quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Capes publica relatório sobre pesquisa no Brasil

Motivada pela divulgação, FURG apresenta dados de sua produção científica
Foto: Lara Nasi/Secom
 Promovido pelo Web of Science Group, segmento da ClarivateAnalytics, o relatório “A Pesquisa no Brasil: Promovendo a Excelência”, fornece uma análise da pesquisa científica brasileira em comparação com o cenário global. Divulgado pelo portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o documento contempla trabalhos publicados entre os anos de 2013 a 2018 e destaca a importância das colaborações internacionais e da indústria no impacto e na visibilidade das produções acadêmico-científicas produzidas no país.
De acordo com os números divulgados, aponta-se, portanto, que o Brasil ocupa a 13ª posição no mundo – quando em termos de produção de artigos e revisões de pesquisa. A avaliação realizada tem por base o conteúdo indexado na plataforma Web of Science. No relatório, o país ficou atrás de potências científicas como a Índia (10º) e a Coreia do Sul (12º), por exemplo. No entanto, ficou à frente de outras, como a Rússia (15º) e a África do Sul (21º).
O documento aponta ainda que, observado apenas o período referente a 2018, foram publicados mais de 50 mil artigos com autoria de pesquisadores brasileiros. Este indicador apresenta um crescimento de 30% quando comparado aos anos anteriores, além de ser o dobro da média global.
O relatório apresenta um índice de impacto de citação nas áreas de Ciências da Vida, Física e Engenharias, o que coloca cada vez mais a pesquisa nacional em posição de excelência no cenário global. Em consonância a essa informação, o documento também discorre a respeito da colaboração internacional, uma vez que, durante o período observado, a comunidade científica brasileira colaborou com pesquisadores de inúmeros países. Quando posto em análise, tem-se a estimativa de que cerca de um terço dos cientistas brasileiros são coautores de trabalhos internacionais.
A pesquisa na FURG
Como comumente falado nos mais diversos canais da universidade, a pesquisa – juntamente ao ensino e à extensão – é um dos pilares de sustentação do ensino superior. É por meio das pesquisas realizadas na instituição que se contribui, direta e indiretamente, para o avanço tecnológico e social. A FURG, por sua vez, representa um polo importante para a região sul do estado, e ocupa posição de referência internacional quando o assunto está relacionado aos ecossistemas oceânicose costeiros – sua vocação.
Para ilustrar essa importância, de 2013 a 2019 foram criados 18 novos programas de pós-graduação distribuídos entre especializações, mestrados e doutorados, promovendo maior diversidade de conhecimento e, consequentemente, maior e mais frequente produção científica ligada à universidade, seus grupos e projetos de pesquisa.
Grupos de Pesquisa
Um grupo de pesquisa é definido, segundo o CNPq, como um conjunto de indivíduos organizados hierarquicamente por experiência, no qual existe envolvimento profissional e permanente com atividades de pesquisa, reunidos em torno de uma temática comum e que, para desenvolver suas pesquisas, compartilham de equipamento, local e conhecimento.
Atualmente, a FURG conta com 122 grupos de pesquisa devidamente registrados junto ao CNPq, abrangendo todas as unidades acadêmicas, de forma que, interdisciplinar e horizontalmente, promova-se o incentivo à pesquisa e à produção científica.
Projetos de Pesquisa
Os projetos de pesquisa da FURG, conforme definido por regimento interno, são conduzidos pelos seus servidores e aprovados pelas suas unidades de lotação. Segundo dados da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propesp), foram registrados, até 2017, 3.640 projetos de pesquisa. O número é expressivo, e apresenta os anseios de produção acadêmica e desenvolvimento científico por parte da comunidade docente e discente da universidade. Em 2019, estão em atividade 940 projetos de pesquisa.
Repositório institucional
Outra ação que pode medir a produção científica na universidade é o sistema de Repositório Institucional da FURG. Este espaço – digital e acessível - visa gerir e disseminar a produção intelectual produzida na instituição. O ambiente virtual – que você pode acessar clicando aqui–compreende toda e qualquer produção técnico-científico-cultural realizada no meio acadêmico. O conteúdo, portanto, se encontra disponível para consulta, o que, além de quantificar o que se produz na universidade, também serve para ampliar publicamente a produção intelectual, promovendo a visibilidade institucional.
Atualmente estão disponíveis no repositório 7.156 trabalhos produzidos pelas unidades acadêmicas da universidade, e, também, 46 trabalhos produzidos por duas Pró-reitorias. No site, os trabalhos estão divididos por abas, sendo a principal responsável pelas produções de artigos publicados em periódicos, livros, capítulos de livros, e, ainda, trabalhos apresentados em eventos. As outras abas são referentes aos trabalhos de conclusão de curso de graduação, dissertações de mestrado e teses de doutorado.
Em 2019, considerando o período compreendido de janeiro a fevereiro, a Propesp registrou um total de 2.678 alunos matriculados nos programas de pós-graduação da FURG, os quais envolvem Residência Médica, Especialização, Mestrado e Doutorado. No gráfico abaixo, pode-se observar o crescimento do número de matriculados nos cursos de mestrado e doutorado na universidade de 2013 a 2019.
 

O cenário atual
Recentemente, foi anunciado também pela Capes o corte de diversas bolsas de mestrado e doutorado nas universidades brasileiras. De acordo com ofício circular enviado aos pró-reitores de Pós-Graduação das instituições de Ensino Superior do Brasil, o órgão justificou a medida como parte das restrições orçamentárias impostas pelo governo.
Na FURG, de acordo com Propesp, 12 bolsas não estão mais disponíveis, sendo onze de mestrado e uma de doutorado. Embora diversos programas tenham sido afetados, o maior impacto deste bloqueio está nos programas de pós-graduação com notas três e quatro, como os programas de pós-graduação em Geografia, Modelagem Computacional, Enfermagem e Biologia de Ambientes Aquáticos Continentais.
Em posicionamento institucional, a FURG, por meio da Propesp, afirma que o confisco das bolsas traz prejuízos aos alunos e danos imensuráveis à produção científica brasileira, uma vez que a pós-graduação representa a extensa maioria da produção científica do país, sendo a bolsa uma garantia da realização deprojetos com qualidade e excelência, visto que, para tal, os estudantes precisam se dedicar-se de forma integral às pesquisas e, ainda, precisam arcar com alimentação, aluguel e outras despesas básicas. Em sua fala na oportunidade, o Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Eduardo Secchi, afirmou que a situação é especialmente dramática para quem possui baixa renda e vem de outras regiões do país.

Em 2019, estão em atividade 940 projetos de pesquisa na FURG

Fernando Hala/Secom





 
Fonte: Site da FURG

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Avaliação do Sistema de Bibliotecas poderá ser feita até 30 de setembro

Objetivo da consulta é promover melhorias, com base na opinião do público universitário

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A crise do clima é também dos Oceanos - IPCC no Instagram

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou o relatório especial para os Oceanos e Criosfera. Este relatório mostra os efeitos das mudanças climáticas nos oceanos:

https://www.instagram.com/p/B2uJFlujmAD/?igshid=1p86ulgnsi702




Fonte: Secretaria IO/FURG 

IX Fórum Internacional de Gestão Ambiental

Onde: Porto Alegre
Quando:  3 e 4 de outubro de 2019
Link : http://figambiental.com.br/
Fonte: Secretaria IO/FURG

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

FURG sedia em outubro o maior evento de Robótica da América Latina

ROBÓTICA 2019
Atividades de mostras, competições e olimpíadas serão abertas ao público
 Robôs que se movem de modo autônomo, ou que jogam futebol, ou ainda de aplicações domésticas, são alguns dos inventos com os quais o público poderá ter contato durante o Robótica 2019 . Considerado o maior evento de robótica da América Latina, este ano, o Robótica acontece na Universidade Federal do Rio Grande (FURG) de 22 a 26 de outubro.
Integram a programação a 9ª Mostra Nacional de Robótica (MRN), com trabalhos de alunos desde o ensino fundamental até a pós-graduação; as finais da 13ª Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que envolve estudantes de ensino fundamental e médio de todo o país, numa competição de provas práticas com uso de robôs; e a 17ª Competição Brasileira de Robótica (CBR), que se soma à competição Latino Americana (LARC), com robôs produzidos pelo público universitário brasileiro e de países vizinhos. De caráter científico, ocorrem ainda o 10º Workshop de Robótica na Educação (WRE) e o 8º Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR).
Uma equipe de 150 monitores receberá os participantes do evento e os interessados em conhecer mais sobre o universo da robótica, em visitas guiadas aos espaços de olimpíada, mostra e competição. São esperados em torno de 1500 participantes inscritos e mais de 6 mil visitantes.
É a primeira vez que o Robótica acontece no Estado. “É importante destacar que o evento vem para Rio Grande porque o time do Centro de Ciências Computacionais da FURG é reconhecido internacionalmente, tanto na produção científica quanto através dos diversos prêmios trazidos para a FURG em competições anteriores”, avalia a coordenadora de comunicação do evento e professora do Centro de Ciências Computacionais (C3) da FURG, Danúbia Espíndola.
Somam-se à FURG na organização outras universidades e instituições de ensino do Estado, como IFRS, IFSUL, UFPel, UFRGS, UFSM, Unisinos e ainda a Utec do Uruguai. A realização é da FURG, RoboCup Brasil, Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). A Prefeitura Municipal do Rio Grande promove, em conjunto com a FURG, diversos eventos na cidade para recepção dos participantes e visitantes.
“A temática do evento vai muito além da robótica. O evento discute futuro e inovação. Ali as pessoas poderão visualizar o alto nível de automação e robótica que estamos vivendo no marketing, nas redes sociais, na indústria, nas novas oportunidades de trabalho. A aprendizagem de máquinas identificando padrões e comportamentos humanos, os robôs industriais, educativos, humanoides, de conversação (chatbots) e de atividade doméstica, entre muitos outros serão apresentados e debatidos por centenas de estudantes de toda a América Latina”, detalha Espíndola, que complementa: “O Robótica vem nessa grande discussão de futuro - de futuro do trabalho, de futuro de indústria e consequentemente de futuro da educação. Por isso o Robótica é tão rico e tem toda essa abrangência, nacional e internacional”.

Fonte: Site da FURG

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Atlântico Norte tem gigantesca reserva de água doce



Atlântico Norte guarda gigantesca reserva de água doce

Alguém já imaginou que um dia fosse descoberta água doce num oceano? Nós, do Mar Sem Fim, conhecíamos um oceano subterrâneo descoberto na Amazônia. Mas reservas de água doce sob os oceanos… Pode parecer impossível, mas geólogos americanos da Universidade de Columbia encontraram uma gigantesca reserva que, “se encontrada na superfície”, como disse Nature, “criaria um lago cobrindo cerca de 15.000 milhas quadradas” de água doce. Repercutindo a matéria, a CNN diz que são aproximadamente ‘739 trillion gallons’ de água doce.  Só que este aquífero está sob o Atlântico Norte, entre Nova Jersey e Massachusetts, na costa dos Estados Unidos. A descoberta foi publicada na revista Scientific Reports.
O gigantesco aquífero sob o Atlântico Norte. Ilustração,https://blogs.ei.columbia.edu. 

Reservatório do Atlântico Norte está preso em sedimentos porosos

Segundo informações do blog State of the Planet, do Earth Institute da Universidade de Columbia, o reservatório está preso em sedimentos porosos e “parece ser a maior formação desse tipo já encontrada no mundo”. “Sabíamos que havia água fresca no local em lugares isolados. Mas não sabíamos a extensão ou a geometria”, declarou a geóloga marinha Chloe Gustafson, principal autora do estudo. Segundo ela, “isso pode se tornar um recurso importante em outras partes do mundo”.

Primeiro sinais surgiram na década de 70

Os primeiros sinais de água doce apareceram na década de 1970. De acordo com o site Science Alert, empresas petrolíferas que exploravam o local descobriram ocasionalmente água doce quando fizeram perfurações. No entanto, não se sabia se eram apenas pontos isolados ou uma reserva maior.

Sul de Nova Jersey  ilha de Martha’s Vineyard

Em 2015, cientistas, entre eles Kerry Key, geofísico e co-autor do estudo, passaram 10 dias no navio Marcus G. Langseth analisando o litoral do sul de Nova Jersey e a ilha de Martha’s Vineyard, em Massachusetts. Eles usaram um receptor eletromagnético para pesquisar os depósitos de água. Descobriram que estavam em sedimentos abaixo da plataforma continental. A água salgada é melhor condutora de ondas eletromagnéticas do que a doce. Foi quando os sinais de uma banda de baixa condutância indicaram a presença de água doce. Com essas informações, eles puderam determinar o tamanho da reserva.

Atlântico Norte, depósitos se estendem até 130 km da costa

Pesquisadores concluíram que os depósitos não estão espalhados. Eles são mais ou menos contínuos, e se estendem da costa até 130 km mar adentro, como informa reportagem da BBC Brasil. Em relação à profundidade, estão entre 180  e 360 metros abaixo do fundo do oceano. Os cientistas afirmam que os sedimentos de água doce podem abranger, além de Nova Jersey e grande parte de Massachusetts, as costas de Rhode Island, Connecticut e Nova York.

Atlântico Norte: como a água se armazenou no local?

O blog State of the Planet explica que os pesquisadores acreditam que a água se acumulou sob o fundo do oceano Atlântico Norte de duas maneiras diferentes. A primeira refere-se ao degelo. De 15.000 a 20.000 anos atrás, no fim da chamada Era do Gelo, grande parte da água do mundo estava “trancada em gelo”. Com o derretimento, a água fresca ficou presa em sedimentos rochosos. A isto os cientistas chamam de água fóssil. A segunda maneira indica que o reservatório é alimentado pela chuva e corpos de água que se infiltram nos sedimentos terrestres.

Essa água pode ser consumida?

A água doce terrestre geralmente tem menos de uma parte por mil de sal. A água do aquífero descoberto tem esse valor perto da costa. Mas, em suas bordas externas, é mais salgada. Chega a 15 partes por mil. Mesmo assim, é menos salgada que a água do mar típica que tem 35 partes por mil de sal.

Dessalinização

A água das partes mais distantes precisaria ser, portanto, dessalinizada para ser consumida. Em um comunicado, o geofísico Kerry Key disse que o custo seria muito menor do que o processamento da água do mar. Ele sugere que reservas como essa poderiam ser encontradas em outros lugares dos oceanos. O grupo espera ampliar as pesquisas. “Provavelmente não precisamos fazer isso nesta região. Mas se pudermos mostrar que existem grandes aquíferos em outras partes, isso pode representar um recurso adicional em lugares como o sul da Califórnia, Austrália, Oriente Médio”, afirmou.

Assista ao vídeo e veja como foi a exploração no navio Marcus G. Langseth

Coleta de dados eletromagnéticos de fonte controlada rebocados na superfície (CSEM) na sonda R.V. Marcus G. Langseth. Pesquisa de setembro de 2015 em New Jersey e Martha’s Vineyard. Este foi o primeiro estudo piloto de dados de imagens profundas do CSEM para mapear águas subterrâneas offshore.


Fonte: Mar Sem Fim

 

 

Coordenação parte em busca de recursos para dar continuidade ao SiMCosta

Programa realiza monitoramento ambiental em dezenas de cidades litorâneas
 Ambientes costeiros e marinhos sofrem pressões resultantes da ocupação humana, aliada às mudanças climáticas ao redor do globo. O monitoramento ambiental é uma ferramenta que permite o aperfeiçoamento da coleta de dados, através de sistemas observacionais permanentes e multidisciplinares, a fim de avaliar alterações naturais e antrópicas nesses cenários.
Com sede no Instituto de Oceanografia da FURG e abrangência nacional, o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta) visa a implantação e manutenção de uma rede de monitoramento em fluxo contínuo de variáveis oceanográficas e meteorológicas ao longo da costa brasileira.
Coordenado pelo professor Carlos Alberto Eiras Garcia desde sua criação em 2012, o SiMCosta é uma iniciativa da Subrede Zonas Costeiras da Rede Clima. Embora tenha recebido recursos iniciais do Fundo Clima/Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), atualmente a coordenação e os coordenadores locais se veem na obrigação de buscar verba financeira para dar continuidade ao SiMCosta. “Houve mudança substancial já em 2017, quando o Fundo Clima/MMA nos solicitou um Plano de Sustentabilidade. O documento foi aprovado e recebemos R$ 2,6 milhões para dar continuidade, sob a condição de não mais solicitar recursos ao Fundo. A continuidade do SiMCosta, a partir de agora, vai depender da nossa capacidade em captar recursos financeiros dos setores público e privado, mantendo sempre a política estabelecida pelo SiMCosta: dados de qualidade gratuitos e de livre acesso aos usuários em geral. A parceria SiMCosta/Suprg/FURG/Faurg é um exemplo a ser seguido em outros estados”, afirma o coordenador.
Hoje o SiMCosta possui 12 plataformas flutuantes (boias) e 12 fixas, instaladas desde o Rio Grande do Sul até a Bahia. A política de implantação segue o princípio de uma boia por Estado, a não ser que haja recursos específicos para aquisição e manutenção de mais de uma boia. “São os casos do RS, onde temos cinco boias instaladas, e do Rio de Janeiro, onde foram instaladas duas boias”, explica Garcia. As plataformas fixas são estações maregráficas que já estão implementadas do Norte ao Sul do país.
No caso do RS, as boias estão no estuário da Lagoa dos Patos e costa adjacente devido ao Programa de Monitoramento da Dragagem do Canal de Acesso ao Porto do Rio Grande. Neste caso, três boias foram adquiridas com recursos do convênio Suprg/FURG/Faurg. No Estado do RJ, empresas portuárias são responsáveis pelo aporte de recursos para a manutenção das duas boias, cujos dados do SiMCosta são usados para especificar quais navios podem adentrar a Baía de Guanabara.
Estrutura
O SiMCosta é subdivido em módulos. Os módulos de Boias Fixas e Estações Maregráficas estão atualmente em implantação ao longo da costa brasileira. Os recursos humanos que atuam no SiMCosta estão espalhados pelo país, porém a maior concentração é na FURG, por ser a sede nacional. O SiMCosta conta, portanto, com equipes em vários estados brasileiros, que são denominadas de SiMCosta/FURG, SiMCosta/UFRJ, e assim sucessivamente.
Há mais de 25 profissionais envolvidos com o programa. A cada nova implantação de estação maregráfica ou boia meteo-oceanográfica, há pelo menos um novo integrante que pertence à instituição receptora de equipamentos. E cada integrante possui alguns estudantes ou técnicos que também participam do SiMCosta.

Dragagem
O Programa de Monitoramento da Dragagem no Canal de Acesso ao Porto do Rio Grande exigiu um esforço muito grande da equipe SiMCosta/FURG, devido à sua importância. “Nada parecido com o que está sendo feito em Rio Grande já foi feito em nível nacional”, garante o professor Garcia. “Ele é bem mais amplo do que a população imagina. É constituído de uma série de atividades; dentre elas, se destaca o sistema de cinco boias instrumentalizadas que fornecem de dados meteorológicos e oceanográficos ao Portal do SiMCosta. Esses dados são analisados e interpretados diariamente”, relata o professor. Além disso, a equipe coleta dados no campo em frequências que variam de semanal a mensal. Por exemplo, levantamentos dos bolsões de lama imersos na água entre as profundidades de 4 e 12 metros na região da praia do Cassino são realizados mensalmente.
A equipe SiMCosta/FURG percorre a praia a cada semana, desde os Molhes da Barra até o navio Altair, à procura de depósitos recentes. Imagens de satélites são utilizadas diariamente para visualizar a pluma da Lagoa dos Patos e a pequena pluma formada quando há despejo no sítio pelas dragas. Modelos hidrodinâmicos e de dispersão de sedimentos são usados para simular o trajeto a ser percorrido pelo material quando despejado no sítio de despejo, ou quando lançado pelas dragas no processo de overflow. Análises geoquímicas são realizadas com o material coletado, especialmente lama depositada na praia, para saber sua procedência. A elaboração de nota técnica ou relatório da equipe SiMCosta/FURG é dependente de todas essas atividades.
Todas as pesquisas de monitoramento podem ser acompanhadas pelo site do SiMCosta.

Galeria

Programa realiza monitoramento ambiental em dezenas de cidades litorâneas




 Fonte: Site da FURG