quinta-feira, 26 de abril de 2018

Novo curso do GEMARS: Biologia e conservação de Pinípedes

GEMARS - Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul - irá ministrar novo curso sobre Pinípedes em Torres. Dias 29, 30 de junho, e 01 de julho . Maiores informações  gemars.cursos@gmail.com

 Fonte: GEMARS
 
 

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Mergulhadores, Povo de Bajau, grupo semi- anfíbio

Mergulhadores, Povo de Bajau, de um grupo que, literalmente, nasceu para isso

O povo de Bajau, mergulhadores do arquipélago malaio, passa quase toda a sua vida no mar. Eles vivem em barcos ou em cabanas empoleiradas em palafitas em recifes rasos. E migram de um lugar para outro em flotilhas que carregam clãs inteiros. Eles sobrevivem com uma dieta composta quase inteiramente de frutos do mar. E para coletar, gastam 60% do seu dia de trabalho embaixo d’água. Fonte básica,  The Economist.
Povo de Bajau. Eles nasceram para mergulhar.
 

Povo de Bajau, mergulhadores: habilidades prodigiosas

O wikipedia informa que “os Sama-Bajau são tradicionalmente das muitas ilhas do Arquipélago de Sulu nas Filipinas, áreas costeiras de Mindanao, norte e leste de Bornéu, no mar de Celebes, e ao longo das ilhas indonésias orientais.”
 Não é novidade que suas habilidades de mergulho são prodigiosas. Eles às vezes descem mais de 70 metros e podem permanecer submersos por até cinco minutos. Usam nada mais do que um conjunto de pesos para reduzir a flutuabilidade. E um par de óculos de madeira com lentes feitas de sucata resistentes à distorção pela pressão.
Os ‘ciganos do mar’. (Foto:Picture Media)

Características genéticas que os adaptam ao seu estilo de vida

Como os Bajau têm vivido assim por muito tempo (evidências históricas sugerem pelo menos 1.000 anos), pesquisadores especularam que eles carregam características genéticas que os adaptam ao seu estilo de vida. Agora Melissa Ilardo e Rasmus Nielsen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, mostraram que isso é verdade.
 Site news.com.au/:  “crianças de até quatro anos pescam peixes, polvos e lagostas de barcos artesanais na costa leste de Sabah, na Malásia. Junto com suas famílias, moram em cabanas de madeira sobre palafitas e trocam seus frutos do mar por necessidades com ilhéus na cidade  de Semporna.
Foto: jamesmorgan.co.uk/
 O povo Bajau é refugiado das Filipinas. E  escolheu viver no mar por toda a vida. Todos os dias as crianças pegam suas pirogas artesanais e, equipadas com uma rede e lança, partem em busca de comida. As crianças não têm oportunidade de ir à escola, portanto sem perspectivas futuras.”

A resposta do mergulho

Imergir o rosto em água fria e exigir que  prenda a respiração, diz a Economist, aciona o que é conhecido como a resposta do mergulho. Isso envolve redução da frequência cardíaca para economizar oxigênio.
Foto: pinterest

O redirecionamento do sangue dos tecidos superficiais para os órgãos mais sensíveis ao oxigênio, como o cérebro, coração e os pulmões; e contração do baço, um órgão que atua como uma reserva de emergência de glóbulos vermelhos oxigenados, de modo que um suprimento aumentado dessas células é liberado na corrente sanguínea.

A prova das mudanças genéticas

Melissa Ilardo, pesquisadora, viajou para a Indonésia. Recrutou 59 bajaus dispostos a dar amostras de saliva para análise de DNA. E também para medir os baços. Para agir como controle, ela também recrutou 34 membros do Saluan, um grupo de moradores de terra, mas vizinhos próximos dos bajaus. As varreduras do baço mostraram que os Bajau são 50% maiores que os do Saluan. Esta diferença, entretanto,  não está relacionada ao indivíduo mergulhador, ou um outro que passasse a maior parte do tempo trabalhando acima das ondas em um barco. Isso sugere que é a linhagem de Bajau, e não a atividade real do mergulho, que é responsável por um baço maior.
Foto: www.thetalkingdemocrat.com
Juntando esses resultados, Ms Ilardo e Dr Nielsen argumentam que a necessidade de coletar alimentos por meio do mergulho realmente levou à evolução, no caso do Bajau, de um grupo que literalmente nasceu para mergulhar.

Fonte: Mar Sem Fim em 24/04/2018

segunda-feira, 23 de abril de 2018

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Baleias e funções no ecossistema marinho, você conhece?

Baleias e funções no ecossistema marinho. São muitas. Venha conhecê-las

Em recentes artigos e estudos acadêmicos, elas estão sendo chamadas de ‘engenheiras do ecossistema‘, tal a importância das baleias para o ecossistema marinho. O pesquisador Joe Roman, da Universidade de Vermont, disse que “durante muito tempo, as baleias foram consideradas muito raras para fazer uma grande diferença nos oceanos. Isso foi um erro.” Nesta matéria você vai conhecer o outro lado dos cetáceos, os maiores animais da Terra. Vamos mostrar as baleias e funções no ecossistema marinho.
O cocô das baleias, estas manchas que vc vê, são alimento para certos tipos de algas do fitoplâncton, base da cadeia alimentar dos oceanos. (Foto: www.uvm.edu)
 

Baleias e funções no ecossistema marinho

Em novo artigo, Roman e uma equipe de biólogos registraram várias décadas de pesquisas sobre baleias. Isso mostra que elas fazem uma grande diferença. Baleias têm uma influência poderosa e positiva no armazenamento global de carbono, e na saúde da pesca comercial.

Armazenamento global de carbono

Quando elas morrem, seus enormes corpos vão para o fundo. Suas carcaças  armazenam uma quantidade notável de carbono no mar profundo, além de fornecerem habitat e alimento para uma incrível variedade de criaturas que vivem apenas nessas carcaças. “Dezenas, possivelmente centenas, de espécies dependem de suas mortes”, observa Roman.
Assista ao vídeo que mostra o habitat formado pela morte de uma baleia:

Proteção aos ecossistemas

A recuperação contínua das grandes baleias pode ajudar a proteger os ecossistemas marinhos de tensões desestabilizadoras”, escrevem  os cientistas. Este papel  pode ser especialmente importante porque as alterações climáticas ameaçam os ecossistemas oceânicos com o aumento das temperaturas e a acidificação. “Como espécies de vida longa, as baleias aumentam a previsibilidade e estabilidade dos ecossistemas marinhos.”

Baleias ajudam as algas do fitoplâncton, o primeiro elo da cadeia de vida marinha

Alguns tipos de algas, base da cadeia alimentar, usam uma espécie de proteção, um tipo de ‘casca’, feito de cálcio. Mas o aumento da acidificação dissolve, ou dificulta a criação desta casca protetora. Estudos demonstram que as algas do fitoplâncton estão em franca diminuição. Saiba que o cocô das baleias ajuda muito a proliferação do fitoplâncton. Como? O Biólogo Joe Roman explica:
“Entre seus muitos papéis ecológicos, as baleias reciclam nutrientes e aumentam a produtividade primária em áreas onde se alimentam.” Eles fazem isso alimentando-se em profundidade e liberando plumas fecais perto da superfície – o que suporta o crescimento de plâncton – um processo notável.
A bomba biológica transporta os nutrientes para longe da superfície enquanto a bomba de baleia os traz de volta. (Ilustração: www.zmescience.com)

Essas nuvens maciças de cocô fornecem um grande impulso de ferro e nitrogênio ao ecossistema, e como o excremento de baleia é principalmente líquido, esses nutrientes são mais propensos a permanecer em suspensão do que afundar.

Ajuda na pesca comercial, transportando nutrientes

Às vezes, pescadores comerciais vêm as baleias como concorrentes. Mas este novo artigo resum forte conjunto de evidências que indicam que o oposto pode ser verdade: a recuperação das baleias “poderia levar a taxas mais altas de produtividade em locais onde as elas se agregam para alimentar e dar à luz”, apoiando pescarias mais robustas.
Baleias comem muitos peixes e invertebrados, são vítimas de outros predadores como orcas, e distribuem nutrientes pela água. Durante seu ciclo de vida, as baleias se alimentam no polo sul (verão) cujas águas frias são ricas em nutrientes. No inverno, sobem para latitudes mais baixas, se aproximando dos trópicos, locais de águas quentes,  pobres em nutrientes. Durante estas migrações as baleias também movimentam nutrientes a milhares de quilômetros de áreas de alimentação produtivas em altas latitudes, para áreas de parto em latitudes mais baixas.

Entendendo o ecossistema

Entendendo com funcionam os ecossistemas você pode ajudar. A maioria das pessoas faz coisas erradas por ignorância, não  ma fé. Neste sentido, é importante saber que todos os organismos vivos desempenham papel fundamental, independente de tamanho, ou quantidade. Tudo está interligado. A falta de qualquer um dos elos desta imensa e ainda pouco conhecida cadeia de vida marinha, pode ser extremamente prejudicial.  
Assista ao vídeo que resume baleias e funções no ecossistema marinho:


Fonte : Mar Sem Fim em 19 de abril de 2018

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Foto submarina, as premiadas em concurso internacional

Foto submarina: conheça as premiadas, antes que seja tarde demais

Para uma excursão sob o mar, mergulhe no Underwater Photography Awards, uma premiação anual baseada no Reino Unido que anunciou seus vencedores da edição 2017. Os jurados escolheram 100 finalistas de 4.500 inscritos em oito categorias. O painel estava à procura de composição e clareza, diz o juiz Peter Rowlands. Os planos de fundo não poderiam estar vazios demais,  e os olhos das criaturas tinham que estar em foco – bem como aquele elusivo “fator surpresa”. Você nunca viu foto submarina? Pois agora é a hora. A matéria é do Wall Street Journal.
O polvo, de GABRIEL BARATHIEU/UPY 2017

Vida, e cenários marinhos, por um fio

Os problemas são inúmeros. Vão da poluição à sobrepesca, passando pela extração mineral e  aquecimento global. Este caldo mortal pode mudar para sempre o cenário submarino. Por isso é bom prestar atenção às lindas fotos, e lutar para que o exuberante cenário não seja destruído pela nossa geração.
Sardinha: alimentação de golfinhos, de GREG LECOEUR/UPY 2017

Mudando o foco

Parece incrível mas até os naufrágios estão em perigo. Muitos mergulhadores, sem noção, saqueiam estes túmulos que o mar abriga. Por isso, chamamos a atenção para a beleza do cenário. Mergulhe, conheça, mas não tire mais que fotos ou filmes.
O submarino alemão U- 352, relíquia da Segunda Grande Guerra, naufragado no litoral  da Carolina do Norte em 1942. Foto de TANYA HOUPPERMANS/UPY 2017

Yucatan, península do México

Cavernas são outro tesouro submarino. Esta, fica no mar mexicano, na península de Yucatan.
Foto de NICK BLAKE/UPY 2017

De volta à vida marinha

Desta vez vamos mergulhar na Ilha de Tenerife…
Foto de GREG LECOEUR/UPY 2017

 De Yucatan, para os mares das Filipinas…
A larva de um camarão, do fotógrafo de Hong Kong, SO YAT WAI/UPY 2017

Peixe morcego

Esta é bizarra, e deu muito trabalho ao fotógrafo húngaro. Parece um rosto humano…
Peixe morcego, de LORINCZ FERENC/UPY2017

Predadores e suas presas

É a leia da vida. Alguns nasceram para serem predadores, outros, para serem predados…
Leão marinho e estrela do mar, de FRANCIS PÉREZ/UPY 2017

Animais marinhos estranhos

Iguana fotografada por DAMIEN MAURIC/UPY 2017

 

Peixe palhaço se alimentando

E com mais esta bela imagem vamos encerrando esta pequena amostra da vida, e cenários, submarinos.
Peixes palhaços com parasitas em suas bocas, de QING LIN/UPY 2017

 Fonte: Mar Sem Fim 17 de abril de 2018

 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Gale Virtual Reference Library disponibiliza diversos livros eletrônicos em português

O acesso a livros eletrônicos é tão importante quanto a outros conteúdos digitais, como as revistas científicas. A cultura de ler e-books está crescendo no país: segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope sob encomenda do Instituto Pró-Livro, quase 30% dos entrevistados já leram livros online. O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) atende esses usuários com diversas obras online, incluindo as disponíveis na plataforma Gale Virtual Reference Library (GVRL).

A coleção contém centenas de títulos em diversas áreas do conhecimento, contemplando desde a educação básica a cursos técnicos, pós-graduação e profissionais inseridos no mercado de trabalho. Para ver todas as obras, basta clicar, já dentro da base, na opção “mais” e selecionar “lista de títulos” (como mostram as figuras abaixo).


Os usuários da biblioteca virtual da CAPES têm à disposição, inclusive, e-books de autores brasileiros. É possível encontrar também obras em português sobre educação, negócios e temas voltados às Ciências Sociais. Os livros estão divididos nas seguintes categorias:

- Artes
- Biografia
- Negócios
- Educação
- Meio ambiente
- Referência geral
- História
- Informações e Publicações
- Lei
- Literatura
- Medicina
- Estudos multiculturais
- Nação e mundo
- Religião
- Ciência
- Ciências Sociais
- Tecnologia

Entre os títulos em português, estão obras como: Administração de Recursos Humanos em Hospitalidade (2005); Confiança e Liderança nas Organizações (2007); Empreendedorismo: Uma Visão do Processo (2007); Cultura Organizacional: Evolução e Crítica (2009); Estratégia Competitiva (2010); Pesquisa Qualitativa em Psicologia: Caminhos e Desafios (2002); As Novas Tecnologias da Informação e a Educação a Distância (2007); e Psicologia e Trabalho: Apropriações e Significados (2010).

Para ver todos os livros eletrônicos disponíveis na coleção GVLR, o acesso à plataforma pode ser feito por meio do link buscar base, com o termo de pesquisa “Gale Virtual Reference Library”. 

*Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição

Fonte: Portal de Periódicos da Capes






terça-feira, 17 de abril de 2018

Cientistas desenvolvem por acaso enzima devoradora de plástico

Mais de oito milhões de toneladas do material são descartadas nos oceanos por ano.
Mais de 8 milhões de plásitcos são descartados todos os anos nos oceanos (Foto: H. Hach/Pixabay)  
Cientistas britânicos e americanos produziram acidentalmente uma enzima devoradora de plástico que poderia, eventualmente, ajudar a resolver o problema crescente da poluição gerada por este material, revelou um estudo publicado na segunda-feira (16), do qual participaram pesquisadores da Unicamp.
Mais de oito milhões de toneladas de plásticos são descartadas nos oceanos do mundo todos os anos e há uma preocupação crescente com as consequências contaminantes deste produto derivado do petróleo para a saúde humana e o meio ambiente.
Apesar dos esforços de reciclagem, a maior parte dos plásticos permanece por centenas de anos no meio ambiente, e por isso cientistas buscam melhores formas de eliminá-lo.
Pesquisadores da Universidade de Portsmouth e do Laboratório de Energias Renováveis do Departamento de Energia dos Estados Unidos decidiram se concentrar em uma bactéria encontrada na natureza, descoberta no Japão há alguns anos.
Cientistas japoneses acreditam que a bactéria tenha evoluído recentemente em um centro de reciclagem de rejeitos, uma vez que o plástico não existia até os anos 1940.
Conhecida como Ideonella sakaiensis, ela parece se alimentar exclusivamente de um tipo de plástico conhecido como polietileno tereftalato (PET), usado amplamente em garrafas plásticas. 

Uma mutação útil

O objetivo dos cientistas era compreender o funcionamento de uma destas enzimas - denominada PETase ao compreender sua estrutura.
"Mas eles acabaram dando um passo à frente e desenvolveram acidentalmente uma enzima ainda mais eficiente em decompor plásticos PET", destacou o estudo, publicado no periódico científico americano Proceedings of the National Academy of Sciences."
Usando um raio-X superpotente, eles conseguiram produzir um modelo tridimensional em altíssima resolução da enzima.
Empregando a modelagem de computador, cientistas da Unicamp e da Universidade da Flórida descobriram que a PETase era similar a outra enzima, a cutinase, encontrada em fungos e bactérias.
Uma parte da PETase, no entanto, era um pouco diferente e cientistas supuseram que esta era a parte que permitia a degradação do plástico. 
Eles, então, submeteram à mutação o local ativo da PETase para fazê-la se parecer mais com a cutinase e descobriram de forma inesperada que a enzima mutante era mais eficiente do que a PETase natural em decompor o PET.  
Plásticos ficam por centenas de anos no ambiente sem desintegrar (Foto: Andrew Martin/Pixabay)  
Os pesquisadores afirmam estar trabalhando agora em melhorias desta enzima, na esperança de eventualmente permitir seu uso industrial na decomposição de plásticos.
"A sorte frequentemente desempenha um papel significativo na pesquisa científica de base, e nossa descoberta não é uma exceção", afirmou um dos autores do estudo, John McGeehan, professor da escola de Ciências Biológicas de Portsmouth.
"Embora o aperfeiçoamento seja modesto, esta descoberta inesperada sugere que há espaço para mais melhorias destas enzimas, aproximando-nos de uma solução de reciclagem para a crescente montanha de plásticos descartados", acrescentou. 
 
Fonte: G1 Natureza em 16/04/2018