terça-feira, 24 de maio de 2016

Número de cefalópodes nos mares aumentou em 60 anos, diz estudo


Populações de polvos, sibas e lulas se multiplicaram nas últimas décadas.
Pesquisadores querem identificar fatores responsáveis por esta proliferação.
O aquecimento do planeta parece beneficiar os cefalópodes como os polvos, as sibas e as lulas, cujas populações se multiplicaram nas últimas décadas, segundo um estudo divulgado na segunda-feira (23).

                                    Populações de polvos, sibas e lulas se multiplicaram nas últimas décadas (Foto: Reuters)

"Sabe-se bem que as populações de cefalópodes podem variar de maneira importante dentro de cada espécie, bem como entre as espécies", destacou Zoe Doubleday, pesquisadora do Instituto de Meio Ambiente da Universidade de Adelaide, na Austrália, principal autora dos trabalhos publicados na revista Current Biology.
"Mas o fato de observar um aumento regular em longos períodos de três grupos diferentes de cefalópodes em toda parte nos oceanos do mundo é destacável", declarou a pesquisadora, ressaltando que o número "aumentou consideravelmente nos últimos 60 anos".
Havia grandes especulações sobre o fato de estes animais marinhos terem tido uma forte proliferação em resposta à mudança de ambiente, depois de tendências observadas na pesca.
Estes animais são conhecidos por terem um crescimento rápido, uma expectativa de vida curta e uma fisiologia ultrassensível que pode permitir que se adaptem mais rapidamente que outras espécies marinhas.
 Pesquisadores querem identificar fatores responsáveis por esta proliferação (Foto: David Wiltshire/University of Adelaide/AFP)
Para este estudo, Zoe Doubleday e os outros investigadores compilaram e analisaram as taxas de capturas de pesca destes animais marinhos entre 1953 e 2013. Eles constataram que as populações de 35 espécies de cefalópodes aumentaram de forma contínua.
"Os cefalópodes são predadores vorazes e adaptáveis e o aumento de seu número pode ter um impacto sobre as espécies que são suas presas, como os peixes e invertebrados que têm um valor comercial", escreveram os autores.
Mas "um aumento das populações de cefalópodes também pode beneficiar seus predadores, que dependem deles para se alimentar, assim como a pesca", acrescentaram.
Segundo os investigadores, é difícil prever a evolução do número de cefalópodes no futuro, sobretudo se as pressões exercidas pela pesca continuarem aumentando.
Os pesquisadores agora vão tentar determinar os fatores responsáveis por esta proliferação. "Isso pode nos dar mais luz sobre o impacto das atividades humanas na mudança dos ecossistemas oceânicos", disse Doubleday.

Fonte : G1 via France Presse

 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Brasil e Portugal lançam biblioteca digital com acervo histórico

                               Carta de D. João VI a seu filho, D. Pedro I.
 THOMAS ENDER - Aspecto tirado a bordo da fragata Áustria em sua viagem para o Rio de Janeiro.
História digitalizada
Conhecer o acervo da Biblioteca Nacional de Portugal, incluindo originais da Torre do Tombo, que guarda arquivos históricos das navegações e da chegada dos portugueses ao Brasil, em Lisboa, já é possível sem precisar cruzar o Oceano Atlântico.
Na verdade, é possível acessar tudo sem sair de casa, pela internet.
Por meio de uma parceria com a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, o acervo das duas instituições está sendo digitalizado e colocado à disposição do público pela internet.
São milhares de títulos, incluindo jornais e revistas, que podem ser acessados a qualquer hora do dia, de qualquer lugar do mundo. A expectativa é atrair cerca de 100 mil acessos por mês.
Biblioteca Digital Luso-Brasileira
O acervo está reunido no portal Biblioteca Digital Luso-Brasileira, que acaba de entrar no ar com mais de 2 milhões de documentos de domínio público, de várias épocas e gêneros.
Entre eles estão a primeira edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões, de 1572, e a Carta de Abertura dos Portos, de 1808, que abriu o mercado brasileiro às exportações da Inglaterra.
"É a primeira iniciativa a reunir coleções de língua portuguesa, preservando o material - porque, no momento que você digitaliza, você evita o manuseio do original - e o mais importante, democratizando o acesso", disse a coordenadora da biblioteca, Ângela Bettencourt.
O acervo da Biblioteca Luso-Brasileira conta também com obras de 30 instituições de Portugal e mais 20 do Brasil. O próximo passo será integrar acervos de outros países de língua portuguesa e o primeiro deve ser Moçambique.
Esta é a primeira vez que bibliotecas de países de língua portuguesa se juntam para disponibilizar seus acervos conjuntamente e buscam se igualar a outras iniciativas mundiais. Na Europa, a Biblioteca Digital Europeia (Europeana) tem o maior acervo digital do mundo, com mais de 53 milhões de títulos entre livros, desenhos, pinturas, mapas, vídeos e fotos.
 Clique aqui para visitar o site da Biblioteca Digital Luso-Brasileira.
Fonte: Blog da UCS via Inovação Tecnológica


quarta-feira, 18 de maio de 2016

VIII SEMA _ Simpósio de Energia e Meio Ambiente - 09 e 10 de junho de 2016

 
O SEMA é um evento anual, que traz palestras e minicursos na área de novas tecnologias, energias renováveis e inovações ligadas ao desenvolvimento sustentável. O VIII SEMA tem como lema "O Futuro É Nossa Responsabilidade" e é organizado por diversos grupos da FURG, juntamente com a Unipampa e IFSul.
Neste ano, o evento será sediado pela FURG e as inscrições podem ser realizadas online até o dia 30 de maio. O período de submissões de trabalhos termina no dia 25 de maio. Os participantes receberão certificado do evento.
Anexo está disponível o cronograma com toda a programação. Para inscrições, dúvidas e maiores informações consulte o site do evento: sema2016.wix.com/sema2016.
Também estamos disponíveis através da página do VIII SEMA no Facebook – SEMA 2016 – e pelo email viiisema2016@gmail.com.

Fonte: Secretaria do IO/FURG, mensagem enviada em 18/05/2016.

ATENÇÃO! COMUNICADO! Acesso aos conteúdos científicos exclusivamente pelo Portal de Periódicos CAPES

Texto publicado em: Periódicos Capes  Comunicado
Comunicamos que a Diretoria de Programas e Bolsas no País da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (DPB/Capes) negociou, arduamente, com as editoras no sentido de reduzir os custos das assinaturas das publicações científicas para este ano. Assim, as negociações mostraram-se exitosas e a Capes conseguiu manter os conteúdos, sem prejuízo para a comunidade acadêmica. Todo o acervo do Portal de Periódicos foi mantido para o ano 2016.
Nesse sentido, e visando ao cumprimento do contrato firmado com as editoras, a Capes iniciou um processo de centralização de acesso. A ação consiste em promover o acesso aos conteúdos científicos assinados exclusivamente por meio do Portal de Periódicos. O processo foi iniciado com algumas universidades e será expandido para todas as demais instituições participantes no dia 1º de junho.
Os acordos preveem cláusulas sobre política de acesso, que exigem maior segurança da informação. Além disso, a ação visa evitar o uso indevido dos conteúdos assinados, uma vez que já houve casos graves de instituições alertadas sobre a prática ilegal, com possibilidade de penalização. Tais situações fragilizam a Capes frente aos editores internacionais, principalmente, em relação à iniciativa do Portal.
Outro ponto de destaque é a utilização do acesso centralizado em países com iniciativas semelhantes ao Portal de Periódicos, inclusive, nos países listados entre os dez maiores produtores de ciência do mundo. Desta forma, a Capes adotará o mesmo processo utilizado em renomadas instituições. Por fim, a ação tem o objetivo de fomentar ainda mais o uso da biblioteca virtual, reforçando sua importância junto à comunidade acadêmico-científica brasileira.
O acesso aos conteúdos disponíveis no Portal de Periódicos ocorre por meio da autenticação dos IP's das instituições participantes. O formato adotado pela Capes é simplificado, fazendo com que o processo de autorização dos IP's seja automático, sem prejuízos para a instituição ou para seus usuários.
Será necessário entrar no sítio do Portal de Periódicos para efetuar a busca à informação científica desejada. Assim, a pesquisa deverá ser iniciada a partir do link Portal Periódicos CAPES Durante a navegação, o usuário terá acesso às ferramentas disponibilizadas pelos editores podendo, inclusive, ser direcionado para fora do Portal de Periódicos, como é o caso do Google Acadêmico e do PubMed.
As dúvidas podem ser esclarecidas diretamente com a equipe do Portal de Periódicos pelo e-mail acessoperiodicos@capes.gov.br.

Fonte: Portal Periódicos Capes

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Atalho para chegar ao paper






 

Ferramenta ajuda a encontrar artigos em acesso aberto ou cópias gratuitas de manuscritos publicados em revistas comerciais 





Uma nova plataforma on-line foi criada para ajudar a encontrar artigos científicos divulgados em acesso aberto ou cópias gratuitas de papers publicados em periódicos comerciais. O DOAI (sigla em inglês para Identificador Digital de Acesso Aberto), disponível no endereço doai.io, é um serviço capaz de rastrear a existência de versões disponíveis na internet de trabalhos científicos. É preciso fornecer o código identificador do artigo desejado, no padrão conhecido como DOI, para que a ferramenta mostre, quando existirem, versões armazenadas em coleções de universidades ou perfis de seus autores. O banco de dados que alimenta o DOAI é o Base, da Universidade de Bielefeld, na Alemanha, que indexa quase 90 milhões de registros de 4 mil repositórios acadêmicos e outras fontes de acesso aberto no mundo inteiro. “A abrangência é impressionante”, disse Roger Schonfeld, diretor da Ithaca S+R, empresa de comunicação científica, em seu blog no portal The Scholarly Kitchen. “E a busca parece não privilegiar canais oficiais, como grandes repositórios de acesso aberto”, diz ele, que encontrou na plataforma textos de sua autoria indexados no repositório de uma biblioteca da Universidade do Norte do Texas.

A quantidade de artigos científicos disponíveis na internet é crescente. Estima-se que 40% dos papers sejam publicados atualmente em regime de acesso aberto. Esse quinhão é maior quando se analisa o universo de artigos publicados no passado. Ocorre que um conjunto cada vez maior de manuscritos migra ao longo do tempo do acesso fechado, em que só podem ser vistos por assinantes das revistas que os publicaram, para o acesso aberto, em que são franqueados na internet. Um estudo divulgado em 2013 pela União Europeia mostrou que 50% de todos os artigos publicados entre 2004 e 2011 estavam naquele momento disponíveis gratuitamente.

Um dos méritos da ferramenta DOAI é difundir os artigos em acesso aberto sem exigir que o usuário compreenda as regras e a terminologia que regem esse modelo. O acesso aberto se divide em duas grandes vertentes. Uma delas é a “via dourada” (golden road), aquela em que os periódicos são abertos e oferecem o acesso gratuito a seu conteúdo. Entre os exemplos dessa estratégia destacam-se as revistas da Public Library of Science (PLoS) ou a coleção de periódicos da biblioteca SciELO Brasil, um programa financiado pela FAPESP. A segunda vertente é conhecida como “via verde” (green road). Nessa modalidade, um autor é autorizado a arquivar no banco de dados de sua instituição ou em seu perfil profissional uma cópia de seus artigos científicos publicados numa revista comercial. Quem quiser ler o artigo sem pagar pode recorrer a esses repositórios – e a maioria deles está no banco de dados do DOAI.

Há diversas outras variantes. Algumas publicações permitem que os autores depositem cópias de seus artigos em repositórios, mas exigem que a divulgação só seja feita de seis meses a um ano após a publicação, para preservar seus ganhos nesse período inicial. Instituições de apoio, como a Wellcome Trust, fundação britânica de apoio à pesquisa biomédica, e os National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, exigem que os pesquisadores financiados por elas disponibilizem seus artigos em bases de dados de acesso aberto, como o PubMed Central, após um ano da publicação original em revistas científicas de acesso fechado. Outras revistas abrem mão do embargo e divulgam artigos na internet até mesmo antes da publicação do periódico em papel – mas cobram uma taxa adicional do autor para fazer a divulgação livre e antecipada.

Difusão
 
“O sistema de comunicação científica é complexo. O DOAI pode tornar-se uma ferramenta de localização importante, mas ainda é necessário consolidar a plataforma”, diz Abel Packer, diretor do programa SciELO. De acordo com ele, o DOAI ainda não é muito conhecido e é cedo para saber se terá uma aceitação generalizada. “A difusão deve levar um tempo. Se tudo der certo, todos os artigos indexados no SciELO terão código identificador”, diz Packer.

O DOAI é uma alternativa legal ao site Sci-Hub, criado em 2011 pela programadora e estudante do Casaquistão Alexandra Elbakyan e sediado em São Petersburgo, na Rússia. Trata-se de um repositório on-line com 48 milhões de artigos, na maioria com direitos autorais protegidos, que em fevereiro chegou a registrar 200 mil consultas por dia. O funcionamento do Sci-Hub tem semelhanças com o DOAI, além de uma busca mais abrangente, que não se limita ao código DOI. Seu gigantesco banco de dados oferece artigos que foram baixados por meio do uso de senhas cedidas por assinantes e são disponibilizados livremente. A editora acadêmica Elsevier iniciou em 2015 um processo contra a idealizadora do Sci-Hub numa corte em Nova York por violação de direitos autorais, mas encontra dificuldade em cercear juridicamente uma iniciativa sediada num país distante. “Uma única mulher conseguiu realizar uma colossal disponibilização pública de milhões de artigos antes restritos”, diz Moreno Barros, bibliotecário e doutor em História da Ciência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Para ele, iniciativas como o DOAI e o Sci-Hub indicam que a comunicação científica está mudando num ritmo lento e que o movimento do Acesso Aberto, lançado em 2002 com o objetivo de franquear o acesso à produção científica, teve resultados limitados. “Coletivamente, o esforço de 14 anos para tirar o conhecimento das mãos das editoras, um artigo de cada vez, resultou por ora   em 40% de novos artigos livres”, afirma Moreno Barros.
 
 
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/04/19/atalho-para-chegar-ao-paper/?cat=politica