornam venenos” com o que, concordamos. O fato é que parece que o País faz isso, ou a Abrasco não diria que ” 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão ‘contaminados’ por agrotóxicos.” Ou seja, usar agrotóxicos, pesticidas, ou seja lá o nome que tiver, faz parte do agronegócio. Já, usá-los em demasia, que parece ser o nosso caso, transforma-os em veneno. Mas, sobre isso, não há uma contestação ao post (de novo, procure em comentários).

‘Agro é tech, agro é pop’?

E, aí, como ficam os defensores do ‘agro é tech, agro é pop‘? Por que será que o agronegócio chamou Nizan Guanaes para ‘trabalhar’ a imagem do setor na maior rede de TV do País, no horário mais nobre, antecedendo votação na Câmara que acaba de aprovar o Projeto Veneno?

Embaixador da ONU é chamado para trabalhar imagem

Pois é, se não sabia, fique sabendo que Nizan não é apenas um dos maiores publicitários brasileiros, dominando o cenário nas últimas duas décadas; ele também “apoiou um grande número de atividades de acordo com muitos dos objetivos e valores da UNESCO. Através de sua carreira e compromisso humanitário, Guanaes fez uma contribuição importante para o mandato da UNESCO no Brasil, e isso foi particularmente fortalecido após a criação da Associação de Empresários e Empresários Amigos da UNESCO em novembro de 2004. (site da UNESCO)” Por isso, desde 2011, é ‘Goodwill Amabassador’, da UNESCO.

‘The future is green and Blue’ (and full of pesticides…)

Ainda de acordo com a UNESCO, “em 2012 Nizan lançou a campanha ‘The  future is green and Blue’, durante Conferência da ONU do Desenvolvimento Sustentável, particularmente através da educação, respeito aos direitos humanos e o meio ambiente.” Seria interessante verificar o que acha a UNESCO sobre “70% dos alimentos in natura consumidos no País estão ‘contaminados’ por agrotóxicos.”

Passou o Projeto Veneno

Nizan, de fato, é um fenômeno. Em plena campanha do ‘agro é tech, agro é pop’ , durante a Copa do Mundo de futebol (concicidência de datas ou mero acaso?), passou na Câmara o Projeto Veneno.

Conheça o Projeto Veneno

Ora raios! Que diabo de projeto é esse? Ele propõe alterações na regulamentação de agrotóxicos. Hoje, fica a cargo de três ministérios: Saúde, Agricultura e Meio Ambiente. Querem passá-lo só para um, Agricultura. De uma demora de cinco anos (para a aprovação), passaria para dois.

Nomenclatura

De agrotóxicos, muda para pesticidas.

Quem defende?

Ruralistas e produtores rurais.

Quem critica?

Ambientalistas e Anvisa.

E o povo da Saúde?

A Anvisa diz que não há estrutura para fazer uma importante avaliação determinada pelo Projeto Veneno:  “produtos com características teratogênicas, ou seja, causadores de anomalias no útero e malformação de fetos”. Segundo o ‘PV‘, “deveriam ser proibidos apenas os que apresentarem risco inaceitável para seres humanos e meio ambiente.”
Quer dizer, então, que há risco aceitável para seres humanos e meio ambiente?

Mais de quatro horas de árduo debate…

Site BR18: “Foram mais de quatro horas de discussão, mas a Comissão Especial que discute as novas regras para o uso dos agrotóxicos aprovou o relatório do deputado Luiz Nishimori (PR-PR). Apelidado de “Projeto do Veneno” pela bancada ambientalista, o relatório oficial aprovado por 18 votos contra 9, sem ainda ter os destaques analisados.”

Mulheres peladas amenizaram votação…

“Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, o deputado César Halum (PRB-TO), por exemplo, se concentrava na foto de uma mulher seminua em seu celular. Flagrado pelo jornal, Halum tentou se justificar colocando a culpa no aparelho, que seria “invadido por besteiras” a todo momento. Enquanto isso, o deputado Victório Galli (PSL-MT) se divertia acompanhando o jogo entre Portugal e Irã pela Copa do Mundo.”

A voz do especialista Paulo Saldiva




Curiosamente, ninguém que contesta este post escreve rigorosamente nada sobre o que falam os médicos. Mas atacam com veemência ‘a ignorância’ do escriba…

Agrotóxicos e Câncer – Estudos Epidemiológicos, por Karen Friedrich

(Karen Friedrich- PHD Toxicologia e Saúde Pública, Departamento de Toxicologia, Instituo Nacional de Controle de Qualidade em Saúde- INCQS – FIOCRUZ. Jaguariúna, outubro, 2013.)
  • Infância – exposição pré-concepção, gestação ou pós-natal
  • Linfomas, leucemias, tumor de cérebro, tumor de Wilm, Linfoma non Hodkin, sarcoma de Ewing (50 estudos – Zahm; Ward’s 1998; Infante_Rivard; 2007 – revisões)
  • Adulta – exposição ocupacional
  • Câncer de pulmão, boca, fígado, próstata, mama, testículos, ovário, cérebro, tireóide,etc.
  • Algumas revisões: J Toxicol Environ Health B Crit Rev. 2012;15(4):238-63; CA Câncer Center J Clin.2013
  • Mar- Apr; 63(2):120-42; Scand J Work Enviran Health 2005;31 supply 1:9-17
Sobre isso também não há uma linha nos comentários.
A seguir, matéria original:

Dedo na ferida

Em artigo escrito para o Estadão, o jornalista Washington Novaes toca o dedo na ferida: apesar dos avanços no campo, o Brasil ‘esconde’ uma  liderança incômoda:  somos campeões no uso de agrotóxicos. De acordo com o jornalista, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA, informam que “28% das substâncias usadas por aqui não são autorizadas”. E agora, com o Plano Veneno, qual porcentagem será?
Ilustração: diarioliberdade.org.br

70% dos alimentos estão contaminados

Segundo Novaes,
"a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) afirma que 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão “contaminados” por agrotóxicos."
E mais:
"o Brasil é o maior mercado de agrotóxicos do mundo, ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas por ano, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante."

Agrotóxicos, tabu

Apesar do assunto interessar a cem por cento dos brasileiros, é quase um tabu. Poucas vezes a mídia lhe dá o devido destaque. Pressão dos ruralistas? Enquanto isso, o mundo discute abertamente a questão.
"Segundo a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU) e a OMS, é urgente diminuir o uso de praguicidas e substituí-lo pelo plantio direto nas lavouras, que reduz as pragas."
O uso excessivo de agrotóxicos também seria um tema relevante a ser debatido por ambientalistas e ruralistas, como prega o artigo Agenda Ambiental para o Desenvolvimento. Fica aqui registrado, apenas para que não saia da pauta.

O Mundo sabe e tira proveito

O sucesso do agronegócio brasileiro chama a atenção. Em abril de 2015, o El País publicou matéria de Marina Rossi, enfatizando que
"mais da metade das substâncias usadas aqui (agrotóxicos) é proibida em países da UE e nos USA"
O título da matéria já demonstra o impacto que ela pode ter nos mercados consumidores de nossos produtos:
"O Alarmante Uso de Agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos"
No corpo do texto, a explicação para o alarme soar.
"Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa"

Retificação importante sobre o Brasil e os agrotóxicos

Como este post provocou polêmica, como se vê abaixo nos ‘comentários’, decidimos pesquisar mais sobre o uso de agrotóxicos. Parece o samba do crioulo doido, mas vamos aos dados:
Se considerar a aplicação por área, segundo a FAO o Brasil é o terceiro.

 A FAO especifica quais categorias usadas e quantidades:
O tipo…

 Em valores absolutos de peso aplicado, o worldatlas.com diz que o Brasil é quinto:
Para o www.worldatlas.com somos o quinto maior consumidor de pesticidas.

Enquanto isso o Estadão afirma, com base em dados de instituições brasileiras, que o Brasil é o maior mercado de agrotóxicos do mundo.
Já o IBGE oferece tabelas com diversos dados de consumo de agrotóxicos,  seriam estes os “dados oficiais”. Interessante notar que os números do órgão não batem com os da FAO. A organização da ONU  mostra que nosso consumo teria sido de pouco menos de 400 mil toneladas (1º gráfico). No mesmo ano o IBGE afirma que foram 477.792, de qualquer maneira, são dados mais altos. Para finalizar, recentemente (maio, 2018) a rede Bandeirantes citou pesquisa cuja fonte não pegamos, dizendo que o Nº1 do mundo, em ‘aplicação por área’, seria a Holanda, o Brasil estaria em 6º lugar…

 

Os leitores e este post

A leitora Cayssa escreveu na seção ‘comentários’ (abaixo) que “também é importante sempre relembrar que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos em termos brutos, pois claro, olhe o tamanho do país, é óbvio que compraremos mais produtos agrotóxicos que outros territórios menores. O último levantamento da FAO feito em 2017 demonstrou que em termos relativos (quantidade de produto aplicado por área plantada), o Japão ficava em 1º lugar, seguido pelos EUA… o Brasil na 12ª posição. É preciso ter cuidado ao afirmar que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, pois esse tipo de afirmação fora de contexto só serve para prestar desinformação à população.”
E, para completar, enviou links com os dados que, mais uma vez, não batem com os aqui revelados…
Outros leitores também se manifestaram, muitos atacando o Mar Sem Fim, como se fôssemos nós os responsáveis.

O que podemos deduzir disso tudo?

Fica claro que, se não somos o Nº1, estamos entre os países que mais usam as substâncias, quanto a isso não resta dúvida. E elas, ao serem exageradas, são extremamente prejudiciais aos seres humanos e à saúde do planeta.
E voltamos aos números da Abrasco que abrem a matéria: “o Brasil é o maior mercado de agrotóxicos do mundo, ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas por ano, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante.” Para os humanos ele aumenta a incidência de certos tipos de câncer, para o planeta contaminam o solo, e prejudicam lençóis freáticos. E para os oceanos e a vida marinha, são a causa das Zonas Mortas que não param de crescer.

Agente Laranja, há mais de 10 anos em análise, é autorizado no Brasil

O El País informa que
"O 2,4-D, por exemplo, é um dos ingredientes do chamado ‘agente laranja’, que foi pulverizado pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, e que deixou sequelas em uma geração de crianças que, ainda hoje, nascem deformadas, sem braços e pernas. Essa substância tem seu uso permitido no Brasil e está sendo reavaliada pela Anvisa desde 2006. Ou seja, faz quase dez anos que ela está em análise inconclusa."
Obs: dada a repercussão deste post pesquisamos sobre o Agente Laranja. De acordo com o wikipedia ” é uma mistura de dois herbicidas: o 2,4-D e o 2,4,5-T. Foi usado como desfolhante pelo exército dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Ambos os constituintes do Agente Laranja tiveram uso na agricultura, principalmente o 2,4-D vendido até hoje em produtos como o Tordon.”

Embrapa: consumo de agrotóxicos cresceu 700% nos últimos 40 anos

A conceituada Embrapa, através do site Ageitec, também aborda a questão. Os dados são devastadores:
"anualmente são usados no mundo aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de agrotóxicos. O consumo anual de agrotóxicos no Brasil tem sido superior a 300 mil toneladas de produtos comerciais. Expresso em ingrediente-ativo (i.a.), são consumidos anualmente cerca de 130 mil toneladas no país; representando um aumento no consumo de agrotóxicos de 700% nos últimos 40 anos, enquanto a área agrícola aumentou 78% nesse período."

Pouco importa a quantidade…

Por todos os números, e diferentes e críveis fontes, fica claro que o Brasil é um dos países que mais usa agrotóxicos. Até aí, nada de mais. O agronegócio vai bem, obrigado, e temos imensa área agrícola. Acreditamos que o mais importante nesta discussão são os dados da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que informa que “70% dos alimentos in natura consumidos no País estão ‘contaminados’ por agrotóxicos.” 
Sabe-se os malefícios que estes produtos causam à saúde humana. Ninguém duvida. O incrível nesta história, é que o país não tem um plano para superar o problema. Isso, sim, é muito grave. Pesquisamos e não encontramos respostas do governo sobre isso. Até quando comeremos veneno? Mas os agrotóxicos não causam problemas só à saúde humana…

O mar, e nossa saúde, pagam a conta

Os agrotóxicos, a falta de saneamento (no Brasil só 40% das residências têm saneamento), a poluição industrial, e até produtos que usamos no corpo, como cremes, remédios, e outros, têm quase sempre o mesmo destino: os mares. O que varia é a forma de chegada. No caso dos agrotóxicos, a via expressa são os rios que deságuam no mar; no caso dos remédios e cremes que usamos, somos nós mesmos os agentes quando frequentamos o litoral.
Rios deságuam no mar

90% da cadeia de vida marinha começa no litoral

O problema é  grave porque 90% da cadeia de vida marinha começa neste espaço de transição entre a terra, e a água, exatamente os mesmos locais onde vão parar os restos desta sopa mortal. Conseguimos a façanha de inverter o conceito do moto-perpétuo. Quanto mais poluímos este espaço, mais agredimos nossas entranhas porque a poluição volta pra dentro da gente.

A sociedade precisa deixar o papel de figurante e assumir o de protagonista

Além dos alimentos que vêm do campo, contaminados, há os que saem do mar com o mesmo problema. Ambos encontram seu destino final em nossos estômagos. Continuar este ciclo é no mínimo, estúpido. Sair dele, então, parece tarefa de gigante. Exige que a sociedade acorde e  reaja. Não pode ficar omissa. Ela precisa deixar o eterno papel  de figurante para assumir o de protagonista. Exigir seus direitos, participar dos debates, praticar cidadania, são algumas das ferramentas.

Nossa ação com agrotóxicos, e outras formas de poluição, atinge a Antártica

A bióloga Fernanda Imperatrice Colabuono, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), estudou os petréis-gigantes das ilhas Elefant, e Livingston, no arquipélago das Shetland do Sul, na Península Antártica, e confirmou, a partir de amostras de sangue,  a presença de diversas substâncias nocivas, entre as quais o DDT, pesticida banido nos Estados Unidos em 1972, quando se constatou que seu uso ameaçava a sobrevivência de diversas espécies de aves de rapina.
"Nos verões antárticos de 2011/2012 e 2012/2013, Colabuono coletou amostras de sangue de 113 indivíduos e constatou a presença de contaminantes orgânicos como bifenilos policlorados (PCBs), hexaclorobenzeno (HCB), pentaclorobenzeno (PeCB), diclorodifeniltricloroetano (DDTs) e derivados, o pesticida clordano (banido nos Estados Unidos em 1988) e o formicida Mirex (banido nos Estados Unidos em 1978 e recentemente no Brasil)"
Até nos locais mais profundos, como os 11 mil metros  na fossa das Marianas, foram encontrados em pequenos amphipodas, espécie de crustáceos, ‘concentrações extremamente altas’ de PCB (bifenilos policlorados), e PBDE (éteres difenílicos polibromados).

Os poluentes são cancerígenos

Segundo Colabuono, todos esses poluentes orgânicos são persistentes no meio ambiente, têm ação cancerígena, causam disfunção hormonal e problemas reprodutivos. Os resultados foram publicados num artigo em Environmental Pollution.

DDT só foi proibido no Brasil em 2009

O Brasil é atualmente o maior consumidor mundial de agrotóxicos. O uso do DDT só foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),  em 2009 – mas, como ele persiste no meio ambiente, sua presença ainda é detectada nos tecidos de animais como o petrel. A preocupação de Colabuono em acompanhar a vida de seus petréis-gigantes tem fundamento

O rei da contaminação costeira, são os pomposos “poluentes orgânicos persistentes”

Para se ter uma ideia de nossa ação, saiba que o rei da contaminação costeira, no mundo, são os pomposos “poluentes orgânicos persistentes“, como dizem os cientistas, ou, como explica o Professor Frederico Brandini, Diretor do IOUSP:
"cataflan, prozac, anticoncepcional, cafeínas, substâncias que a sociedade consume há décadas, que eliminam pela urina, que vão para os lençóis freáticos, e acabam parando no mar. Pior..não há bactérias capazes de degradarem estas substâncias que são oriundas de  loterias bioquímicas produzidas pelo homem…"

Moral da história

Somos todos responsáveis, temos a obrigação de deixar a menor pegada possível. Não é preciso lembrar que estamos aqui de passagem. Há muito o que fazer mas, um dos caminhos, é pressionar o poder público. Cobrar o Estado, que deve assumir sua parte. Nada contra o agronegócio, tão importante para o país. Mas também é preciso pressionar os ruralistas e, no caso da poluição por plástico,  a Abiplast, Associação Brasileira da Indústria do plástico. Ao mesmo tempo, é obrigatório que a população faça reciclagem. A ocupação da zona costeira não pode ficar refém dos caprichos da poluição e especulação imobiliária. Seria apequenar, abandonar, o bioma marinho.

Fonte: Mar Sem Fim


 









 

 

FURG assina memorando com universidade do Canadá

Concordia University of Edmonton é a quinta instituição do país com vínculo ativo com FURG

Assinado na última segunda-feira de julho (25), o Memorandum of Understanding (MoU), oficializa o acordo de cooperação, que por sua vez, representa um passo importante no estreitamento dos laços acadêmicos entre ambas instituições, além de reforçar os laços de amizade e cooperação entre ambos países. O documento garante às universidades a possibilidade de trocar ideias entre si, assim como enviar e receber estudantes, professores e técnicos em qualquer um dos programas oferecidos pelas academias.
Sobre a Universidade
Segundo informações colhidas no site oficial da universidade, a intenção da instituição canadense é a de promover uma experiência de ensino e convívio diferente das habituais universidades canadenses, uma vez que estas unidades acadêmicas promovem pouca interação entre estudantes e professores de áreas diferentes. Abordagem esta que a Concordia University of Edmonton há quase 100 anos desconstrói a partir da promoção de uma edificação intelectual coletiva, criando uma cultura única de interação universitária não baseada nos interesses individuais, mas sim em um interesse maior, focado no conhecimento amplo e geral sobre diversas questões, onde todos contribuem.
As interações são tão expressivas que um estudante de administração, por exemplo, pode se formar com bases fundamentadas em história, filosofia e conhecimentos indígenas. Este é um dos diversos aspectos em que a universidade canadense se assemelha com a visão programática da FURG.
Como a própria instituição se define, a Concordia University of Edmonton, é pequena o suficiente para que cada estudante seja essencial, mas, ao mesmo tempo, expressiva o bastante para atrair a atenção global, principalmente através de sua política de internacionalização e os acordos de cooperação com diversas universidades do mundo. Ainda em tempo, a academia canadense tem como principal característica a intenção de promover a atividade prática. “Nós podemos tentar qualquer coisa. Nós podemos mudar as direções. Nós podemos ser a melhor versão de nós mesmos”, diz um dos slogans da universidade.
A cidade
Edmonton é a cidade capital da província de Alberta, estando próxima do famoso rio Sasketchewan, e também é o quinto maior município canadense. Além dessas atribuições, Edmonton ganhou o apelido de “a cidade festiva do Canadá”, pois representa um centro cultural efervescente hospedando uma série de festivais ao longo do ano, sendo conhecida também por ser um dos lugares com mais parques em todo país, atingindo a marca de quase 4 mil hectares de área verde.

Fonte: Secretaria IO/FURG

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Aquicultura e pecuária e os estoques de peixes

Aquicultura e pecuária ameaçam os estoques de peixes, fato novo detetado em estudo

“Anchovas, arenques, sardinhas e outros peixes forrageiros (que servem como alimentação para criações) desempenham papel essencial na cadeia alimentar. Assim como aves marinhas, mamíferos marinhos e peixes maiores como salmão. Quando moídos em farinha de peixe e óleo, são a principal fonte de alimento para mariscos cultivados e os animais terrestres, como porcos e aves. Agora, novo estudo mostra que a aquicultura e pecuária colocam as espécies em perigo de extinção.” Matéria do site phys.org.
Peixes forrageiros

Aquicultura e pecuária e os estoques de peixes

‘O consumo de frutos do mar supera o crescimento de outros setores de alimentos. E continua a crescer em todo o mundo. Frutos do mar de criação – também chamados de aqüicultura – aumentaram rapidamente para atender à demanda. Significa que a agricultura aquática exerce maior pressão sobre os menores peixes colhidos para alimentar seus colegas de criação, como salmão, carpas e tilápias.’

O novo estudo

Apareceu on-line na Nature Sustainability. E mostra que, “se as práticas atuais de aquicultura e pecuária permanecerem inalteradas, os estoques de peixes forrageiros provavelmente estarão em perigo até 2050, possivelmente mais cedo. Mesmo se todos os estoques forem pescados de forma sustentável. A equipe, que inclui pesquisadores da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, e Universidade de Washington, descobriu que  mudanças sensatas eliminariam esse limiar.”

Crescimento da aquicultura para frutos do mar

“A aquicultura cresce cerca de 6% ao ano. Produz atualmente 75 milhões de toneladas de frutos do mar no mundo.  Pesquisadores acreditam que esta é a primeira tentativa de medir as demandas projetadas de peixes forrageiros para aquicultura e pecuária, considerando as medidas que podem ser tomadas para manter populações saudáveis ​​e estáveis ​​de peixes selvagens em vários setores.”

Alimentar peixe com peixe é sustentável?

“A aquicultura é o setor de alimentos que mais cresce no mundo. Superou a carne bovina. Assim como a produção de frutos do mar, ou peixes silvestres. Há muita preocupação com o uso de peixe. E, se o que estamos fazendo – alimentar peixe com peixe – é sustentável”, disse o principal autor Halley Froehlich, pós-doutorado no Centro Nacional de Análise e Síntese Ecológica da UC Santa Barbara.”

Peixes de cardume, os escolhidos

“Anchovas, sardinhas e outros peixes do tamanho da palma da mão, são espécies de cardume. Processados ​​em farinha de peixe e óleo para outros peixes e crustáceos que são criados em fazendas no mundo. Mas os estoques vivos também os comem.”
Carpas comem peixes forrageiros
“Na aqüicultura, carpas são algumas das maiores consumidoras de peixes forrageiros. Embora salmão e camarão não dependam delas para serem cultivados.” O salmão selvagem está próximo da extinção, motivo pelo qual passou a ser criado em fazendas. Sem, entretanto, bons resultados até o momento.

Simulações de computador para aliviar a pressão

“Os autores usaram simulações de computador. Examinaram cinco maneiras diferentes que setores de aquicultura, pesca e agricultura poderiam mudar para aliviar a pressão. Descobriram que a eliminação em alimentos para as carpas e outros peixes de água doce produz a maior economia de peixes forrageiros ao longo do tempo, em comparação com o modelo usual de negócios. Esses peixes não precisam comer outros (peixes) da natureza para sobreviver. Produtores alimentam-nos com farinha de peixe e óleo simplesmente porque ajuda a crescerem mais rápido.”
Importante:
Para cada quilo de farinha de peixe são necessários cerca de três quilos de peixe. Logo, a conta não fecha. Fica longe do mais propalado substantivo feminino hoje declinado: ‘sustentabilidade’.

Pecuária: suínos e aves também são alimentados com peixes forrageiros

“Também foi benéfico um cenário que removeu peixes forrageiros de rações para suínos e aves – tendência das últimas décadas. Projeções indicam que a recuperação das partes não utilizadas de peixes de criação e silvestres na China, e o processamento das aparas em farinha de peixe, ajudariam a esticar de forma sustentável, mas não resolver completamente o conteúdo de proteína dos peixes forrageiros.”

Atum e salmão de criação também se alimentam de peixes

“Ao modelar vários cenários, pesquisadores analisaram os maiores consumidores de peixes forrageiros, considerando a praticidade de remover essa fonte de alimento das dietas de várias espécies. Por exemplo, cortar peixe forrageiro de salmão de criação e dietas de atum é mais difícil porque esses peixes caçam outros peixes na natureza e precisam mais proteína animal para sobreviver. Tirá-lo de dietas de carpa e porco, porém, é menos prejudicial para o crescimento desses animais.”
Se você quer fazer a diferença, pare agora de consumir qualquer das espécies citadas, especialmente, o atum. Não há no horizonte outra solução que garanta biodiversidade marinha às futuras gerações. Ou isso, ou a opção de Cousteau (abaixo).

Quanto peixe os seres humanos comerão no futuro, quebracabeça do moto-perpétuo ao contrário

“O grande desconhecido, disseram, é quanto peixe os humanos vão comer no futuro se as dietas favorecerem cada vez mais os frutos do mar em detrimento de outras carnes. Esta tendência ascendente requer um mercado de aquacultura ainda maior, o que, por sua vez, exigiria mais peixes forrageiros para uso como alimento.”
Infelizmente, chegamos a mesma opinião de Jacques Cousteau: o controle populacional humano, e consequente diminuição da população, parece ser opção única do momento.

Fonte : Mar Sem Fim

 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Lagoa dos Patos

A NASA disponibilizou uma belissima imagem Landsat 8 da Lagoa
dos Patos. 
 
https://oceancolor.gsfc.nasa.gov/cgi/image_archive.cgi?i=573 
 
 
Fonte: Secretaria IO/FURG

terça-feira, 26 de junho de 2018

Novos livros e fascículos de periódicos adicionados ao acervo

African Journal of Marine Science, 2018, volume 40(1)

Marine and freshwater research, 2018, volume 69(5)
Bulletin of the Museum of Comparative Zoology, 2018, volume 161, number 10
Marine biology research 2018, vol 14, no 1
Protrindade : programa de pesquisas científicas na Ilha da Trindade : 10 anos de pesquisa

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Importância dos corais, saiba por quê

Importância dos corais e suas ameaças mundo afora

Por sua biodiversidade, a importância dos corais é fundamental para a vida marinha. Eles são como as florestas tropicais para a fauna e flora mundiais. Não há nada que se compare aos corais no mar. Cerca de 1/4 de todas as espécies de peixes dependem deles para sobreviver.

O que são corais?

Uma das 900 ilhas, neste caso um atol, cercadas de corais por todos os lados. (foto:reiselustigunterwegs blogspot com br)

 

Corais são animais cnidários, formam colônias exclusivamente marinhas. O corpo deles é chamado de pólipo, uma estrutura cilíndrica em forma de saco, com uma cavidade interna que se abre apenas em uma extremidade: a boca.  Cada indivíduo em uma colônia de coral é chamado de pólipo. Um recife de corais é coberto por milhares de pólipos. Quando morrem, novos pólipos crescem por cima dos esqueletos e assim por diante.

A formação dos corais

Eles existem há cerca de 250 milhões de anos. Para que haja a formação de corais, acontece uma simbiose ou seja, uma associação entre espécies de corais e microalgas. Um depende do ouro. As algas vivem no interior dos corais. Como plantas, elas passam pela fotossíntese que libera compostos orgânicos para os corais. Estes, liberam produtos que fazem com as as algas sobrevivam e cresçam ao seu redor. 

Onde ficam os corais

Eles ocorrem principalmente em regiões de águas quentes, claras e rasas mas, nas últimas décadas, também foram registrados em águas profundas em vários países do mundo.
Os corais são encontrados em mais de cem países e territórios. Os recifes de coral distribuem-se formando um anel na região equatorial/tropical do globo terrestre. Ocorrem principalmente do lado ocidental dos oceanos Atlântico e Pacífico.
Os recifes de coral cobrem cerca de  284.300 km². A região do Indo-Pacífico (Mar Vermelho, Oceano Índico, Sudeste Asiático e Oceano Pacífico) contribui com a maior parte (91,9%). Os recifes do Oceano Atlântico e do Mar do Caribe têm 7,6% do total.

Quais são os tipos de corais

São três: os de franja, de barreira e o dos atóis. Os dois primeiros, são continentais; o terceiro,  oceânico. Os continentais  crescem nas margens continentais. Os oceânicos, em pleno oceano e quase sempre relacionados a montanhas submarinas.

Importância dos corais: 65% dos peixes dependem deles, remédios e proteção da costa

Como habitat marinho, é o mais rico de todos. Uma, em cada quatro espécies marinhas vive nos recifes. Incluindo 65% dos peixes. Mais de 5.000 espécies de peixes, 10.000 de moluscos e uma quantidade incontável de algas e crustáceos vivem e se reproduzem em torno das estruturas coralíneas. Protegem a costa da ação inesperada das ondas. São fontes de matéria-prima para pesquisas farmacológicas. Alguns tipos foram transformados em medicamentos para abaixar a pressão arterial, antibióticos, antitumorais, entre outros. Estima-se que 500 milhões de pessoas residentes em países em desenvolvimento tenham algum tipo de dependência dos serviços oferecidos por este ecossistema (Wilkinson, 2002).

Os maiores corais do mundo

 A Grande Barreira de Coral, da Austrália (que sofre imensas ameaças), é a maior formação recifal do planeta, com uma área contínua de 350.000 Km2. Ela tem 2.600 quilômetros de extensão, com a largura variando entre 30, até 740 quilômetros! Pode ser vista do espaço. Esta formação tem mais de 400 espécies  diferentes.

 
A importância dos corais. A Grande Barreira pode ser vista do espaço! 

 Em segundo vem a a barreira de corais de Belize. Em seguida, os recifes de Coral do Mar Vermelho – localizados ao longo da costa do Egito, com 1.900 Km de extensão. O recife da Nova Caledónia tem 1.500 km, no Oceano Pacífico. Barreira de coral Mesoamericana, com 943 Km, no Atlântico, próximo ao México, é outra das grandes formações. Uma medida de sua importância, foi a tomada por este país, o México, que fez seguro de seus corais. No mundo há mais de 2.000 espécies conhecidas.
A importância dos corais mesoamericos.

Ameaças aos corais no mundo: acidificação da água do mar

Uma das maiores é acidificação das águas marinhas em razão do aquecimento global. Os gases de Co2 são absorvidos pelas algas do fitoplâncton, a forma mais abundante de vida vegetal do planeta. Durante o processo de fotossíntese as algas ‘sequestram’ o dióxido de carbono, ao mesmo tempo em que o depositam no fundo do mar. No processo, produzem mais de 50% do oxigênio que respiramos. Mas, com o excesso  que está provocando  o aquecimento, a água dos oceanos, antes alcalina, está ficando mais ácida. E isso mata os corais. Esta é a grande charada da nossa geração. Turismo desordenado, poluição marinha, turbidez da água, pesca predatória , e até aterramento de corais (China) são outras ameaças.

Aquecimento provoca diminuição das algas do fitoplâncton: outra ameaça ao coral

As algas são fundamentais para o coral. Lembre-se da ‘simbiose’ explicada acima. A revista Nature  publicou os resultados de uma  pesquisa arrasadora. Ela aponta evidências que o aquecimento  está atacando a base da cadeia alimentar de vida marinha diminuindo a quantidade de algas do fitoplâncton.
Conclusão da pesquisa da Nature:
" nos últimos 60 anos houve queda de 40% das algas do fitoplâncton. De acordo com os cientistas, a diminuição estaria ligada ao aquecimento do planeta, e ao aumento da temperatura dos oceanos."

Importância dos corais na costa brasileira

O Brasil tem pequena variedade de corais  de águas rasas. Na costa brasileira há registros de 16 espécies de corais-pétreos ou verdadeiros e corais-de-fogo (escleractínios recifais, ou seja, formadores de recifes), distribuídas em 10 gêneros e oito famílias. Considerando todos os tipos , metade das espécies registradas no Brasil só ocorrem em nossas águas: de 46 espécies, 21 (46%) são exclusivas do Brasil.
Eles se estendem desde a foz do Amazonas (recentemente descobertos), até Nova Viçosa, no sul da Bahia, uma faixa de mais de 3.000 quilômetros, sem falar nas ilhas oceânicas como Atol das Rocas, Fernando de Noronha, e Abrolhos.
Abrolhos: maior concentração de corais do Atlântico Sul

Os corais do Atol das Rocas

Maus tratos aos corais brasileiros

O aquecimento global  está provocando o branqueamento dos corais. Os corais de Abrolhos, o maior banco do Atlântico Sul, já apresentam sintomas da praga.
Os corais do Nordeste sofreram abusos inacreditáveis. Até a década de 70 eram arrancados do mar com tratores ou ferramentas pesadas, e levados para a praia. Picados e colocados  em fogueiras, com madeira das matas adjacentes. O resultado do processo era a transformação do carbonato de cálcio dos corais em  cal.
Outra ameaça é a monocultura da cana-de-açúcar que ocupou o lugar da Mata Atlântica no Nordeste e, hoje, está praticamente ‘grudada’ à costa. Quando chove a água lava o chão da lavoura, a enxurrada vai pro mar provocando turbidez da água. Corais precisam receber luz, ou seja, precisam água limpa. Sem falar em agrotóxicos e outros produtos químicos que prejudicam as formações coralíneas.

Importância dos corais e o mito da infinitude

A falta de atenção com a saúde dos oceanos pode ser considerada uma ‘bobeira mundial’, alimentada pelo mito da infinitude. Hoje, o mundo civilizado corre atrás do prejuízo enquanto países irresponsáveis como o nosso, continuam ‘dormindo em berço esplêndido‘. Apesar de todas as novas reservas marinhas, criadas em 2015, 2016 e 2017 especialistas alertam que
"apenas pouco mais 2% da área total dos oceanos estão protegidos. Isso representa muito pouco. Há um longo caminho até chegarmos nos 30%, que é a área necessária a ser protegida se quisermos garantir a sustentabilidade dos organismos marinhos para as futuras gerações".
Fonte: Mar Sem Fim

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes tem volume publicado em revista internacional





 O Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (Goal) divulga o recém-publicado volume 149 da tradicional revista Deep-Sea Research (Part II), intitulado: Oceanographic processes and biological responses around Northern Antarctic Peninsula: a 15-year contribution of the Brazilian High Latitude Oceanography Group (Goal). O volume traz uma coletânea de dois artigos introdutórios e 20 trabalhos científicos que reportam importantes resultados destas atividades, desde a oceanografia clássica (nas suas áreas de biologia, química e física), passando por aspectos das interações entre o oceano-atmosfera-criosfera, biogeoquímica marinha até a biologia e ecologia de mamíferos marinhos.
A porção norte da península Antártica é composta por um conjunto de ambientes únicos do ponto de vista oceanográfico, englobando os estreitos de Bransfield e Gerlache, porção noroeste do Mar de Weddell e o sul do Estreito de Drake. Vários desses ambientes têm se mostrado sensíveis do ponto de vista climático e, recentemente, têm apresentado diversas alterações nas suas características físicas, biogeoquímicas e na sua biota associada. Ao mesmo tempo, o Goal, sediado na FURG e com diversas instituições colaboradoras no Brasil e exterior, desde a sua concepção em 2002, tem trabalhado intensamente nesta área. Neste período de 15 anos, o Goal construiu um banco de dados único da oceanografia desta região, o que tornou possível a idealização e materialização do volume 149.

Fonte: Site da Furg, em 14/06/2018