terça-feira, 12 de junho de 2018

Os direitos das futuras gerações e a mídia

Os direitos das futuras gerações, e a mídia, não se pode esquecê-los

Vivemos uma época sombria. No Brasil e no mundo. Um dos fenômenos de hoje, chatésimo, é a epidemia do  ‘politicamente correto’. Mais uma vez, acontece no Brasil e no mundo. Já houve criança presa nos Estados Unidos por beijar um colega. No país de Macunaíma, setores da mídia influenciados pelo fenômeno,  decidem que é hora de tratar todos igualmente. Isso é correto. E  entopem sua grade  com os excluídos, pretensos, ou não: mulheres, pardos ou negros, deficientes, às vezes; mas homossexuais quase sempre,  em demasia ao nosso ver. Só que, os direitos das futuras gerações não está entre eles. Não é curioso?
Direitos das futuras gerações, Ilustração: www.huffingtonpost.com

Os direitos das futuras gerações

De acordo com o site especializado, jusbrasil.com.br, “Diante da atual conjuntura ecológica brasileira é pertinente fazer uma reflexão sobre a importância do princípio constitucional da solidariedade intergeracional. Este princípio está encartado na parte final do caput do art. 225 da Constituição Federal. E, se consubstancia como norma assecuratória do direito de uso do bem ambiental ecologicamente equilibrado para gerações futuras.”
Direitos das futuras gerações, Ilustração: aguaelan.com.br

Portanto, nossa crítica é amparada pela Lei Maior. Mais uma vez, no mundo é assim. E há muitos…

Estudos recentes

Estudo de Roberta da Silva, e Lucimery Dal Medico, da Universidade Federal de Santa Catarina, lembra o tema ‘acerca da necessidade de uma nova postura ética dos seres humanos frente ao direito das futuras gerações ao meio ambiente. Mas, sobretudo, trata da sobrevivência da própria espécie humana no planeta.’ Sobre isso, sobrevivência da espécie humana, falamos recentemente. E este estudo não é único. Há dezenas deles, todos com o mesmo mote. Tudo começou em 1972, quando a ONU convocou a…

Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo (Suécia)

De acordo com a própria organização, “o evento foi um marco e sua Declaração final contém 19 princípios que representam um Manifesto Ambiental para nossos tempos. Ao abordar a necessidade de “inspirar e guiar os povos do mundo para a preservação e a melhoria do ambiente humano”, o Manifesto estabeleceu as bases para a nova agenda ambiental do Sistema das Nações Unidas:”
"Chegamos a um ponto na História em que devemos moldar nossas ações em todo o mundo, com maior atenção para as consequências ambientais. Através da ignorância ou da indiferença podemos causar danos maciços e irreversíveis ao meio ambiente, do qual nossa vida e bem-estar dependem. Por outro lado, através do maior conhecimento e de ações mais sábias, podemos conquistar uma vida melhor para nós e para a posteridade (ou as futuras gerações, obs. do mar sem fim), com um meio ambiente em sintonia com as necessidades e esperanças humanas…"
Quer prova maior que que questão é mundial?

Por que esse excesso, de um lado, e parcimônia, do outro?

Sabe-se que o nível de ensino no país é medíocre. A maior parte da população, hoje se informa por sites ou TV. E quanto maior a audiência, mais responsabilidade a mídia deveria ter. Então, acontece o que acontece com várias categorias da população já citadas. E há os excessos. Em bom português, ‘forçação de barra’ (abordamos o tema no próximo tópico). E, simultaneamente, ao menos um caso escapa à nossa compreensão: os direitos da futuras gerações, quanto ao meio ambiente saudável, não são priorizados por parte da mídia.

Os excessos

Há uma mídia de massa que, em qualquer programa, seja de auditório, noticiosos, documentários, ou folhetins, para ela parece só existirem os GLBTs que, repetimos, têm de ter seu espaço. Mas não só eles. Trata-se de estratégia pra chamar atenção e posar como audaz, mas ao ‘atender aos anseios da sociedade’ de forma rasa, mesquinha, só faz piorar a situação. Porque se debruça no tema menor, e esquece o maior. Onde está a responsabilidade sobre os direitos das futuras gerações quanto a um meio ambiente saudável? Diga, telespectador,  quando foi a última vez que viu um programa/matéria nesta mídia, sobre o tema do momento da ONU, da comunidade acadêmica mundial, e de ambientalistas (poucos infelizmente), os oceanos?

Opções na mídia de massa e o direitos das futuras gerações

Em São Paulo, e parte do Brasil, há duas. Uma, privada, que não apela. Mas  raramente aborda o assunto atual, e prioriza os oceanos. Está na hora de mudar. O pessoal de lá é bom. Já fizeram até programa com notório oceanógrafo. Rendeu tanto material, que não fizeram um só episódio, mas dois. Ela atinge menos pessoas, mas se fizer mais,  quem sabe force a outra a mudar. Uma terceira, que não atinge todo o Brasil, é bem diferente, atua em nixos, por isso atinge ainda menos gente. Mas, independente disso, em sua grade a Amazônia Azul é raridade, a ‘Verde’, entretanto, é vedete. Está atrasada, não percebeu a mudança mundial.

Canais fechados

Nos canais fechados nacionais, há várias que se dizem ‘informativas’ mas nelas, o tema do momento é ainda mais raro. Passam horas  despejando fofocas de Brasília, inócuas; ou transmitem ao vivo os insuportáveis reizinhos da Justiça, com sua incompreensível linguagem que só eles entendem. E nada sobre nossas obrigações em ralação às futuras gerações.

Jornais

O Estadão costuma abrir espaço ao tema, tem até repórter especializado,Herton Escobar. Já a Folha, comenta pontualmente. Acredito que ambos poderiam fazer mais. Há dezenas de assuntos ligados ao tema que não chegam sequer às elites que leem jornais. Como mudar a situação se nem elas conhecem os problemas?

Revistas

Sobre revistas semanais noticiosas, não dá nem vontade de falar. Escapam da mesmice duas jóias. Uma, a National Geographic Brasil, que acaba de lançar o número de junho, mais uma vez dedicado inteiramente aos oceanos e, desta vez focou um de seus maiores problemas, o plástico. É um primor mas, infelizmente, não atinge a massa. Outra, é a Scientific American Brasil, que também aborda o tema com frequência. Mas atinge ainda menos pessoas. Curiosamente, as duas da ponta são títulos estrangeiros lançados no país. Veja que curioso. Por fim, há dezenas de outros títulos nacionais, algumas abrem espaço de vez em quando, mas é raro, e de novo, são muito segmentadas.

Formadores de opinião também se omitem

Parte significativa destes privilegiados que puderam estudar, representados no país por empresários, profissionais liberais, políticos, e autoridades; ou se omitem, ou dão exemplo contrário, a prova é a operação Lava Jato que botou na cadeia parte deles. Corruptos e corruptores, ou seja, empresários e políticos. Estão lá, lado a lado, dois dos mais emblemáticos, um ex- presidente, e o maior empresário da construção civil. Porque fizeram malfeitos e foram pegos desta vez. Sobre as prisões, a mídia de massa as prioriza, porque sabe que o povo não aguenta mais do mesmo. Mas, sobre os direitos das futuras gerações, obrigação ética da nossa, não. Não é estranho?

Os Oceanos

"Nunca, em toda a história da vida na Terra, uma espécie alterou tanto o planeta, e em uma escala tão rápida, quanto a humanidade. Mudamos os cursos de rios, alteramos a composição química da atmosfera e dos oceanos, domesticamos plantas e animais a ponto de sermos considerados uma “força tectônica” no planeta. Esse impacto é tão forte que alguns cientistas estão propondo mudar a época geológica – deixaríamos o holoceno, que começou com o fim da era do gelo, e passaríamos ao antropoceno, a época dominada pelo homem."
A declaração é do cientista Carlos Nobre, representante brasileiro do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, que quer dizer, Painel Intergovernamental para a Mudança de Clima).

Faça sua parte, seja cidadão

Até quando vamos ter mais do mesmo? Pense sobre isso, e faça sua parte. Estudo apresentado no Fórum Econômico Mundial, Davos, 2016, mostrou sem contestação, que a continuar neste ritmo, em 2050 haverá mais plástico que peixes, em peso, nos oceanos. Outro, feito por dezenas de cientistas, e publicado na prestigiosa Science, mostra que a pesca industrial, pelos excessos, estará acabada em 2048. E a imprensa estrangeira, que prioriza o assunto ao contrário da nossa, faz sua parte. E, ao fazê-lo, provoca mudanças até mesmo na legislação norte- americana, Lei Magnuson-Stevens, que regula aspectos da insustentável pesca industrial que, no mundo, recebe subsídios de até US$ 35 bilhões de dólares! Diga qual atividade ‘sustentável’ precisa indecentes subsídios desta ordem? Enquanto isso, no Brasil, não há sequer estatísticas da pesca. Apesar disso, parte da mídia de massa, que fala com o país, parece se preocupar apenas com GLBTs, ou você já viu na tela matérias sobre estes gravíssimos problemas dos oceanos?

É assim que vamos passar o planeta às futuras gerações, pedindo desculpas?

Pedindo desculpas pela m* que fizemos? (Ilustração: www.slideshare.net)

 

Ainda há tempo, depende de cada um de nós.
Ilustração de abertura: www.slideshare.net

Fonte: Mar Sem Fim

 



 


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Microplástico nos oceanos, descobertas alarmantes

Microplástico: regata de volta ao mundo, Volvo Ocean Race, descobre partículas até no Ponto Nemo!

Se você gosta dos oceanos e quer mante-los íntegros para que seus filhos e netos desfrutem de sua beleza e riqueza em biodiversidade, é preciso antes de mais nada, mudança de hábitos. As futuras gerações dependem de nossa decisão agora, hoje! A regata Volvo Ocean Race descobriu partículas de microplástico até no ponto mais ermo do planeta azul: o Ponto Nemo.
O microplástico é ingerido por peixes e outros seres marinhos. Depois, nós, os seres humanos, comemos estes alimentos impróprios para a saúde. (Foto:http://blog.nationalgeographic.org/)

Microplástico em amostra de água do Ponto Nemo

Na atual edição da regata Volvo Ocean Race há um veleiro cuja missão não é apenas disputar a prova. Enquanto veleja contra o relógio, o  ‘Clean Seas – Turn The Tide On Plastic’ (em tradução livre, ‘Limpeza dos Mares – Vire A Maré Contra O Plástico’) recolhe água do mar que é analisada para saber entre outras, a quantidade de partículas de microplástico ou microfibras por metro cúbico de água.
O ‘Clean Seas – Turn The Tide On Plastic’ que recolhe amostras de água do mar enquanto compete.

Agora os cientistas já sabem que até no Ponto Nemo há partículas de microplástico!

Microplástico: entenda o que é

A definição está no próprio nome: partículas ‘micro’, ou muito pequenas, de plástico. Para alguns pesquisadores o tamanho máximo seria de 1 milímetro mas a maioria adota a medida máxima de 5 milímetros, o mínimo seria um ‘tamanho microscópico’. Esse é o caso da NOAA, a agência norte- americana que cuida de tudo em relação aos oceanos. Estas partículas vêm da deteriorização de pedaços maiores do material (plástico) que não se decompõem. Elas são provenientes de lixo descartado em local errado que acaba indo pro grande ‘lixão’ que estão se tornando os oceanos.

Microfibras

Alguns pesquisadores, como Judith S. Weis (“Cooperative Work is Needed Between Textile Scientists and Environmental Scientists to Tackle the Problems of Pollution by Microfibers” ), dizem que   “de longe, o tipo mais abundante de microplástico nos oceanos são as microfibras (aproximadamente 85%), oriundas de tecidos sintéticos usados em roupas.” Seguindo esta pesquisadora, “as microfibras foram encontradas até em biópsias pulmonares humanas.”

Por que o microplástico é danoso para os seres marinhos e o ser humano

Porque os animais marinhos confundem as partículas com seu alimento e as ingerem. Elas, por sua vez, entram em nossa dieta ao comermos peixes, camarões, ostras, e outros organismos marinhos. Pior que isso, o grande público ainda não sabe o que seriam estes microplásticos e seus malefícios simplesmente porque não os vêm. Mas, que eles estão lá. Até no ponto mais ermo da Terra, agora ficou provado que sim, as partículas já contaminam todos os oceanos do planeta. Culpa de quem, senão nossa?
Veja o que disse a icônica National Geographic sobre o problema:
Existe um certo tipo de plástico cujos efeitos prejudiciais ainda não são amplamente reconhecidos pelo público, são os microplásticos, partículas que se deterioram a partir de peças (de plástico) maiores. A questão veio à tona devido ao uso de microesferas de plástico em produtos de cuidados pessoais, como esfoliantes de gel para banho, pasta de dente e maquiagem, que são drenados  pelo ralo. De acordo com uma pesquisa de 2012, foram utilizadas 4.360 toneladas de microesferas em todos os países da União Européia.

Regata Volvo Ocean Race prova existência do microplástico em todos os oceanos

Os pesquisadores já sabiam do problema. Tanto é que a própria ONU entrou na guerra ao plástico ao lançar sua campanha. Mas até agora não havia amostras que provassem a tese. Até que veio a edição da regata de volta ao mundo. A ONU decidiu patrocinar um dos veleiros que aproveitaria rotas ainda não mensuradas, para coletas. E o Clean Seas – Turn The Tide On Plastic’ deu conta do recado.

O Ponto Nemo e o microplástico

De acordo com matéria do www.volvooceanrace.com,  “as descobertas mostram que, perto do Ponto Nemo, havia entre nove e 26 partículas de microplástico por metro cúbico de água.”
O Ponto Nemo, local mais ermo do Planeta. (Ilustração:www.redbull.com)

“Quando os barcos passaram perto do Cabo Horn (mais próximo de terra), na ponta da América do Sul, as medições aumentaram para 57 partículas por metro cúbico.”

Outros pontos avaliados durante a regata

“Níveis de 45 partículas por metro cúbico foram registrados a 452 km de Auckland, Nova Zelândia. Esta perna (etapa) começou lá. Apenas 12 partículas por metro cúbico foram encontradas a 1000 km da chegada em Itajaí. A diferença nas medições pode ser explicada pelas correntes oceânicas que transportam os microplásticos a grandes distâncias. Os mais altos níveis encontrados até agora, 357 partículas por metro cúbico, foram encontrados em uma amostra feita no Mar da China Meridional, leste de Taiwan, uma área que alimenta o Grande Giro do Pacífico.”

As consequências da triste descoberta

De acordo com o site volvooceanrace.com,  “o Dr. Sören Gutekunst do Instituto GEOMAR de Pesquisa Oceânica Kiel, analisou os dados preliminares de microplásticos no laboratório em Kiel, na Alemanha. E declarou:
"Este é o primeiro dado que a comunidade científica tem sido capaz de analisar de uma parte relativamente inacessível do nosso planeta azul.   Infelizmente, isso mostra até que ponto os microplásticos penetraram em nossos vastos oceanos e agora estão presentes naquilo que, até agora, muitos consideram águas intocadas."

Soluções para o problema

No Brasil, atrasado como sempre, a única solução é a conscientização da população. Evite material plástico tanto quanto puder. Mas, se utilizar, sua obrigação é a separação do material na hora de jogar no lixo. E separa-lo para reciclagem. Ela é bem mais complicada que outros materiais, como alumínio e papelão, e nem todas as cidades brasileiras conseguem reciclar plástico. Mas nos grande centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, sim, a reciclagem já é realidade. É nossa obrigação ética e moral separar o lixo e reciclar. Dá mais trabalho? Sim, dá. Assim como dá mais trabalho, e custa mais caro, proteger seu filho e dar-lhe a educação mais adequada possível. E sabemos que os leitores deste site podem, e fazem isso. Então, porque a preguiça em mudar hábitos, consumindo menos plástico e, quando o fizer, reciclar? Mude. E mude já.

Outras possíveis soluções: eleições vem aí…

Como explicamos detalhadamente em outra matéria, são três os atores envolvidos: a população, a indústria do plástico, e políticas públicas, leia-se políticos. Vem aí eleições. Verifique a plataforma dos presidenciáveis e simplesmente não dê seu voto a quem não demonstrar preocupação com os oceanos, a última fronteira do globo, e o plástico, o grande vilão dos mares.

A responsabilidade da indústria do plástico

A indústria do plástico precisa ser obrigada, através de nova legislação, a se responsabilizar por parte do problema. Afinal, é ela quem escolhe os variados tipos de plástico a serem usados em seus produtos. Por outra parte, todas as grandes cidades do país devem estar preparadas para a reciclagem e, mais uma vez, isso depende da ação de políticos. O mesmo deveria acontecer com a indústria da fabricação de tecidos sintéticos.

Dotar os estados de legislação

Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e outros, precisam se inspirar em legislações mais avançadas, como as recentes tentativas da Califórnia e São Francisco, nos Estados Unidos, ou a Comissão Européia. Ainda esta ela semana esteve nas manchetes dos jornais ao propor a proibição de produtos plásticos que são utilizados apenas uma vez, como cotonetes, pratos, copos e talheres, canudinhos para refrigerantes, etc.

Nossa ação outra vez

A propósito, nós também podemos copiar o exemplo dos europeus em nosso local de trabalho, nas escolas de nossos filhos, em consultórios  médicos, etc, para que copos e xícaras para café (de plástico), sejam banidos imediatamente. O que custa pensar adiante de nossas vidas? Faça sua parte.

Fonte: Mar Sem Fim


 


terça-feira, 5 de junho de 2018

North American Association of Fisheries Economists (NAAFE) Forum 2019

First Conference Announcement:
NAAFE Forum 2019
Frontiers and Futures for Fish
http://naafe2019.ca/
Where: Dalhousie University Campus, Halifax, Nova Scotia, Canada
When: May 21-24, 2019

The North American Association of Fisheries Economists (NAAFE) welcomes you to join us in Halifax, Nova Scotia for our tenth biennial Forum. Forum organizers Megan Bailey and Peter Tyedmers of Dalhousie University, and Tony Charles of Saint Mary’s University, join us in encouraging wide participation from all perspectives with interests in the economics of fisheries, seafood trade and aquaculture. Academics, industry and government representatives, along with those from foundations, agencies and NGOs are welcome to attend and share perspectives.
Below is a list of themes and topics for consideration. Please plan to attend and present your best work on these, or related fisheries, seafood trade, and aquaculture economics topics.
Themes (Topics)
- Wild capture fisheries (Bio-economic modeling, strategic interaction, fishing rights, transboundary fish, economics of bycatch, Indigenous fisheries)
- Aquaculture (Social license, emerging products and markets, fish feed, farming innovations)
- Markets (Consumers and retailers, eco-labels, community supported fisheries, traceability)
- Processing and distribution (Value chains, traceability, logistics, trade, supply chain waste)
- Ecosystems (Climate change, shifting stocks, ecosystem-based management, RFMO governance, Indigenous fisheries)
- Communities (Economics of wellbeing, livelihoods, small-scale fisheries, Indigenous fisheries, gender and fisheries)
The conference theme “Frontiers and Futures” will serve as a framework for cross-cutting submissions. Sub-themes here will include topics like Indigenous fisheries, EBM, climate change, and gender. When potential delegates submit abstracts, they will have a choice of submitting exclusively to a traditional theme and related sub-theme (for example, Aquaculture: fish feed), or also indicating that they would like their abstract considered for inclusion in a cross-cutting Frontiers and Futures theme.
Important Dates
- Opening of special session proposal submissions: August, 2018
- Opening of abstract submissions: November, 2018
- Abstract decisions: January, 2019
- Opening of online conference registration system: January, 2019
For information on the daily program at a glance please enjoy our newly opened Forum website (in development) here: http://naafe2019.ca/
While the focus of this conference is on issues pertinent to North America, individuals from any country are welcome to participate. Stay tuned on these NAAFE (and IIFET) channels for additional information as it develops.

Fonte: Secretaria IO/FURG

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O Futuro dos Oceanos e XII Seminário de Manejo Integrado

A Scientific American Brasil, em parceria com o Instituto Oceanográfico da USP e o Instituto de Estudos Avançados da USP, irá comemorar o Dia Mundial dos Oceanos com um seminário que discutirá questões cruciais sobre a conservação e futuro dos oceanos. Serão abordados quatro temas chaves:
  1. oceanos e mudanças climáticas;
  2. preservação da vida e biodiversidade marinha;
  3. soluções para um mar sem lixo; e
  4. estratégias de conservação marinha, com destaque para as áreas marinhas protegidas.

Inscrições

Evento público e gratuito | Com inscrição prévia
Não há necessidade de inscrição para assistir à transmissão on-line.

Quando

de 08/06/2018 - 08:00
a 08/06/2018 - 18:30

Onde

Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo

Nome do Contato

Telefone do Contato

11 3091-1678

Maiores informações acessar o site do evento em http://www.iea.usp.br/eventos/o-futuro-dos-oceanos 

Fonte: Sercretaria IO/FURG
 

Saiba quem pode acessar o acervo do Portal de Periódicos da CAPES

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) oferece, por meio do Portal de Periódicos, acesso gratuito a conteúdos científicos em todas as áreas do conhecimento a professores, pesquisadores, alunos e funcionários vinculados às instituições participantes do programa. Mas você conhece os parâmetros que essas entidades devem cumprir para ter acesso ao acervo da biblioteca virtual?
A definição dos critérios de escolha dos participantes está em consonância com os objetivos da CAPES de democratizar o acesso à informação científica, fortalecer os programas de pós-graduação no país e incentivar os investimentos em excelência acadêmica nas instituições de ensino e pesquisa no Brasil.
É importante ressaltar que, embora o conteúdo selecionado tenha como foco os usuários de pós-graduação, outros nichos são beneficiados, como estudantes e professores de graduação, da educação básica (ensinos infantil, fundamental e médio), de cursos técnicos e até a população em geral.
Recentemente os critérios do Portal de Periódicos foram remodelados. Segundo a Portaria 122, de 19 de junho de 2017, são consideradas “as notas atribuídas na última avaliação realizada pela CAPES”. Além disso, “as instituições irão acessar os conteúdos correlacionados com os programas de pós-graduação stricto sensu em funcionamento". O acesso somente a coleções correlatas aos cursos disponíveis é a principal mudança no processo para adesão ao Portal.
Têm direto a participar as organizações brasileiras que se enquadram em pelo menos um dos quesitos:
• Instituições federais de ensino superior;
• Unidades de pesquisa com pós-graduação, avaliadas pela CAPES com nota 4 ou superior;
• Instituições públicas de ensino superior estaduais e municipais com pós-graduação avaliadas pela CAPES com nota 4 ou superior;
• Instituições privadas de ensino superior com pelo menos um doutorado com avaliação 5 ou superior pela CAPES;
• Instituições com programas de pós-graduação recomendados pela CAPES e que atendam aos critérios de excelência definidos pelo Ministério da Educação (MEC).
As instituições que não se enquadram nos princípios citados e querem acessar as coleções assinadas pela CAPES têm duas opções: podem entrar em contato direto com as editoras dos respectivos conteúdos para solicitar informações sobre o processo de aquisição e valores de assinatura ou podem direcionar seus usuários às bibliotecas dos participantes mais próximos. Na segunda alternativa, o atendimento deve ser realizado dentro das condições estabelecidas pelos contratos firmados entre a CAPES e as editoras que integram o Portal.
No caso de órgãos públicos, existe ainda uma terceira possibilidade. De acordo com a Portaria 29, de 9 de fevereiro de 2018, entidades da administração pública federal podem requerer acesso ao acervo, desde que “desempenhem atividades de pesquisa e/ou ensino mediante recomendação do Conselho Consultivo do PAAP (Programa de Apoio à Aquisição de Periódicos) e desde que efetuem o custeio das despesas referentes ao acesso”.
Além disso, todos os cidadãos brasileiros têm à disposição conteúdos de acesso livre, que inclui bases de dados nacionais e internacionais selecionadas pela equipe do Portal. Também são disponibilizadas referências de teses e dissertações produzidas nos programas de pós-graduação de todo o Brasil e periódicos brasileiros com avaliação positiva no Qualis - CAPES.

Fonte: Boletim Eletrônico nº 42 do Portal Periódicos da CAPES

Dejetos dispensados no mar sem tratamento podem refletir na contaminação de ostras e outros moluscos

Surtos de veiculação hídrica e alimentar por protozoários e vírus entéricos são recorrentes em todo o mundo. Estimativas de órgãos como a FAO (2012) – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – demonstram que a aquicultura é o setor de produção de alimentos que mais cresce em âmbito global e a maricultura (cultivo de moluscos bivalves destinados ao consumo humano) está em franca expansão no Brasil e no mundo. Contudo, observa-se um déficit no controle higiênico-sanitário dos animais e das áreas onde os mesmos são cultivados ou de onde são extraídos. 

Diante do exposto, um grupo de cientistas escolheu uma área de produção de ostras no litoral sul de São Paulo, que comercializa ostras depuradas para consumo humano. O trabalho Genotypic characterization and assessment of infectivity of human waterborne pathogens recovered from oysters and estuarine waters in Brazil foi recentemente publicado pela revista científica Water Research, disponível em texto completo para usuários do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

O objetivo principal foi avaliar a contaminação e realizar o monitoramento de protozoários patogênicos, anfizóicos e vírus entéricos humanos em diferentes etapas relacionadas à produção de moluscos bivalves antes e após o procedimento de depuração com luz ultravioleta – realizado para eliminar possíveis agentes patogênicos para seres humanos. O ambiente onde encontram-se os bivalves também é utilizado para fins recreacionais e os riscos associados com a prática recreativa também foram abordados na investigação. 
Os moluscos bivalves, como diferentes espécies de ostras, mexilhões e vieiras são cultivados em ambientes marinhos ou dulcícolas e, devido ao seu comportamento peculiar de alimentação, refletem diretamente as condições do ambiente em que vivem ou são cultivados. Assim, atuam como biondicadores de contaminação de seu ambiente. 

“O despejo de esgoto doméstico sem tratamento (in natura) em corpos receptores que afluem ou são lançados diretamente no ambiente marinho ou estuarino é apontado como a principal fonte de contaminação e introdução de protozoários patogênicos encistados e outros patógenos nestes locais, podendo, desta forma, ser bioacumulados por moluscos bivalves”, detalha o professor Diego Leal, um dos autores da pesquisa.

“O carreamento e a drenagem hídrica de sedimentos, o despejo de fezes por barcos e o importante potencial zoonótico de disseminação de cistos de Giardia e oocistos de Cryptosporidium por aves migratórias, animais marinhos e animais silvestres também são expressivas vias de contaminação do ambiente marinho”, alerta o pesquisador.

Por serem comumente ingeridos crus, os bivalves podem transmitir diversos organismos patogênicos a quem os consome (entre eles bactérias, vírus, protozoários), além de toxinas de algas bioacumuladas, provocando doenças do trato intestinal. “Algumas destas toxinas são, inclusive, termoestáveis. Diante do problema, a indústria maricultora adota procedimentos e tratamentos visando a sanidade do produto antes da comercialização. Contudo, estudos acerca dos processos utilizados no Brasil ainda são incipientes”, analisa Leal.
“O estudo demonstrou pela primeira vez no país que o procedimento de depuração com luz ultravioleta utilizado para purificar os tecidos das ostras não é suficiente para completa remoção de protozoários parasitos e vírus entéricos humanos dos tecidos de bivalves que serão destinados ao consumo humano”, conta o pesquisador. Além disso, foi comprovado que partículas virais recuperadas das ostras depuradas se mantiveram infectantes. Outras constatações significativas podem ser acessadas diretamente no artigo científico

Legislação
A legislação brasileira vigente para o controle microbiológico de moluscos compreende a Resolução do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº 357 de 2005 que estabelece normas para a concessão das áreas de cultivo de moluscos. “A pesquisa de coliformes termotolerantes nas águas de cultivo destes animais é indicada. Os órgãos ambientais competentes podem determinar a pesquisa de Escherichia coli em substituição ao parâmetro coliforme”, pontua Leal.

A resolução da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mediante a RDC nº 12 de 2001 estabelece padrões microbiológicos para pescados e produtos de pesca, mais precisamente a pesquisa de níveis de estafilococos coagulase positivos e a ausência de Salmonella spp. na carne das ostras. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou o Programa Nacional de Controle Higiênico-Sanitário de Moluscos Bivalves (PNCMB) com o intuito de manter vigilância ativa de alguns contaminantes em áreas primárias de produção de ostras, visando garantir a sanidade e inocuidade do produto. Isto representou um avanço no controle de qualidade de moluscos bivalves no Brasil em duas vertentes: acompanhamento de microalgas produtoras de biotoxinas marinhas e monitoramento de Escherichia coli na parte comestível do molusco bivalve.



“Deve-se ressaltar que nenhuma destas legislações contempla a pesquisa de protozoários e vírus entéricos na carne dos moluscos e na água onde são cultivados. Além disso, estudos de nosso grupo de pesquisa e de outros ao redor do mundo demonstraram que o monitoramento de bactérias indicadoras de contaminação fecal não é suficiente para assegurar a qualidade e a segurança quanto à contaminação por protozoários patogênicos e também por vírus entéricos neste tipo de alimento”, registra Diego Leal.

Uso do Portal de Periódicos da CAPES
Diego Averaldo Guiguet Leal foi bolsista da CAPES e atualmente é professor adjunto de Parasitologia Humana da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde também é responsável pelo Laboratório de Parasitologia Ambiental. Como usuário do Portal de Periódicos, ele comenta sobre a utilidade da ferramenta: “gosto de utilizar o Portal para ver os destaques atuais de pesquisas, indicações de eventos e outros. A facilidade de busca de artigos em várias bases de dados é um recurso muito interessante. Na minha área de estudo, o referencial disponível é ótimo, me sinto bem contemplado”. 

A revista científica Water Research (ISSN 0043-1354) é uma publicação da International Water Association (IWA). O título, que faz parte da coleção ScienceDirect (editora Elsevier), publica artigos originais de pesquisa sobre todos os aspectos da ciência e tecnologia da qualidade da água e sua gestão em todo o mundo. O público-alvo é composto por biólogos, engenheiros químicos, químicos, engenheiros civis, engenheiros ambientais, limnologistas e microbiologistas. O conteúdo deve ser acessado a partir do link buscar periódico do Portal.

Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição

Fonte: Alice Oliveira dos Santos via Portal Periódico CAPES/Notícias