terça-feira, 2 de agosto de 2016

Capas dos Livros Novos na Biblioteca - Julho 2016










Arrecadação de livros para o Projeto Arvoreteca




Nos dias 10 e 11 de Agosto as Bibliotecas da FURG promoverão uma campanha para arrecadação de livros de literatura a serem doados para o Projeto Arvoreteca. A campanha culmina no Dia do Estudante e tem objetivo promover e incentivar a leitura para além do ambiente universitário. 
 
Arvoreteca é um projeto de extensão da Universidade que arrecada livros por meio de doações e, posteriormente, os distribui para a comunidade externa. A atividade de distribuição dos livros se dá de uma forma alternativa: os livros são pendurados nos galhos das árvores da Praça Tamandaré, praça de grande circulação centralizada na cidade de Rio Grande, e os passantes podem “colher” das árvores os livros de seu interesse. Neste ano, o projeto já foi aplicado por duas vezes na Praça e a experiência foi bastante positiva, tendo obtido boa receptividade por parte da comunidade riograndina que circula pelo local.

A campanha para arrecadação dos livros se dá, portanto, por meio de pedidos de doações. Pede-se que sejam doados livros de literatura infantil, infanto-juvenil, gibis e literatura em geral, e que o material doado esteja em bom estado de conservação. Usuários das bibliotecas que possuam alguma pendência com as mesmas podem regularizar sua situação doando livros nos dias da campanha.
 
Para maiores informações dirija-se à biblioteca do SiB que mais freqüenta ou entre em contato com a coordenadora do projeto Flávia Reis de Oliveira, pelos telefones: (53) 32935385 e (53) 84627066.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Última semana para inscrições no Prêmio Pesquisador Gaúcho


Reconhecimento à comunidade científica gaúcha.

Inscrições para o Prêmio Pesquisador Gaúcho 2016 encerram na próxima sexta-feira dia 29 de julho.

A premiação, uma promoção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT), foi criada com o objetivo de reconhecer o trabalho dos pesquisadores nas mais diversas áreas do conhecimento, destacando a importância do investimento científico, tecnológico e de inovação para alavancar o desenvolvimento econômico do Estado.

Nesta 6ª edição, serão contempladas sete áreas do conhecimento (pertinentes ao ano par), na modalidade Pesquisador Destaque: Arquitetura, Urbanismo e Design; Engenharia; Física e Astronomia; Geociências; Matemática, Estatística e Computação; Interdisciplinar e Química.

Também serão contempladas categorias com foco na inovação tecnológica, destinadas a jovens cientistas e pesquisadores atuando em empresas e na área industrial.
A distinção vai reconhecer uma pesquisa alusiva ao Ano Internacional do Entendimento Global, proclamado pela UNESCO, celebrando a contribuição relevante para o desenvolvimento sustentável visando alcançar uma melhor compreensão dos efeitos mundiais das atividades cotidianas locais.

A solenidade de premiação será realizada no dia 6 de outubro, no Salão de Convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FiIERGS).

As inscrições devem ser realizadas até o dia 29 de julho de 2016, por meio do endereço www.premiopesquisadorgaucho.rs.gov.br

Categorias em disputa:
- Pesquisador Destaque em sete áreas do conhecimento (ano par)- Arquitetura, Urbanismo e Design; Engenharia; Física e Astronomia; Geociências; Matemática, Estatística e Computação; Interdisciplinar e Química.
- Jovem Inovador;
- Pesquisador na Empresa;
- Pesquisador na Indústria;
- Destaque Especial ao Ano Internacional do Entendimento Global.
 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Temporada de Baleias 2016 Inicia com Muitas Avistagens de Jubartes no Sudeste


Quando o Projeto Baleia Jubarte concluiu a análise de dados de pesquisa em 2015 que indicavam um crescimento animador da população brasileira de jubartes – cerca de 17.000 animais – já se imaginava que em 2016 continuaríamos a ver uma presença maciça delas ao longo de nosso litoral. Mesmo assim, a chegada das jubartes para a temporada reprodutiva de 2016 vem superando todas as nossas expectativas, a começar pelo grande número de animais vistos ao longo da costa Sudeste, em especial São Paulo e Rio de Janeiro, e também no Sul, em Santa Catarina. Apesar de isso também preocupar a equipe de pesquisadores do Projeto, em função de um número anormalmente alto de encalhes e emalhes de baleias em redes (veja detalhes na edição anterior da Newsletter), por outro lado o crescimento de avistagens sinaliza, além do aumento populacional, a abertura de mais oportunidades para a pesquisa científica e o desenvolvimento da observação das baleias pela população, que precisa ser melhor esclarecida sobre as normas federais para regular a avistagem e evitar o seu molestamento (dentre elas, não se aproximar a menos de 100 metros com o motor da embarcação engrenado, não interceptar ou tentar dirigir o curso de deslocamento dos animais, e só reengrenar o motor com baleias visíveis na superfície a mais de 50 metros). O Diretor de Meio Ambiente do Yacht Club de Ilhabela e colaborador do Projeto Baleia Jubarte, Julio Cardoso, é um dos mais entusiasmados apoiadores da pesquisa das jubartes no Sudeste, e tem fornecido imagens e informações valiosas para entender essas aparições de baleias na região de Ilhabela e Abrolhos. Para Julio, “este está sendo o inverno das jubartes no litoral sudeste. Pessoalmente navegando com meu barco, a Ballerina, entre os arquipélagos de Ilhabela e Alcatrazes no litoral norte paulista, registrei entre 3/07 até 16/07/16 o incrível número de 23 jubartes! Todos devemos cuidar para que estes seres incríveis, que aqui nos visitam de passagem, possam continuar a fazer isso com segurança!”

A Coordenadora do Projeto Baleia Jubarte, Bióloga Márcia Engel, afirma que “a recuperação populacional das baleias-jubarte, que estão se tornando cada vez mais frequentes em regiões onde há poucos anos eram raramente observadas, como o sul e sudeste do Brasil, é surpreendente: num momento em que observamos o colapso dos oceanos, com a extinção em massa de muitas espécies, o aumento das populações de baleias está na contramão deste processo. É claro que precisamos estar atentos pelo efeito sinérgico de vários fatores de impacto, que rapidamente poderão reverter esta situação”. 


Convite para palestra na Estação Marinha de Aquicultura - FURG

O Programa de Pós Graduação em Aquicultura informa que no dia 9/8/2016 as 11 horas no Auditório da EMA será realizada a Palestra:"Manipulación ambiental e inducción hormonal a la puesta en teleósteos marinos" que será ministrada pelo Prof. Dr. Gonzalo Martinez-Rodriguez da CSIC - da Espanha.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Seminário Estação Ecológica do TAIM - 30 Anos

Seminário Estação Ecológica do TAIM - 30 Anos: Conservando a Biodiversidade

 

Ocorre nos dia 30 e 31 de Agosto de 2016, no CIDEC-Sul na FURG uma série de palestras, mesas redondas e apresentação de painéis, cujo tema gira em torno da biodiversidade e das ações de conservação da Estação Ecológica do Taim.

As inscrições podem ser feitas nos dias 01 a 15 de Agosto, através do  Sistema de Inscrições da FURG (www.sinsc.furg.br) e custam R$ 25,00.

Mais informações sobre programação e instruções para resumos e pôsteres podem ser acessadas abaixo:




terça-feira, 19 de julho de 2016

Sons submarinos

Hidrofones revelam a paisagem sonora do fundo do mar 


MARCOS DE OLIVEIRA | ED. 242 | ABRIL 2016

Para assistir ao vídeo clique AQUI.
No Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, distante 42 quilômetros da costa, é proibido pescar. O local serve para reprodução de organismos aquáticos e permite-se apenas o mergulho com guias em dias e horários delimitados. Como essa determinação nem sempre é seguida, a equipe do professor Linilson Padovese usa o local para testar um equipamento autônomo de monitoramento acústico submarino instalado no fundo do mar, desenvolvido no Laboratório de Dinâmica e Instrumentação (Ladin) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). “Detectamos, por exemplo, o ruído dos motores dos barcos entre 20h30 e 23 horas. Os pescadores chegam, desligam o motor, demoram de duas a três horas e vão embora”, diz Padovese.

O equipamento é composto por um hidrofone, uma espécie de microfone especial para captar ondas sonoras embaixo d’água, além de um conjunto eletrônico de gravação e baterias. “O teste na Laje de Santos foi um dos primeiros experimentos que realizamos com o aparelho”, diz Padovese. Tudo começou quando o pesquisador pensava em estudar o processamento de sinais acústicos marinhos, uma área ainda incipiente no Brasil. “O problema é que não existe fábrica de hidrofones e de equipamentos para hidroacústica no país e, no exterior, os aparelhos custam entre US$ 5 mil e US$ 30 mil, dependendo da configuração e uso.” Outro empecilho é que os hidrofones mais sofisticados, por terem uso militar em navios e submarinos, sofrem restrição comercial, precisando da autorização de venda dos governos onde estão as fábricas.

Padovese decidiu então desenvolver tecnologia própria nessa área. “Projetamos um gravador eletrônico, de baixíssimo consumo de energia, que registra os sons em cartões SD, iguais aos de câmeras fotográficas, que é instalado com pilhas alcalinas em um recipiente cilíndrico vedado”, explica. “Fizemos alguns exemplares que foram cedidos, em parceria, para grupos de pesquisa e estamos monitorando experimentalmente a Laje de Santos e Alcatrazes [arquipélago no litoral norte paulista integrante da Estação Ecológica Federal Tupinambás, onde também não é possível pescar e navegar nas proximidades].” Esses últimos possuem quatro cartões SD com capacidade para 128 gigabytes (GB) cada e pilhas para uma autonomia de até cinco meses de monitoramento contínuo. “O equipamento pode ser programado para realizar uma gravação contínua ou agendada”, diz. Com essa estratégia, é possível manter o equipamento embaixo d’água por até um ano. O aparelho foi testado em relação à vedação em até 300 metros de profundidade, mas a instalação e a retirada na Laje de Santos e em Alcatrazes foram realizadas por mergulhadores a 20 metros.

Saber o horário de invasão do espaço marítimo do parque marinho facilita a abordagem das lanchas de fiscalização da Fundação Florestal, da Secretaria do Meio Ambiente estadual, gestora do Parque da Laje de Santos, ou da Polícia Militar Ambiental. “Também já pensamos em um sistema de monitoramento acústico submarino em tempo real, com a conexão do hidrofone a um equipamento de transmissão por rádio a partir da Laje até a sede da fundação em São Vicente [SP]”, diz Padovese.

Para o gestor do Parque da Laje de San-tos, José Edmilson Mello Júnior, o hidrofone mostrou-se importante para a fiscalização e proteção ambiental. “O local é uma unidade de conservação de proteção integral e se a fiscalização parar um barco, mesmo que esteja apenas passando com apetrechos de pesca, os ocupantes podem ter os equipamentos apreendidos e recebem multa”, explica Mello Júnior. Padovese conta que é possível registrar e estudar vários outros tipos de eventos acústicos, alguns a muitos quilômetros de distância – na água, o som viaja quase cinco vezes mais rápido e pode ser detectado a distâncias muito maiores do que no ar. Vocalizações de baleias e movimentos de cardumes de peixes podem ser identificados. Em geral, os dados são estudados na forma de gráficos, chamados de espectrogramas, que mostram como o conteúdo de frequências acústicas varia com o tempo.


Processamento de dados

 
O volume de dados obtidos com um hidrofone é grande. Para processar as informações, o grupo da Poli desenvolveu um software que permite essa visualização tempo-frequência do som e possibilita o reconhecimento de padrões de sinais. Os pesquisadores conseguem, por exemplo, identificar diferentes espécies de peixes utilizando apenas esses sinais acústicos, assim como de baleias, que têm um registro bem característico das vocalizações. No caso particular de cardumes de peixes, associar os diferentes padrões acústicos com as espécies ainda depende de um estudo multidisciplinar, com pesquisadores das áreas de biologia, oceanografia ou ciências do mar.



Para Mello Júnior, a necessidade inicial é fazer um levantamento dos animais que frequentam a Laje, como as baleias e golfinhos. “Três ruídos podem atrapalhar a vida desses mamíferos na bacia de Santos: a prospecção de petróleo na região do pré-sal, o emissário submarino [que leva o esgoto tratado para o alto-mar] e a área relacionada ao fundeio de navios do Porto de Santo.” Padovese estabeleceu uma parceria e cedeu os hidrofones para um grupo que estuda baleias jubarte (Megaptera novaeangliae) no município de Uruçuca, próximo a Ilhéus (BA). “Acompanhamos visualmente entre julho e novembro as baleias a partir de um morro na serra Grande a 90 metros acima do mar. O registro acústico com o equipamento foi importante porque complementa o visual, principalmente nessa fase em que elas estão parindo e nadam com os filhotes”, diz Júlio Baumgarten, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), de Ilhéus. Duas vezes no ano foram instalados três aparelhos no fundo do mar capazes de fazer o registro acústico de uma área de cerca de 200 quilômetros quadrados. “Com a gravação podemos acompanhar a atividade das baleias inclusive à noite”, diz.

O equipamento autônomo para uso no fundo do mar já está pronto, teve financiamento da FAPESP e é similar aos que existem no exterior. Padovese estima que o modelo construído por sua equipe custaria no mercado entre US$ 2 mil e US$ 4 mil. A tecnologia desenvolvida também está sendo utilizada e otimizada em parceria com o Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), no Rio de Janeiro.

“Tem crescido muito a demanda por estudos de impacto de ruído acústico submarino na fauna marinha, gerados por empreendimentos, como ampliações de portos, rios e hidrelétricas”, diz Padovese. Além de continuar a agregar informações ao software de processamento de sinais, ele tem incentivado seus alunos a estruturar uma empresa. “A ideia é prestar serviços em acústica submarina nas áreas de infraestrutura e pesquisa científica. Mas também há perspectivas para uma associação com uma indústria de equipamentos eletrônicos, que demonstrou interesse na comercialização desses aparelhos. São planos que ainda estão sendo avaliados.”

Projetos

1. Observatório Acústico Submarino para Monitoramento de Parques Marinhos (n° 2012/04785-0); Modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular; Pesquisador responsável Linilson Rodrigues Padovese (USP); Investimento R$ 238.194,70 e US$ 24.207,17.

2. Plataforma de sensoriamento acústico submarino para redes de monitoramento (n° 2012/23016-7); Modalidade Bolsa no País – Regular – Pós-doutorado; Bolsista Manuel Alfredo Caldas Morgan (USP); Pesquisador responsável Linilson Rodrigues Padovese (USP); Investimento R$ 166.859,21.