quinta-feira, 2 de maio de 2019

Camarões contaminados com cocaína intrigam cientistas no Reino Unido


Pesquisadores analisavam a exposição dos animais a diferentes micropoluentes em rios do condado de Suffolk, na Inglaterra, quando encontraram vestígios dessa droga e de outras substâncias ilícitas.


Por BBC
Descoberta de cocaína e outras substâncias em camarões foi vista com surpresa por pesquisadores
Foto: King's College London
Como cocaína, remédios e pesticidas foram parar nos corpos de camarões de água doce? Cientistas tentam entender o fenômeno após encontrarem as substâncias nos crustáceos em Suffolk, no Reino Unido.

A descoberta foi feita quando os pesquisadores analisavam a exposição de animais selvagens, como o camarão Gammarus pulex de água doce, a diferentes micropoluentes - produtos químicos encontrados em níveis extremamente baixos - e as quantidades desses compostos nos animais.

A probabilidade de as substâncias nos níveis encontrados afetarem os animais é "baixa", segundo os pesquisadores, mas eles fazem um alerta. 

"Embora as concentrações fossem baixas, conseguimos identificar compostos que podem ser motivo de preocupação ambiental e, fundamentalmente, podem representar um risco para a vida selvagem", disse o autor principal do estudo, Thomas Miller, pesquisador do King's College de Londres.

O estudo foi publicado hoje na revista científica Environment International e foi realizado em colaboração com a Universidade de Suffolk.

O que a análise mostrou

Os testes avaliaram amostras colhidas em 15 locais diferentes dos rios Alde, Box, Deben, Gipping e Waveney, em Suffolk.
Os pesquisadores disseram que "pela primeira vez, encontraram um conjunto diversificado de produtos químicos, incluindo drogas ilícitas e pesticidas na vida selvagem do Reino Unido". E que a cocaína estava presente em todas as amostras.
De acordo com o principal autor do estudo, os compostos mais frequentemente detectados nas amostras foram drogas ilícitas - incluindo cocaína -, cetamina e um pesticida proibido, o fenuron.
Foi uma descoberta "surpreendente", disse o pesquisador Leon Barron, também do King's College. 

"Poderíamos esperar encontrar isso em áreas urbanas como Londres, mas não em bacias menores e mais rurais", disse ele.

Outro pesquisador, Nic Bury, acrescentou que "é preciso investigar se a presença de cocaína em animais aquáticos é um problema apenas para Suffolk, ou uma ocorrência mais generalizada no Reino Unido".

"A saúde do meio ambiente tem atraído muita atenção do público devido aos desafios associados às mudanças climáticas e à poluição por microplástico. No entanto, o impacto da poluição química 'invisível' (como as drogas) na saúde dos animais selvagens precisa de mais foco no Reino Unido", disse ainda.

Os pesquisadores afirmaram que a presença de pesticidas que há muito tempo foram proibidos no Reino Unido também representa um desafio especial, já que as origens desse material ainda não estão claras. 

Fonte: G1 Ciência e Saúde

 


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Bactéria que come plástico dos oceanos é desenvolvida

Bactéria que come plástico dos oceanos é desenvolvida por estudante

Agora saiu uma nova pesquisa, não exatamente sobre bactéria que come plástico. Mas sobre uma larva. A poluição decorrente do desperdício de sacolas, e outros materiais plásticos, tem causado um grande estrago na natureza, especialmente nos oceanos.

Larvas capazes de digerir produtos baseados em polietileno

O plástico não se decompõe na natureza, e sua reciclagem é quase impossível. A produção anual chega a  cerca de 80 milhões de toneladas de polímeros sintéticos produzidos  em todo o mundo. Muita gente vem procurando uma solução para esse problema. Uma cientista do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha pode ter encontrado uma boa alternativa: larvas capazes de digerir produtos baseados em polietileno.

Descoberta por acaso

A descoberta, registrada em um estudo no periódico Current Biology, aconteceu por acaso: a pesquisadora Federica Bertocchini é uma apicultora amadora e, enquanto removia pragas de favos de mel das colmeias, notou que as embalagens usadas para conter as minhocas da mariposa Galleria Mellonella estavam cheias de buracos em menos de uma hora. Ela convocou o colega bioquímico Paolo Bombelli, da Universidade de Cambridge, para realizar alguns experimentos e entender como isso aconteceu.

Sacola plástica devorada em 12 horas

Federica e Paolo colocaram 100 larvas e uma sacola plástica obtida em um supermercado britânico. Vários buracos começaram a aparecer em menos de 40 minutos. Depois de 12 horas, tudo havia sido reduzido a pouco mais de 92 miligramas — uma incrível taxa de capacidade biodegradável, de 0.13 mg por dia.

Enquanto isso no mundo…

Dezenas de países já baniram parte do plástico que produziam.  Cientistas estudam produzir um tipo de bioplástico a partir da casca de camarões. Infelizmente, cidades como São Paulo, uma das maiores do mundo, dão passos de cágado. Recentemente o prefeito paulista disse que provavelmente banirá os canudinhos de plástico, como se isso bastasse…

Cientistas estudam larvas que podem “comer” sacolas plásticas

Caso você precise mais evidências sobre a extraordinária capacidade do ser humano em destruir o planeta, considere isso: se continuarmos na mesma toada, em 2050 os oceanos conterão mais plástico do que peixes. Recentemente Mar Sem Fim publicou justamente um artigo explicando onde vamos parar se continuarmos com esta toada.
O bom é que muitos jovens cientistas se preocupam com o futuro de nosso planeta. E foi com este propósito que as estudantes chinesas Miranda Wang e Jeanny Yao desenvolveram uma bactéria que promete ser a novidade do momento.

Conheça a bactéria que come plástico

A bactéria desenvolvida por Miranda e Jeanny é capaz de transformar plástico em CO2 e água. A tecnologia está sendo utilizada de duas formas: para limpar as praias e também para produzir matéria-prima para confecção de tecidos.
Miranda Wang. explicou:
"É praticamente impossível fazer com que as pessoas parem de usar plástico. Nós precisamos de tecnologia capaz de quebrar o material. Tudo deveria ser biodegradável"
A tecnologia em desenvolvimento é composta por duas partes. Primeiro o plástico é dissolvido e depois as enzimas de catalização quebram os componentes em pedaços mais maleáveis. Esses componentes são colocados em uma estação biodigestora, em que tudo será compostado. O processo leva, no máximo, 24 horas para acontecer.
A poluição provocada por nossa geração é tremenda. Ela chega até aos locais mais ermos dos oceanos. 

Fonte: Mar Sem Fim

 

 

 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Projeto estuda a ocorrência de novos contaminantes em águas

Termo de Cooperação Técnica foi assinado entre FURG e Corsan